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Estética - Estilo

 

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

O termo é: "Apropriação Cultural!"

Por Fábio Lau*

O turbante da polêmica e a coragem da moça
O turbante da polêmica e a coragem da moça
Por Fábio Lau*

O pastor luterano, Martin Niemöller, quando compôs o poema em 1933, estava antenado com nosso tempo. O personagem não praticou o "delito" da Apropriação Cultural. Ou teria protegido aqueles que nada tinham com sua vida pessoal. Manteve-se equidistante e ligou o foda-se. A expressão ganhou as ruas e as casas de discussão. Tudo porque uma jovem foi contestada porque usava turbante: um acessório que é atribuído exclusivamente à cultura negra. O que é uma meia verdade. As egípcias também usavam - e, embora negras, a sua Cultura não é exatamente a mesma praticada nas nações africanas com toda sua mística religiosa.



Houve um tempo em que gozávamos de liberdade para decidir o que usar. Algumas vezes soava até como homenagem - e assim deveria ser visto: usar roupa japonesa, turbante tal e qual as africanas ou bata indiana. Mas, nestes tempos, isto tende a virar crime grave.

Lembro das amigas que viajavam para a Bahia, nos anos 80, e voltavam de lá com um tererê preso no cabelo - um conjunto de linhas coloridas que entrelaçado em forma de trança. Outros, quando seguiam para a Índia, voltavam transformados - e não apenas o ópio, mas o Hinduísmo também tem poder. Budistas quando retornavam da China ou xamãs ao desembarcar de longo período no Xingu. Hoje, todos estariam na marca do pênalti social.

Turbante egípcio
Turbante egípcio  



Há brancos que praticam religiões de matrizes africanas como Candomblé ou Umbanda. Isso é "Apropriação Cultural?" A fé, a identificação da mística religiosa, deve ser desprezada? Estaria o turbante acima de algo tão belo e sutil como a fé? Há, portanto, privilégio de determinada raça ou cultura sobre o que se pratica ou veste?

Então, se levarmos ao pé da letra, um negro não poderia praticar religião surgida em ambiente europeu, como as protestantes e a próprio Catolicismo?

Turbante hindu
Turbante hindu  


A polêmica ganhou dimensão nacional a partir do episódio envolvendo Thauane Cordeiro, uma jovem paranaense. Ela foi advertida por uma mulher na rua pelo fato de estar usando turbante. Explicou que usava o acessório para esconder sua careca temporária - faz tratamento de câncer. Mas a justificativa não convenceu. Houve quem pedisse que usasse, em lugar do turbante, um "lenço comum".

Eis a sua narrativa de Thauane no Facebook:

- Eu estava na estação com o turbante toda linda, me sentindo diva. E eu comecei a reparar que tinha bastante mulheres negras, lindas aliás, que tavam me olhando torto, tipo " olha lá a branquinha se apropriando dá nossa cultura", enfim, veio uma falar comigo e dizer que eu não deveria usar turbante porque eu era branca. Tirei o turbante e falei "tá vendo essa careca, isso se chama câncer, então eu uso o que eu quero! Adeus.", Peguei e sai e ela ficou com cara de tacho. E sinceramente, não vejo qual o PROBLEMA dessa nossa sociedade em, meu Deus!

O poema de Martin Niemöller:



Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...



* Tomar uma cachacinha e antes oferecer umas gotas ao santo me fará um "apropriador cultural?". E comer acarajé? E ser devoto de Xangô? Sendo herdeiro de sangue europeu, oriental e negro, além de nativos indígenas, nos sentimos, todos os ligados ao DNA familiar, oficialmente liberados para utilizar qualquer adereço, degustar pratos ou rezar para qualquer santo. Saravá!

Pastor luterano  Martin Niemölle é revivido
Pastor luterano Martin Niemölle é revivido  

 

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