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Notícias Internacionais

 

Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018

Inglaterra colaborou com a ditadura no Brasil, revela escritor

Por sugestão do jornalista Marcelo Faria

Professor João Roberto: treinamento de tortura
Professor João Roberto: treinamento de tortura
Por Fábio Lau

Não apenas os Estados Unidos, mas países europeus, entre eles o Reino Unido, colaboraram com a ditadura militar treinando militares brasileiros na prática de obter informações de prisioneiros através da tortura. Tema ainda tabu e quase intocado na literatura do país, ele vem a público agora através do livro Segredos de Estado, de autoria do professor João Roberto Martins Filho. O autor fez aprofundado trabalho de pesquisa em documentos oficiais.




Titular na Universidade Federal de São Carlos, José Roberto, em pesquisa realizada em 2014, vinculada à Cátedra Rio Branco em Relações Internacionais, teve acesso aos documentos. Sobre eles este torcedor da Ponte Preta revela que não apenas conseguiu comprovar "a tese sobre a conivência do governo britânico com os constantes atropelos aos direitos humanos entre 1969 e 1976, mas descobriu também "a dimensão que teve o exercício e o encobrimento da tortura, assassinato e morte que teriam impulsionado o crescimento e protagonismo de um novo ator internacional que viria a ter um papel relevante nos próximos anos: a Anistia Internacional".


Leia também:
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Conexão Jornalismo conversou com o autor do livro:





Quando você ouviu pela primeira vez que a ditadura no Brasil recebeu apoio direto de outro governo além do governo americano e da América Latina?


JR- Em meados dos anos 90, quando foram publicados os depoimentos de militares colhidos pelos pesquisadores do CPDOC. Mas a Veja publicou uma reportagem sobre o tema em 1979, de autoria de Antonio Carlos Fon. Não houve maior repercussão.





-Empresas estrangeiras, como Volks, Mercedes, Toyota e outras, colaboraram com a ditadura brasileira. Os respectivos governos foram cúmplices deste apoio?
JR- Creio que sim, embora não tenha pesquisado cada caso.


- Como se deu a participação da Inglaterra?
JR- começou no final dos anos 50 quando militares brasileiros foram aprender técnicas de interrogatório no Reino Unido. O contato foi retomado em 1968, agora sob a ditadura militar, e resultou na construção de três salas de tortura no prédio onde funcionava o DOI-CODI do Rio de Janeiro. Ali os prisioneiros eram submetidos a mudanças de temperatura, dieta de pão e água e ruídos ensurdecedores. Resistiam pouco tempo.


-Há arquivos disponíveis neste país ou outros onde o tema é tratado abertamente ou há algum tipo de tabu?
JR- Oo tema foi e continua a ser secreto. Nunca houve uma declaração oficial sobre o assunto.


- Quais as outras surpresas que o leitor de "Segredos de Estado" poderá desvendar com seu livro?
JR- A principal é a descoberta do primeiro documento oficial que reconhece essa colaboração, datado de agosto de 1972. Diz que os contatos terminaram em fevereiro de 1971. Nessa data foram concluídas as salas de tortura a que me referi acima. Outra surpresa é que essas salas foram construídas aqui antes de instalações semelhantes serem construídas para o mesmo fim na Irlanda do Norte. Aí ocorreram a torturas que causaram imediato escândalo em agosto de 1971.


* João Roberto é professor titular sênior de Ciências Política. Fui presidente da Associação Brasileira de Estudos dez Defesa e titular da Cátedra Rio Branco em Relações Internacionais no King's College Londres (2014) e da Cátedra Rio Branco em Estudos Brasileiros na Universidade de Leiden, Holanda (2015).

 

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