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Sábado, 25 de Abril de 2015

Morre José Adolfo de Granville Ponce, o cozinheiro dos guerrilheiros nos tempos do cárcere

Da Redaçao

Morreu em São Paulo, aos 81 anos, na manhã do último dia 19 de abril, Jose Adolfo de Granville Ponce, editor e jornalista profissional, preso no exercício de sua profissão durante a ditadura como militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN) em janeiro de 1969.

Assim como ocorreu à maioria de seus companheiros sofreu inúmeras torturas passando dois anos e meio na prisão, deixando o Presídio Tiradentes em junho de 1971. Lá, pode se destacar como o chef de cozinha do cárcere - sempre teve excepcional dotes culinários. Organizou, com o também jornalista Alípio Freire e o escritor Izaías Almada, uma coletânea de depoimentos sobre o período: Tiradentes, um presídio da Ditadura, editado pela Scipione Cultural.

Como jornalista trabalhou nos jornais Correio da Manhã, Tribuna da Imprensa e Asa Press, no Rio de Janeiro, e Diários Associados, revista Realidade em São Paulo.

Alegre, comunicativo, após a sua aposentadoria costumava receber em sua casa no Jardim Previdência antigos companheiros de militância, promovendo alguns memoráveis churrascos e acaloradas discussões sobre o processo político brasileiro após a redemocratização do país.

Granva, como era chamado carinhosamente pela família e pelos companheiros, nasceu na cidade de Pirajuí, São Paulo em 16 de maio de 1933, tendo sido militante do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB), de onde saiu para ingressar na ALN, liderada por Carlos Marighela.

Deixou a companheira Maria Aparecida Baccega, professora aposentada da USP e os filhos Walter e Fabiano.

Impávido em suas posições políticas, abandonou organizações e partidos e investiu em projetos de vanguarda do chamado jornalismo underground: as publicações "Bondinho", "Revista de Fotografia" e "Jornalivro".

No mercado de livros, renovou a editora Ática ao abrir suas portas para a produção acadêmica brasileira, formando um conselho de intelectuais como Antônio Cândido, Florestan Fernandes e Aziz Ab'Saber.

Eram acadêmicos desse quilate que se juntavam a ex-militantes nos churrascos que Granva promovia no sobrado da Vila Previdência, em São Paulo, onde viveu com a mulher, Maria Aparecida Baccega, até o dia 19 de abril, depois de ver os filhos Valter e Fabiano ganharem o mundo.

Aos domingos, os convivas se preparavam não só para boa comida, mas para os debates do que Granva chamava de "política com P maiúsculo".

Morreu aos 81, em decorrência de um enfisema pulmonar.

 

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