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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

Petra Costa: cineasta mineira fala sobre documentários que registram golpe no país

Da Redação

Petra Costa
Petra Costa

Senadores e deputados federais que apostam no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff estão em polvorosa desde que descobriram que há equipes de cinema registrando os últimos dias do processo do impeachment no Senado Federal. Temem que, ao fim da produção, sejam apontados como o que de fato são: responsáveis pelo impeachment sem crime de uma presidenta legitimamente eleita. E a crise não atinge apenas os políticos, mas também jornalistas. Estes se sentem incomodados com a possibilidade de virem a ser confundidos com seus patrões - que abonam o golpe em curso. Embora não reajam a pressão para que trabalhem "pela causa", gostariam de não ser levados para o mesmo caldeirão. A cineasta mineira Petra Costa, responsável pelo documentário, fala sobre a celeuma causada. Leia aqui.





Petra Costa


Frente às matérias recentes, em diversos veículos de imprensa, sobre os documentários que registram o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, sentimos a necessidade de elucidar algumas questões, de maneira a garantir que a verdade prevaleça e que um sem número de mal-entendidos tenham fim:

- somos cineastas e nos dedicamos à produção de documentários. Um momento político de relevância histórica ímpar como o que vivemos, obviamente, desperta o interesse de quem tem no registro da realidade uma paixão e um ofício; em países com maior tradição de produção de documentários, teríamos não duas, nem quatro equipes a registrar os bastidores, os debates e o cotidiano do congresso; pelo menos mais de uma dezena de produções estariam em curso.

- Realizamos produções independentes. Exploramos a realidade, as diferentes perspectivas de cada fato. Nossas produções não estão a serviço de partido algum. Buscamos registros de representantes de todos eles, seus diversos pontos de vista, a atuação pública no processo.

- Contamos com a ajuda de diversos parlamentares até agora - e pretendemos continuar com uma relação colaborativa e respeitosa. Desde pedidos de autorização, entrevistas, liberação de espaços, ponto de apoio para equipamentos. Agradecemos aos parlamentares que, de alguma forma, nos permitem realizar o nosso projeto, dando nossa contribuição ao registro de um período tão importante e colaborando com a produção cinematográfica brasileira.

- Esperamos, com estes esclarecimentos, garantir que nossas produções não venham a ser prejudicadas por ilações que não correspondem aos fatos, comprometendo o resultado final de um registro tão necessário para o mundo do cinema.
Ambos os filmes estão sendo feitos sem lei de incentivo ou patrocínio.

Petra Costa - diretora de ELENA e OLMO E A GAIVOTA
Maria Augusta Ramos - Diretora de JUSTIÇA, JUIZO e FUTURO JUNHO

Senador critica indigência de demais cineastas brasileiros



Me impressiona a indigência cultural da elite brasileira: duas cineastas talentosas e reconhecidas internacionalmente, ao invés de acolhidas e incentivadas, viraram o alvo de uma direita perdida frente a desmoralização do golpe, numa tentativa patética de acusar quem defende a democracia de "atuar para as câmeras". É ridículo! Logo eles, que sempre se esmeraram em aparecer bem no noticiário da imprensa "amiga". O que é isso? Medo de não poder contar com aquela edição marota que, desde sempre, toma lado na política brasileira, influencia eleições (quem não se lembra da edição do debate Lula x Collor?), constrói narrativas? Quem tem convicção das suas posições não tem medo do registro das câmeras. É uma pena que só dois, e não vinte documentários estejam sendo produzidos sobre os dias que vivemos.

 

Veja também:

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