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Terça-feira, 07 de Março de 2017

Habib's: seguranças não são os únicos suspeitos, mas a lerdeza da polícia também

Por Fábio Lau

Boicote à rede Habib: clientes e moradores da região reagem ao crime contra o menor
Boicote à rede Habib: clientes e moradores da região reagem ao crime contra o menor
Não há dúvidas de que funcionários da rede de lanchonete Habib's, na Vila Nova Cachoeira, em São Paulo, estão direta e indiretamente ligados ao provável assassinato do menino João Victor Souza de Carvalho, 13 anos, ocorrido no dia 26. Neste novo vídeo percebe-se o menino sendo perseguido por homens que correm na direção da lanchonete.

Além disso há outra evidência: os seguranças, caso tenham visto de fato a agressão de um cliente, adulto, contra o menor pedinte nada fizeram para deter o agressor. Ao contrário: deixaram-no livre para escapar e ainda "limparam" a área do flagrante retirando o corpo de João Victor do interior da lanchonete e deixando-o abandonado do outro lado da calçada - uma ação típica de quem quer se livrar do problema. Mas que problema se não eram eles os responsáveis?


Leia também:
Movimento nacional pede boicote à rede de lanchonete Habib's


A remoção clandestina e ilegal do corpo do menino, ainda vivo, de dentro da lanchonete, é outro delito grave. Tivesse ele sido vítima de um ataque cardíaco, como tentam fazer a opinião pública acreditar, sua obrigação seria chamar um serviço médico com urgência - e não retirá-lo dali. Em que manual se lê que uma criança desacordada, ou passando mal, deve ser jogada na rua? A pergunta que a polícia já deveria ter feito aos seguranças é:

- Qual a orientação que os senhores receberam sobre como lidar com pedintes no interior da lanchonete?

A polícia civil, por sua vez, tenta confundir a opinião pública, claramente, quando aventa a possibilidade do menino ter sido vítima de mal súbito. E, mais ainda, vítima de si mesmo por, eventualmente, ter feito consumo de algum tipo de droga. Já anuncia, com indisfarçável prazer, que o pai havia afirmado que o menino fizera uso de lança-perfume.

A mesma polícia ignorou solenemente a denúncia de uma moradora de rua, ou catadora de papel (já foi apresentada das duas maneiras), que afirmou ter visto quando seguranças agrediram o menino João Victor e um deles socado sua cabeça. Por que a mulher não foi ouvida? Por que os PMs que lá estiveram não a levaram para a DP para depor? O que teriam feito ou falado para a mulher após sua declaração espontânea?

Há um grande cerco se fechando em torno do caso para proteger a lanchonete. A própria empresa, via representantes legais, já anunciou que não vai esconder nada, afastou funcionários e disse estar ajudando a família. Mas aí surge outra questão: de que maneira a empresa estaria ajudando a família de João Victor? Que tipo de "ajuda" estaria sendo oferecida antes mesmo de confirmar um provável assassinato?

Enquanto isso, o governador Geraldo Alckmin, todo pimpão, aparece por aí lançando sua candidatura à Presidência da República. A velha mídia paulista, que está estrategicamente no bolso do governador, silencia e finge que é trouxa - e pensa que seus leitores também. Não questiona, não busca outras testemunhas, funcionários, ninguém. Espera, candidamente, que o doutor delegado lhe instrua sobre novos procedimentos.

Cadê as imagens do circuito interno da lanchonete? Vão dizer, mais uma vez, que não estava funcionando?

Cadê o depoimento dos seguranças e funcionários? Onze dias depois do caso o que a polícia paulistana faz é esperar o tempo passar.

Nas redes sociais há uma corrente que pede boicote à Rede Habib's enquanto não for feito Justiça com a identificação e prisão dos responsáveis. A Polícia é cúmplice deste movimento porquanto se omite diante das suas obrigações. Prejuízos eventuais que por ventura tiver deverão ser cobrados da prestimosa instituição.

João Victor permanece sendo assassinado. E a Justiça também.


Novo vídeo sobre o Caso Habib's:




 

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