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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Justiça decreta prisão dos PMs que mataram a jovem Haíssa

Da Redação

Nada vai reparar a dor e o vazio da família. Mas a punição dos dois policiais envolvidos pode trazer algum tipo de "compensação", já que consolação é difícil.

"É um passo no caminho da vitória. Nada vai trazer ela de volta, mas temos a sensação de que a Justiça está sendo feita" - disse a irmã, Andressa.

Normalmente policiais envolvidos nesse tipo de caso ficam impunes. Quem sabe dessa vez...

Nesta quarta-feira, foi noticiado que o Estado terá que pagar quase R$ 1,5 milhão de indenização à família de uma mulher morta em 2012, no Rio, quando estava com o filho em um posto médico e foi baleada num tiroteio entre PMs e criminosos.

O cabo Delviro Anderson Moreira Ferreira e o soldado Marcio José Watterlor Alves tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Glauber Bittencourt, da 1ª Vara Criminal de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Para o magistrado, o afastamento das funções de policiamento ostensivo dos PMs - como foi pedido pelo Ministério Público - é "insuficiente para assegurar a livre colheita da prova" do crime.

O juiz acrescentou que somente a prisão cautelar poderá "afastar qualquer temor por parte das testemunhas". Em seu despacho, Glauber declarou ainda que "as imagens do que ocorreu na fatídica madrugada de agosto de 2014 estarreceram o país". O vídeo, segundo o juiz, mostra que inúmeros disparos de arma de grosso calibre foram efetuados na direção do HB20 - conduta que "ceifou a vida da jovem Haíssa" e "enlutou uma família inteira".

Os policiais já haviam sido denunciados pelo Ministério Público do RJ por homicídio doloso, quando há a intenção de matar.

Haíssa Vargas tinha 22 anos, trabalhava como assistente de telemarketing e sustentava a família na época do crime.

Após saber que a prisão havia sido decretada, Andressa (24 anos), irmã de Haíssa, declarou: "É um passo no caminho da vitória. Nada vai trazer ela de volta, mas temos a sensação de que a Justiça está sendo feita. A prisão deles é importante porque hoje é minha irmã que foi morta, amanhã poderia ser qualquer outra pessoa. Espero que eles sejam condenados e fiquem presos para que o que aconteceu com ela não aconteça com mais ninguém."

Andressa revê a perseguição criminosa ao carro onde estava a irmã.
Andressa revê a perseguição criminosa ao carro onde estava a irmã.  

















Haíssa morreu depois de ser atingida por um tiro de fuzil, nas costas, durante uma perseguição em Nilópolis. Imagens registraram o PM Watterlor botando o corpo para fora do carro da polícia e disparando nove vezes contra o veículo onde estavam Haíssa e amigos dela.

Nas reportagens abaixo, imagens da perseguição e outras informações sobre o caso:

Ação criminosa de PMs leva à morte jovem de 22 anos - vídeo

PMs que mataram Haíssa já haviam se envolvido em outro caso de morte em perseguição

E leia também:

Estado indeniza família de mulher morta em tiroteio

Justiça vai dar R$ 1,4 milhão a parentes de comerciante atingida em PAM, em 2012

O Dia, por Christina Nascimento

Na mesma semana em que veio à tona o vídeo que mostra a imprudência de policiais militares, que resultou na morte da jovem Haíssa Vargas Motta, 22 anos, a Justiça condenou o Estado a indenizar em mais de R$ 1 milhão a família da comerciante Claudia Lago de Souza, 33 anos. Ela foi atingida por um tiro no abdômen, e acabou morrendo, quando estava com o filho, então com 10 anos, no Posto de Assistência Médica (PAM), de Coelho Neto. O caso ocorreu em setembro de 2012. A Procuradoria Geral do Estado informou que ainda vai analisar a decisão, à qual cabe recurso.

Enterro de Claudia Lago, vítima de tiroteio entre policiais e bandidos.
Enterro de Claudia Lago, vítima de tiroteio entre policiais e bandidos.  
A comerciante ficou no meio de um tiroteio entre policiais militares e bandidos. Na sentença, publicada no último dia 9, o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Afonso Henrique Ferreira, diz que "desnecessária se mostra a comprovação da procedência dos disparos que ocasionaram a morte da vítima, se dos policiais ou dos bandidos, que a fizeram de refém. Isso porque a vítima e sua família não podem suportar sozinha uma atuação desastrosa da polícia. Afinal, em uma perseguição com troca de tiros, não há dúvida de que a atuação estatal contribuiu de forma decisiva e determinante no evento morte".

O juiz determinou que o filho, o marido e pai de Claudia recebam, cada, o valor de R$ 400 mil. Quatro irmãs da comerciante terão o direito a R$ 60 mil, cada. Os gastos do funeral, orçados em R$ 1 mil, também devem ser ressarcidos à família, com correção. "De acordo com a teoria do risco administrativo, o Estado responde objetivamente pelos danos causados por seus agentes. Assim, prescinde de demonstração de dolo ou culpa, sendo suficiente para a responsabilização a comprovação do nexo de causalidade entre a conduta do agente e o dano dela decorrente", diz um trecho da sentença.

O magistrado também concedeu ao filho de Claudia, que hoje tem 12 anos, uma pensão, que corresponde a 1/3 do salário-mínimo, até 2020, quando ele terá 18 anos. O pai dele e marido da comerciante também terá direito ao mesmo benefício até 2057, quando estará com 78 anos. Os dois terão que receber tratamento psicológico na rede pública de saúde.

Advogado da família, de Claudia, João Tancredo vai tentar uma indenização maior.

"Tem uma prova no processo que o tiro que ela levou é de alta energia, provavelmente vindo de um fuzil. Qual é a conclusão absurda? Não podemos ter policiais armados em áreas urbanas com fuzis. A indenização tem que ser alta para impedir que essa prática continue", afirmou Tancredo.

 

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