• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 

Conexão TV

Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

Funcionários do SBT cancelam festa de fim de ano por conta das demissões

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
VER +

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > colunas > estética > estilo

Estética - Estilo

 

Domingo, 03 de Setembro de 2017

Os 120 anos de Di Cavalcanti serão relembrados por museu em São Paulo

Di Cavalcanti: morto em 1976
Di Cavalcanti: morto em 1976

Da Redação com Agência Brasil


Ele pintava especialmente as belas mulatas que movimentavam os carnavais e as casas de espetáculos do Rio e de São Paulo. Por este engajamento na cultura popular, na essência da música e da expressão da brasilidade, a data não poderia passar em branco. Di Cavalcanti, o carioca de nome extenso (Emiliano Augusto Cavalcanti de Paula Albuquerque e Melo) será lembrado naquele em que faria 120 anos em um museu na Pinacoteca de São Paulo. A exposição começou no sábado (2) e segue até janeiro do ano que vem.

Chamada de No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos, a retrospectiva é a maior exposição já realizada desde a morte do artista, reunindo mais de 200 obras, entre desenhos, pinturas e ilustrações. A mostra poderá ser vista até 22 de janeiro e marca os 120 anos do nascimento do artista.

As obras estarão expostas em sete salas do primeiro andar da Pinacoteca e tem curadoria de José Augusto Ribeiro. O objetivo, segundo ele, é investigar como o artista desenvolveu a ideia de "arte moderna e brasileira".

Mulata: a maior expressão do artista na tela
Mulata: a maior expressão do artista na tela  


O curador disse que a exposição inclui obras de 1910 a 1970, tanto emblemáticas quanto desconhecidas e também de seu início como ilustrador. Ele lembrou que a mostra privilegia as obras entre 1920 e 1950, período mais regular do trabalho do artista, que percorre diferentes vertentes: do cubismo ao surrealismo, passando pelo expressionismo e o muralismo mexicano, entre outros movimentos. "Di Cavalcanti é interessado na representação das pessoas e dos lugares em desenvolvimento e nos extratos mais baixos. Isso o singulariza no modernismo brasileiro. Ele põe os olhos na cidade e nos subúrbios e tem grande interesse pelos morros cariocas, pela zona portuária, pelos bordéis e pelas rodas de samba", afirmou o curador.

Segundo Ribeiro, a exposição foi fruto de um grande levantamento de localização das obras e reúne trabalhos do artista que integram mais de 60 coleções públicas e particulares do Brasil e de países como o Uruguai e a Argentina.

A mostra também pretende destacar aspectos menos conhecidos da trajetória do artista, como as ilustrações e charges que fez para revistas, livros e capas de discos, além de seu engajamento político: o artista foi filiado ao Partido Comunista. "Di sempre manteve estreita essa ligação entre política e pintura. Ele foi simpatizante de grupos de esquerda, mas sua obra não é panfletária. Essa ligação política é forte, mas atravessa de maneira diferente sua obra", observou o curador.

A musa que cometeu erro no preenchimento
A musa que cometeu erro no preenchimento  























Marina Montini, a musa, quase morreu - antes de morrer



Uma das musas do pintor, Marina Montini morreu em 2006 de insuficiência hepática. Nos seus últimos anos viveu doente no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá. A mulata, que morou na Alemanha e Itália quando jovem, viveu seu apogeu no Brasil, fora das telas pintadas a óleo por Di, em dois momentos: quando posou nua para a Playboy, nos anos 70, e durante o desfile de carnaval no Rio em 1987. O preenchimento errado das cartelas com as notas, por irresponsabilidade e/ou irreverência, acabou dando notas baixas para a maioria das escolas. A situação ficou tão crítica que foi ameaçada de morte. A Mangueira terminou campeã daquele Carnaval e Marina Montini nunca mais pisou na Sapucaí.

Mas se o drama a afastou do Carnaval carioca, a aproximou do cinema. Atuou em "Pecado Mortal", "Os Paqueras" e "Um Whisky Antes, um Cigarro Depois.

 

Veja também:

>> "Meu Corpo Não É Público" - publicitários criam campanha para conscientização

>> Vídeo - Passageiros de van são assaltados por duas mulheres e um homem no Rio

>> O Rio falido e o caderno do Globo patrocinado pelo Pezão

>> Morango brota na aridez do Centro Oeste

>> Crítica & Literatura: O livro encontra seu público

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Os 120 anos de Di Cavalcanti serão relembrados por museu em São Paulo
 

Copyright 2017 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!