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Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

Primeiro a gente tira a Dilma... Depois o Alckmin fecha seis mil salas de aula

Polícia de Alckmin negocia com professores e estudantes
Polícia de Alckmin negocia com professores e estudantes

A falta de panelas não é tudo, mas a de caráter, sim. As pessoas que atenderam ao apelo da Globo e foram às varandas e janelas pedir o impeachment da Dilma, e que por isso devem se sentir vitoriosas, deveriam acrescentar ao currículo outras conquistas importantes. A mudança na legislação trabalhista, o fim do Bolsa Família, dos planos habitacionais e agora, em São Paulo, o fechamento de salas de aula. Foram seis mil, segundo a Associação de Pais do Estado.

Por Maria Izabel Azevedo Noronha, Bebel

No segundo semestre de 2015, após a mais longa greve dos professores, que durou 92 dias, o Governo do Estado de São Paulo decidiu "reorganizar" a rede estadual de ensino, anunciando o fechamento de 94 escolas e desmembramentos em outras 754 unidades, com fechamentos de classes e remanejamentos de estudantes.

Muitas crianças e jovens seriam excluídos da vida escolar.

O governo foi fragorosamente derrotado pela mobilização conjunta dos professores, estudantes, pais e movimentos sociais.

Houve manifestações organizadas pela APEOESP desde o momento em que o então Secretário Herman Voorwald anunciou o projeto e, mais tarde, ocupações das escolas envolvendo milhares de estudantes e também professores e outros movimentos.

Como resultado de todo esse processo, o Secretário da Educação foi exonerado.

Ocorre que o Governo continua implementando a tal "reorganização", mas mudou o método.

Vem fechando classes paulatinamente em todas as regiões do estado, provocando superlotação, evasão escolar, exclusão, desemprego de professores e queda na qualidade do ensino.

Milhares de classes foram fechadas

Em 2015, foram fechadas pelos menos 3.390 classes, de acordo com levantamento parcial da APEOESP.

Em 2016, nosso sindicato constatou, em levantamento parcial, o fechamento de pelo menos 1.500 classes.

No primeiro semestre de 2017, também em levantamento parcial, estimamos que 1.400 classes possam ter sido fechadas e nem mesmo durante o recesso escolar de julho o processo foi interrompido.

A APEOESP recebeu denúncias de diversas regiões notificando classes fechadas.

As denúncias apontam que pelo menos duas escolas estão passíveis de fechamento, não mais disponibilizando vagas no ano letivo de 2018, apesar da existência de demanda.

O Governo Estadual pretende fechar a Escola Estadual Flamínio Lessa, em Guaratinguetá, e a Escola Estadual Professor Leopoldo José de Sant´Anna, em São Vicente, ambas em razão dos planos da Secretaria Estadual da Educação de destinar seus prédios para instalações das respectivas Diretorias de Ensino.

Não aceitamos a reorganização escolar, seja ela explicita ou silenciosa, como vem ocorrendo.

O estado de São Paulo possui enorme demanda de crianças e jovens fora da escola e de adultos que não puderam estudar na idade apropriada, que deveriam ser acolhidos na Educação de Jovens e Adultos (EJA), mas também classes de EJA são fechadas.

Campanha pelo direito à escola pública

Por isso, a APEOESP vai organizar, em conjunto com estudantes, pais e toda a comunidade, uma grande campanha contra o fechamento e a superlotação das classes e contra o fechamento de escolas.

Nossas subsedes trabalharão para coletar, registrar e apresentar às escolas, às Diretorias de Ensino e à Secretaria Estadual da Educação toda a demanda por vagas nas escolas estaduais, para impedir que continua a ser levado adiante este crime contra nossas crianças e jovens.

Vamos mobilizar as comunidades no entorno das escolas onde estão ocorrendo os fechamentos de classes e aquelas ameaçadas de fechamento.

Há muitos casos em que a mobilização impediu os fechamentos ou impôs grande redução das escolas atingidas.

Vamos continuar denunciando nos meios de comunicação esse projeto do Governo do Estado, que deveria, isto sim, desmembrar as classes superlotadas, reduzir o número de estudantes em cada uma delas, abrir novas classes onde há demanda e promover a qualidade de ensino, o que não ocorre com a atual sobrecarga de trabalho dos professores.

Em 2015, nós impusemos uma grande derrota a este Governo. Em 2017, a "reorganização silenciosa" da rede estadual de ensino não passará.

*Presidenta da APEOESP

 

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