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Futebol - Copa do Mundo

 

Terça-feira, 16 de Agosto de 2016

Havelange é daqueles homens que optaram por morrer antes da morte

Por Fábio Lau

Havelange: banido do esporte aos 97 anos
Havelange: banido do esporte aos 97 anos
Centenário. Nada mais simbólico do que a idade de partida de um homem que se perpetuou em muitas das coisas que fez. João Havelange morreu na manhã desta terça-feira (16) no Hospital Samaritano, em Botafogo, onde tratava de uma pneumonia. Ex-presidente da Fifa e da CBD, Havelange, que foi atleta olímpico, deixou para seguir viagem durante o evento que ajudou a trazer para o país. Banido do esporte há três anos por denúncias de suborno, ele optou pela reclusão. Preferiu morrer antes que a morte o levasse.

A vida do personagem que foi considerado uma das maiores personalidades do planeta (A Fifa, sob seu comando, alcançou uma receita superior a de 90% dos países) foi marcada por ações controversas. Ex-dirigente da Viação Cometa, mergulhou fundo na natação levando uma vida de atleta. Com o tempo abriu as portas do Futebol e ali faria sua vida. Revolucionou o esporte no Brasil ao fazer com ele o que fazia na iniciativa privada: profissionalizou cargos e cobrou resultados.

Numa entrevista feita por este jornalista para a Rede Globo, Havelange exemplificou com um dado extra-campo, mas igualmente interessante do quanto tinha olhar diferenciado:

- O maior problema dos atletas nos anos 50 era inflamação nas unhas dos pés. Alguns andavam com dificuldades. Contratei um médico, podólatras e manicures para cuidar disso. Lembro que recolhemos um saco de estopa, de 50 quilos, só de unhas e calos. O problema, ao chegarmos à Suécia, em 58, onde fomos campeões, já era passado.

Atleta de natação, nadava no Tietê
Atleta de natação, nadava no Tietê  
Recentemente Havelange teve seu nome envolvido em corrupção. Teria recebido suborno para ajudar a escolher sedes para copas do Mundo e Olimpíadas. Além dele, seu ex-genro, Ricardo Teixeira, também foi citado e ambos acabaram banidos do esporte. Sua maior amargura.

Uma história que revela o perfil empreendedor do dirigente ocorreu em 1962, na Copa do Chile. Sem dinheiro, não conseguiu recursos para instalar a seleção em um hotel que tivesse estrutura de treinamento. Orientou o então chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, que procurasse um sítio nos arredores de Santiago. Paulo conseguiu um que estava a venda. Custaria uma fortuna. Havelange mandou que assinasse uma promessa de compra e venda e desse US$ 100 mil de garantia. O dono do sítio festejou - mal sabia o desfecho da história.

A seleção ficou no tal sítio e, ao fim da Copa, com a conquista do bi, abandonou o lugar. O dono jamais viria o restante do dinheiro. E a CBD economizou 50% do dinheiro que teria para investir.


Contrário ao uso de equipamentos eletrônicos para dirimir dúvidas do esporte, ele respondeu com uma pergunta sobre a necessidade de moralizar em campo o esporte.

- Você anularia o gol de mão de Maradona? Um dos lances mais marcantes do futebol?

Ficou sem resposta. Preferi emendar outra pergunta.

Na conversa falamos também sobre a badalada seleção de 1982:

- Todos falam bem daquela seleção. Mas não faz sentido. Um corpo para ficar em pé precisa do quê? Pés, tronco e uma cabeça. Quem eram os pés daquela seleção? O goleiro, Valdir Perez. Muito fraco. O corpo? Luizinho, zagueiro do Atlético Mineiro, igualmente muito ruim. E a cabeça? A cabeça era o Serginho. Estávamos acéfalos. Como pode aquela seleção ser o que dizem que foi se o corpo não ficava de pé?

Sobre a demissão de João Saldanha em 70 e sua substituição por Zagallo:

- Saldanha era fanfarrão. Falou do presidente Médici, mas achava que ficaria no cargo por ser popular. Quando fui visitá-lo para anunciar a demissão, na Granja Comari (que não era ainda da CBF, mas um espaço cedido pela família Guinle), veio me mostrar o novo uniforme da Adidas. Sabia que seria demitido, mas tentou me sensibilizar. Zagallo era um homem bom, correto, muito inteligente e entendia o momento político que vivíamos.


Habitué do Antiquarius por décadas, onde ia com frequência às terças-feiras ao lado de uma velha amiga, ele deu a receita para viver bem e bastante:

-Comer pouco é a regra. Um suco com café pela manhã, salada e proteína no almoço (geralmente peixe). À noite só tomo uma sopa.


NdaR - Entrevistei Havelange para um especial sobre os cinco heróis das cinco conquistas do Brasil: Zagallo, Garrincha, Pelé, Romário e Ronaldo. O especial não foi à frente porque não houve acordo financeiro com as assessorias de Pelé e Ronaldo. Havelange falou sobre as cinco conquistas.

 

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