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Futebol - Brasileiro

 

Sexta-feira, 19 de Julho de 2013

Empresa do Consórcio Maracanã foi responsável pela encomenda do laudo que inviabilizou Engenhão

Publicado pela Folha de São Paulo - Por Ítalo Nogueira

Alago há, dizia o colunista de Conexão Jornalismo, PC Guimarães, sobre a interdição do Engenhão. E eis que reportagem da Folha de São Paulo revela que empresa vitoriosa no consórcio que ganhou o Maracanã foi a mesma que emitiu laudo condenando o Engenhão. Leia reportagem publicada na Folha de São Paulo.

A empresa gestora do Maracanã planeja o apoio do Engenhão para ajudar seu estádio a receber grandes eventos. O consórcio quer "empurrar" para a casa do Botafogo pequenos jogos que tenham datas que coincidam com clássicos ou shows na arena.

A medida também poderia beneficiar financeiramente Fluminense e Flamengo. O plano de negócios da empresa prevê ceder parte da renda dos eventos que "desalojem" os clubes que têm acordo para jogar no Maracanã.

Mas a manobra não poderá ser feita até o fim de 2014. O Engenhão está interditado para obras na cobertura.

"Posso abrigar um clássico como Vasco e Botafogo e jogar um pequeno, como Fluminense e um time de Rondônia no Engenhão. Todos ganham porque lá seria pequeno para um jogo tão grande, e aqui seria grande para um jogo tão pequeno. A interdição prejudica essa manobra", disse à Folha o presidente do consórcio Complexo Maracanã, João Borba.

O gestor do Maracanã pretende abrigar ao menos 60 jogos e dois grandes shows por ano. A empresa tem a concessão do estádio até 2048, com o compromisso de investir R$ 594 milhões em obras.

Dirigentes do Botafogo, porém, pretendem fazer do Engenhão um concorrente do Maracanã, principalmente na atração de grandes shows.

Nos mais de dois anos de reforma do palco da final da Copa, o Engenhão abrigou grandes shows: Justin Bieber, Roger Water e Paul McCartney. Os administradores calculam uma redução de um terço nos jogos, o que pode abrir datas para novos eventos.

O clube, porém, não quis se manifestar oficialmente sobre o plano de negócios do novo gestor do Maracanã. A concessão do estádio está suspensa até o fim do reforço da cobertura, em 2014.

FAVORECIMENTO

Borba negou que a interdição do Engenhão tenha ajudado a empresa a negociar com clubes. Sem opções de estádios na capital, dirigentes de Fluminense e Flamengo se viram pressionados a acelerar as negociações.

A Odebrecht, sócia majoritária do consórcio Maracanã, foi quem encomendou o laudo que sugeriu a interdição do Engenhão. Comissão formada pela Prefeitura do Rio ratificou o resultado.

"Não ajudou nem desajudou. Não teve interferência. O consórcio já havia ganho a licitação quando o Engenhão foi interditado. Nem fiz minha proposta pensando nisso. Sempre se pensou o Engenhão aberto", disse Borba.

O Flamengo, que fechou contrato teste por seis meses com o Maracanã, já negociou seis jogos com o governo de Brasília para jogar no estádio Nacional Mané Garrincha.

 

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Empresa do Consórcio Maracanã foi responsável pela encomenda do laudo que inviabilizou Engenhão
 

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