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Educação

 

Domingo, 20 de Maio de 2018

Secretário de Educação de Crivella renuncia à renúncia e diz que fica

César Benjamin: disse que fica!
César Benjamin: disse que fica!

Coisas estranhas acontecem no governo de Marcelo Crivella. Diria que até sobrenatural. Após publicar mensagem no seu Facebook dizendo que deixaria a pasta da Educação, onde estaria fazendo um trabalho que iria revolucionar a Educação no Rio, o secretário César Benjamin voltou atrás e disse que fica! Sim. Para demovê-lo da ideia de sair da pasta houve a intervenção do prefeito, mobilização de pais, estudantes e diretores de escola. Em mensagem no seu Facebook, César disse que o prefeito garantiu a ele que ficaria com o dinheiro necessário para recuperar mais de uma centena de escolas que estão caindo aos pedaços. Este recurso, cerca de R$ 200 milhões, serão repassados na sua integralidade e não apenas em R$ 80 milhões - conforme desejava o secretário de governo, Paulo Messina.

Ao anunciar a saída, César fez duras críticas a administração (leia aqui). O fato é que, em meio a uma crise de gestão das mais graves, onde o prefeito faz concessões aos empresários de ônibus e não consegue conter o crescimento da população de rua, e criar alternativas para crianças abandonadas, a boa perspectiva nas escolas públicas de nível fundamental passava a soar como a última esperança.

A permanência de César Benjamin, embora estranha, é positiva para quem quer acreditar que uma mudança é possível. O secretário defende escolas em turno único, valorização do ensino, do professor, da estrutura escolar. As escolas estarão, segundo o projeto em curso, climatizadas, com internet, infraestrutura digna. Que seja!



Leia a carta do Dia do Fico, de César Benjamin:

"Ao pessoal da SME que me segue por aqui

* * *

Notícia mentirosa

Ontem a SME assumiu uma posição histórica: ela não será massa de manobra de ninguém. Somos uma instituição séria, que tem consciência da sua missão e orgulho do seu trabalho. Estamos a serviço de uma grande causa, a causa da educação pública. Se tivermos condições mínimas de trabalho produziremos, em médio prazo, uma revolução educacional no Rio de Janeiro. Na verdade, ela já começou. Semeadores do caos e pescadores de votos não são bem-vindos.

A mobilização de professores, diretores, funcionários e mães de alunos frustrou uma tentativa de desestabilização, que estava em curso. Nesse contexto, atendi aos inúmeros apelos generosos, que recebi, para permanecer à frente da secretaria.

O problema havia sido superado. Eu não voltaria mais a tratar dele. Quero paz para me concentrar no trabalho, que é estafante.

Mas as criaturas do pântano são renitentes. Hoje o jornal O Globo publica uma matéria cretina, nitidamente plantada, intitulada "Um secretário confuso". Há muitos disparates nela. O núcleo objetivo é este parágrafo: "Fontes da Prefeitura afirmam que dois fatos recentes provocaram atritos entre os secretários. O primeiro diz respeito diz respeito ao programa de reforma de 128 escolas municipais, ao custo aproximado de R$ 200 milhões. O objetivo de Benjamin era fazer obras nesses unidades de uma só vez, contrariando a RioUrbe que, devido à limitação técnica, orientou a realização do trabalho em três etapas. Porém, a gota d´água teria sido os 19 contratos emergenticias feitos sem justificativa pela Secretaria de Educação, com um custo superior a R$ 200 milhões."

Eu nunca procuro os jornais. Sequer tenho assessor de imprensa. Não planto notas. Não sou fonte de nenhum colunista. Ontem fui procurado por dezenas de jornalistas, por causa da crise que estava em curso, e não atendi nenhum deles para não colocar lenha na fogueira. Sou ético, disciplinado. Trabalho discretamente, pois não confundo educação com espetáculo midiático. Quando quero dizer algo, não me disfarço de "fonte da Prefeitura".

A matéria de O Globo de hoje mostra que as criaturas do pântano, derrotadas ontem, continuam vivas. Eu já respondi a segunda acusação em um post que está aí embaixo. Quanto ao programa de reformas das escolas, tenho a dizer o seguinte: não sou louco nem irresponsável. Nunca exigi nada que fosse tecnicamente impossível. A versão apresentada acima pelas "fontes da Prefeitura" é mentirosa.

O prefeito havia dedidido que as escolas receberiam R$ 200 milhões para obras de infraestrutura em 2018. São recursos extraorçamentários, oriundos de um empréstimo feito junto à Caixa Econômica Federal. A SME trabalhou durante meses, de forma muito participativa, para alocar esses recursos de maneira ótima. Fizemos censos em todas as escolas e inúmeras consultas internas. As decisões finais passaram por validações em cada CRE. Não decidi nada sozinho, trancado no gabinete.

Dividimos esses recursos em cInco grandes áreas: reformas de prédios, climatização da rede, compra de mobiliário, acesso a internet e construção de dez novas unidades em locais estratégicos.

Agindo sem nos consultar, a Casa Civil decidiu que reduziria os recursos disponíveis em 2018 a R$ 80 milhões, a serem usados exclusivamente em reformas. Ficariam de fora a climatização, o mobiliário, a internet e as novas unidades, remetidas a algum momento de 2019, com recursos de fontes a serem definidas no futuro. Foi esse o pomo da discórdia, que consumiu semanas de tensão, pois eu não aceitei essa decisão.

Ao longo desse processo, o prefeito se posicionou a favor da SME e, finalmente, garantiu a integralidade dos recursos, o que permitiu a recomposição do nosso plano original.

É claro que os recursos não podem ser gastos de uma só vez, como dizem as "fontes da Prefeitura", pois há restrições de natureza técnica.

A SME aceita um cronograma de aplicação. O que a SME não aceita é ser passada para trás.

Atenciosamente,

Cesar Benjamin
Secretário"

 

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