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Educação

 

Domingo, 10 de Dezembro de 2017

Cotistas tem desempenho acima da média, revela estudo

Lívia Teodoro e Talita Barreto (Imagens: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Lívia Teodoro e Talita Barreto (Imagens: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Não é a primeira vez que um estudo nesta direção revela que os alunos cotistas - que entraram na universidade por razões sociais ou raciais - tem um desempenho acima da média. Neste domingo, um levantamento feito pelo conservador jornal Folha de São Paulo confirma. Com base nos desempenho de 252 mil estudantes nas edições do Enade de 2014 a 2016, o levantamento mostra que em 33 dos 64 cursos, a nota média dos estudantes beneficiados por cotas ou outra ação afirmativa foi superior ou até 5% inferior -desempenho considerado semelhante, pois representa diferença de até dois pontos em cem possíveis em uma prova.

Embora estes números sejam reveladores, o país ainda convive com o preconceito contra cotistas. Do lado oposto desta inserção estão os defensores da falácia da meritocracia e também seguidores de políticos conservadores e reacionários como Jair Bolsonaro.

Onde os cotistas levam vantagem



Estão nesse grupo odontologia (3% superior), ciências sociais (exatamente igual) ou medicina (2% inferior). Entre os 31 cursos que os alunos de ação afirmativa tiveram média ao menos 5% inferior, 13 são de exatas.

Os dados do Enade analisados pela Folha mostram que, em 37 de 64 cursos, as notas dos cotistas raciais tem uma média inferior a 5% do que a dos não cotistas. Nos outros 27, as médias dos cotistas raciais são similares (até 5% menor) ou superior.

O Enade permite identificar uma realidade ampla, mas tem limitações. Não há garantia de empenho dos estudantes na prova, uma vez que a nota não conta para o estudante -a reportagem excluiu dados de quem deixou a prova em branco.

A política de cotas tem como objetivo aumentar a presença em universidades públicas de populações que são representativas na sociedade, mas têm tido acesso limitado ao ensino superior - como alunos de escolas públicas, negros ou indígenas.

Para ler a reportagem completa na Folha clique aqui


UFMG



Pesquisa semelhante realizada no ano passado na Universidade Federal de Minas Gerais, a mesma que foi invadida esta semana por agentes da Polícia Federal, revela que os cotistas de áreas como Medicina - das mais concorridas. Outra revelação é que a nota média dos cotistas tem subido ano a ano - o que revela o interesse cada vez maior de alcançar a universidade.

Na fotografia da reportagem, duas alunas da UFMF Lívia e Talita. "Minha avó é analfabeta e minha mãe não terminou o primário", revela estudante cotista Lívia.

A ação afir­ma­ti­va foi fun­da­men­tal pa­ra que a jo­vem Ta­li­ta Bar­re­to, de 20 anos, fi­lha da dia­ris­ta He­le­na Bar­re­to, se tor­nas­se a pri­mei­ra em sua fa­mí­lia a ser apro­va­da pa­ra o en­si­no su­pe­rior nu­ma uni­ver­si­da­de fe­de­ral. "Era um so­nho fa­zer fa­cul­da­de. Mi­nha mãe sem­pre in­sis­tiu pa­ra que eu e meus ir­mãos es­tu­dás­se­mos. As co­tas nos pos­si­bi­li­tam aces­so a al­go que é nos­so", afir­mou. A jo­vem tam­bém foi apro­va­da, por meio das co­tas, pa­ra mú­si­ca na Uni­ver­si­da­de do Es­ta­do de Mi­nas Ge­rais (Ue­mg).

Mui­tos es­tu­dan­tes que en­tram pe­las co­tas são os pri­mei­ros da fa­mí­lia a in­gres­sar no en­si­no su­pe­rior. É o ca­so da es­tu­dan­te Lí­via Teo­do­ro, de 24 anos, que foi apro­va­da em his­tó­ria, com mé­dia ge­ral de 667,92. "Ob­ti­ve 880 pon­tos na re­da­ção e acre­di­to que is­so te­nha me aju­da­do bas­tan­te." Ela cre­di­ta o de­sem­pe­nho ao ati­vis­mo na in­ter­net, on­de pu­bli­ca­va tex­tos so­bre fe­mi­nis­mo ne­gro. A jo­vem es­cre­ve pa­ra o blog Na Veia da Nê­ga e é coor­de­na­do­ra-ge­ral do Clu­be de Blo­guei­ras Ne­gras de Be­lo Ho­ri­zon­te.

Lí­via cur­sou to­do o en­si­no fun­da­men­tal e mé­dio em es­co­la pú­bli­ca. "Ti­ve a opor­tu­ni­da­de de co­nhe­cer pro­fes­so­res que me ins­ti­ga­ram mui­to e fi­ze­rem des­per­tar es­se la­do apai­xo­na­do por es­tu­dar, en­tre­tan­to, não bas­ta que­rer pa­ra con­se­guir ab­sor­ver co­nhe­ci­men­to den­tro de uma es­co­la pú­bli­ca.Não é na­da fá­cil se con­cen­trar nu­ma sa­la com 40 alu­nos e go­tei­ras em dias de chu­va. Es­te era o re­tra­to de mui­tos dos meus anos es­co­la­res."

 

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