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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013

Parto Natural: o parto prazeroso

Por Gabriela Vasconcellos

Sarah com seu filho Caio Francisco, nascido de parto domiciliar planejado. (Foto: Adriana Medeiros)
Sarah com seu filho Caio Francisco, nascido de parto domiciliar planejado. (Foto: Adriana Medeiros)
Em fevereiro de 2008, Sarah Nery teve seu filho Caio Francisco. A bolsa estourou pela manhã, e cerca de 7 horas depois ela o tomou nos braços. O ambiente era familiar e, no lugar de uma equipe médica, Sarah enxergava as mãos de uma parteira, uma doula e seu companheiro. A recordação que ficou? A melhor experiência que já lhe aconteceu. Mas isso ainda é raridade no Brasil – que carrega o título de país que mais faz cesáreas no mundo. No ano de 2009, 34% dos partos foram através da cesárea, mais que o dobro do índice considerado razoável para a Organização Mundial da Saúde, de 15%.

O Conexão Jornalismo entrevistou Heloísa Lessa, enfermeira obstetra, para falar sobre o parto natural, um parto sem intervenções externas como o uso excessivo de alopatias e anestesias.Você vai conhecer também as histórias de Sarah Nery e de Elisa Ramos, que tiveram seus filhos desta maneira. E também o outro lado, a opinião da vice-presidente do CREMERJ, Dra. Vera Fonseca, que é contrária ao parto domiciliar planejado.



O Prazer

Qualquer mulher cresce ouvindo que a dor do parto é a maior que existe e que as contrações são insuportáveis. Apesar da vontade de dar à luz, muitas vezes o sentimento de medo supera a ansiedade durante o parto, e a recordação daquele momento para a gestante é de sofrimento. Mas e se tivesse como ser diferente? Se não só a gravidez e o pós parto, mas o próprio processo pudesse ser, ainda que dolorido, prazeroso?

“É como se fosse um grande êxtase, porque é uma explosão hormonal muito forte, e por isso não faz sentido o parto não ser um momento prazeroso. E eu tive esse privilégio, o meu parto foi muito prazeroso, muito bom... foi realmente muito positivo”, conta Sarah, que teve seu parto de cócoras.

E ela não é a única. Muitas mulheres adeptas do chamado “parto natural” falam que seu parto foi tranquilo e gostoso. E isso pode ser explicado cientificamente: durante o parto, muitos hormônios são ativados e liberados para que a mãe consiga dar à luz. Uma destas substâncias é a ocitocina, responsável por “guiar” todo o processo. A ocitocina é o chamado “hormônio do amor”, o mesmo a ser liberado durante as relações sexuais.

Heloísa Lessa, enfermeira obstetra, explica que essa é uma das causas para que o ambiente hospitalar não seja o mais indicado para um parto natural. “O ambiente ideal para um parto natural é muito parecido com o de uma relação sexual. A mulher precisa estar segura, confortável... não pode ter muita iluminação, entre outras coisas”, explica Heloísa.



O parto domiciliar planejado

Nesse sentido, um ambiente indicado seria a própria casa da gestante, por oferecer conforto, segurança e mesmo uma identificação.

Nessa modalidade, o parto precisa ser bem planejado e ter um acompanhamento severo de uma parteira, enfermeira obstetra ou ginecologista obstetra. É fundamental que seja fácil remover a parturiente para o hospital, caso necessário, e que o responsável por realizar o parto tenha instrumentos para medir o coração do bebê e contornar situações de risco.

O parto de Sarah aconteceu em sua sala, depois de cerca de 7 horas de trabalho de parto. Seu filho, Caio Francisco, nasceu com 4 kg e muito saudável. Sarah explica que as parturientes, em geral, têm grande dificuldade em lidar com a dor é porque já possuem, cristalizado em seu pensamento, a certeza de que vai doer demais.

“O maior segredo para não sentir dor é relaxar e saber que as contrações vão vir e que você vai ter que aprender a lidar com elas”, explica. Durante todo o seu parto, Sarah não fez uso de nenhum medicamento, apenas exercícios, indicados por sua doula.

As doulas são mulheres que acompanham a parturiente e tem como função oferecer apoio, segurança e tranquilidade durante a gravidez, o parto, e o pós-parto. Durante o parto, ela deve ensinar exercícios físicos e de respiração, fazem massagem e sugerir posições confortáveis.

“O trabalho mais importante é a presença, e não necessariamente ela fazer alguma coisa. A doula não pode entrar na esfera de outro profissional, como querer ser enfermeira obstetra, ou mesmo entrar no lugar do marido. Ela tem que saber que o papel dela é dar apoio físico e emocional sem invadir qualquer outro território”, afirma Maria de Lourdes, a Fadynha, pioneira na atividade profissional de doula no Brasil, com 32 anos de exercício.



A busca por uma “desmedicalização”


Muitas vezes a razão para que as gestantes pesquisem e acabem optando pelo parto natural é um trauma ou estranhamento com o procedimento comum, realizado pela maioria dos médicos no Brasil.

Esse foi o caso da fotógrafa Elisa Ramos, que na década de 70 teve uma experiência traumática com um parto. Elisa teve seu bebê prematuro e acabou perdendo a criança. Houve também uma complicação, que fez com que ela corresse risco de vida. Depois disso, Elisa decidiu que seu próximo filho nasceria da forma mais natural possível, e optou pelo parto de cócoras.

Ocorre que, infelizmente, nem sempre são oferecidas às gestantes opções de um parto natural. Segundo Heloísa Lessa, fazer cesariana no Brasil se tornou uma questão cultural, o que explica a taxa altíssima. “Por uma questão mercadológica, nos é vendido que a cesárea é uma cirurgia simples e sem riscos e a mulher acaba sendo convencida de que é o melhor, o mais cômodo a se fazer”, afirma Heloísa Lessa.

Heloísa também conta que, no caso da saúde privada, existe a questão dos planos de saúde, que pagam muito mal aos obstetras pela realização do parto normal. Por conta disso, o obstetra não pode reservar muitas horas de seu dia para realizar um parto natural. No caso da saúde pública, é ainda pior: a gestante muitas vezes sofre violência, verbal ou física. A divulgação desses casos deu origem a um movimento por partos humanizados, que respeitem a vontade e o tempo da parturiente.

Felizmente, existem opções. Nem sempre a parturiente pode pagar por um atendimento particular, em casa. Mas, no Rio de Janeiro, existem outros caminhos,como a maternidade municipal Leila Diniz, localizada na Barra da Tijuca, que oferece diferentes possibilidades de parto natural, como o de cócoras e na água. a Maternidade Escola de Laranjeiras, da UFRJ e a Maternidade Municipal da Praça XV também realizam o parto natural sem que a parturiente precise pagar por isso.


Para a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, a Dra. Vera Fonseca, o parto mais indicado é o normal. No entanto, esclarece que a cesárea não deve ser considerada vilã. Segundo ela, é graças a esta cirurgia que muitas mães e crianças são salvas e que o Brasil apresentou um grande avanço na diminuição da mortalidade materna.

No entanto, a Dra. Vera afirma que todos os partos devem ser realizados num ambiente hospitalar e se posiciona completamente contrária ao parto domiciliar planejado. “Não é esse o parto que desejamos para a mulher brasileira, mas sim que toda mulher tenha o parto no melhor ambiente possível. E esse ambiente todos os médicos sabem que se chama maternidade”, afirma.

Ouça aqui a entrevista com a obstetra Heloísa Lessa, que desmistifica o parto natural

Aqui você escuta Elisa Ramos contando sobre sua experiência com parto de cócoras


 

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