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Futebol - Brasileiro

 

Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

A crise do Botafogo e a realidade do futebol brasileiro

reunião na sede vai sacramento novo ciclo alvinegro
reunião na sede vai sacramento novo ciclo alvinegro
Por Fábio Lau*

O coordenador do Comitê de Executivo de Futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, proferiu frases espantosas sobre o momento do clube: "Botafogo é um paciente moribundo terminal em UTI. Não consegue se mexer sozinho. Se pudesse tiraria o clube de qualquer disputa em 2020..."
O alvinegro, segundo comentou o jornalista Marcelo Barreto, do Redação Sportv nesta quinta-feira (12), vive uma grande disparidade entre o que pretende Montenegro para o próximo ano, uma folha de pagamento da ordem de R$ 1 milhão, que equivale ao salário de alguns dos muitos jogadores do Flamengo - seu maior rival. E acrescentou: o Cruzeiro pagava isso a alguns atletas e caiu este ano.



O que o Botafogo pretende fazer, com a folha na altura do pé dos principais adversários, é dar ao clube a chance de respirar no início do próximo ano. A campanha que o Botafogo está trabalhando, de atrair financiadores, é a estratégia adotada por clubes na Europa e que tem se revelado muito bem sucedida.

Tal caminho é completamente diferente do que ocorre no Brasil mesmo às equipes hoje em melhor situação financeira. Um investidor gere o clube como se uma empresa fosse: investe, apresenta as qualidades ao grande público, vende sua marca e em seguida recupera o investimento vendendo seus ativos - jogadores. O ciclo não se fecha e a necessidade de manter a vitrine e a empresa prosperando é a garantia de sobrevivência do negócio - o que impediria a destruição do patrimônio.

O caso do Flamengo, hoje com uma receita em torno dos R$ 700 milhões, é excepcional. Ao receber durante quase uma década uma fração duas ou três vezes maior do que a dos principais concorrentes só da TV Globo, e manter a base salarial baixa se comparado a de outros clubes, o Flamengo conseguiu sair numa viagem que o tirou da lama e conduziu ao céu.

Hoje a receita do clube é maior do que o que recebe na televisão (R$ 380 milhões). E só com o público no estádio ganhou cinco vezes mais do que ganhará o Botafogo de cota da Globo pela sua colocação (11 milhões contra 65 milhões de reais).

Outro contexto que não pode ser usado como exemplo é o do Palmeiras. O Palestra tem a Crefisa como a sua mantenedora e com ela mantém uma gestão paternalista: a receita própria, gerada pelo clube, deixou de ser prioridade. O clube obteve ganhos em campo, mas não há garantias de que, num eventual rompimento com a construtora, o clube sobreviverá no mesmo padrão - uma folha de pagamento superior a R$ 16 mi por mês.

Botafogo e o futuro


Nesta quinta-feira (12) os dirigentes do Botafogo vão anunciar os primeiros passos desta estratégia chamada Novo Botafogo. Investidores estrangeiros já contactados deverão ser anunciados como possíveis investidores que irão ajudar especialmente no pagamento de dívidas urgentes. O que se especula é que haveria empresas chinesas dispostas a participar do projeto.

Sem as dívidas (atualmente beiram a casa dos R$ 750 milhões), que hoje impedem qualquer capacidade de investimento, o Botafogo poderia sobreviver com maior dignidade. Seria possível, com tranquilidade, pelo menos dobrar o valor da atual Folha de pagamento - elevando dos atuais R$ 2,5 mi para próximo dos R$ 6 mi.

Este processo, sim, poderá representar uma nova era para o alvinegro do Rio e seus 4 milhões de torcedores.

A despeito da mórbida leitura feita por Carlos Augusto Montenegro da conjuntura, o Botafogo está mais próximo de renascer do que da morte.

É uma questão de interpretação.


* Fábio Lau é jornalista, botafoguense, e acredita que o alvinegro irá ressurgir das cinzas nos próximos três anos.

 

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