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Entrevista - Personagem

 

Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

Biógrafo de Senna e Havelange: legislação atual 'iguala o país à Coréia do Norte, Irã e China'

Eric Andriolo

A disputa entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade no caso das biografias não autorizadas ganhou mais uma reflexão balizada. O Jornalista Ernesto Rodrigues, biógrafo de Ayrton Senna e de João Havellange, criticou duramente a lei brasileira, e disse que ela "iguala o país à Coréia do Norte, ao Irã e à China" em termos de censura.

Ernesto Rodrigues, ex-chefe da Sucursal da TV Globo em Londres, fez as afirmações no programa de rádio de Conexão Jornalismo que foi ao ar hoje (25). Na entrevista, ele sustentou que a necessidade de pedir autorização aos biografados é um "absurdo". "não chega a ser chapa branca", mas, para ele, o escritor trabalha sob uma incômoda vigilância. A entrevista em áudio está disponível na íntegra ao fim desse post.

Para o jornalista, o problema começa antes da biografia começar a ser escrita: "O biógrafo já começa a trabalhar como se estivesse sob censura", . Ele garante que "a maioria absoluta dos biógrafos" enfrenta situação semelhante. Um dos problemas, segundo ele, é que as editoras não fecham contratos com autores não autorizados. "Para evitar processos elas exigem a pronta autorização".

Rodrigues teve de conseguir uma carta de anuência tanto para a biografia do piloto Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do esporte no país, quanto para a de João Havellange, ex-presidente da Fifa e que se viu recentemente em escândalos financeiros. Caso contrário, as obras não poderiam ter sido escritas. "Foi uma exigência. Senão a editora não seguia em frente", conta.

A polêmica em torno das biografias não autorizadas começou quando a Associação Nacional de Editores de Livros (Anel) propôs ao Supremo Tribunal Federal (STF) a adoção da Ação Direta de Inconstitucionalidade, para permitir a publicação de biografias sem autorização do biografado. Era uma reação à decisão do STF que permitiu que vários biografados, incluindo o músico e cantor Roberto Carlos, tirassem de circulação as obras a seu respeito.

A discussão se ampliou quando, em 2011, o deputado Newton Lima (PT-SP) criou o PL 393 que autoriza a publicação de biografias sem necessidade de autorização. O projeto de lei seria votado na última quarta-feira (23), mas a votação foi adiada, apesar de estar em regime de urgência. Segundo o presidente da casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o motivo é que há "pautas remanescentes".

O projeto sofre feroz resistência de artistas como Roberto Carlos, Caetano Veloso , Chico Buarque e Gilberto Gil , que se uniram para criar a associação Procure Saber e protestar contra a publicação de biografias não-autorizadas, prática adotada em vários países da Europa e nos Estados Unidos. A votação do projeto de le

Para Rodrigues, há uma "cortina de fumaça" sobre a discussão, porque os biógrafos são tratados com quem exerce "uma atividade diferente do jornalismo". Para ele, o que está em discussão é a liberdade de imprensa. "Quem estiver questionando a liberdade dos biógrafos está questionando a liberdade de imprensa, ponto final."

Ouça a entrevista na íntegra:


 

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