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Economia

 

Quinta-feira, 20 de Julho de 2017

O pato manco que habita o coração do empresariado brasileiro

O pato manco que habita a consciência da média dos nossos empresários
O pato manco que habita a consciência da média dos nossos empresários
Por Fábio Lau

O empresário nacional tem problemas claros de discernimento. Reclama de impostos, mas não dá a mínima para a redução do salário do trabalhador, taxação do ordenado na fonte e de taxas que incidem sobre bens de consumo. A queda no poder de compra reflete diretamente no seu negócio. Seu olhar obtuso, porém, só enxerga o que sai do bolso, mas não o que deixa de entrar.


Não é de hoje que nossos empresários enxergam o trabalho como instrumento de escravizar e não de redimir a sociedade. E não é exagero. Garantias, direitos, conquistas sociais são vistas, em geral, como instrumentos de classe, produtos da relação sindical ou partidária. São raros os casos em que a classe empresarial busca conceitos civilizados nas relações de trabalho para implantação no país.

Os Estados Unidos, referência maior para este segmento, é copiado e exibido como referência quando se mostra a relação perversa entre capital e trabalho: onde os trabalhadores não tem férias remuneradas, limite de carga horária, assistência médica garantida seja no plano público ou mesmo privado - o serviço é restrito aos que tem condições de manter o seguro saúde.

A política de achatamento salarial imposta pelos golpistas, que fez o Brasil retroagir aos anos 80, já incide sobre o ganho do empresariado nacional. Médios e grandes. O que fazem para fugir ao descalabro, ou adiá-lo, é reduzir postos de trabalho, o volume de produção e adaptam a estrutura empresarial (ou parque industrial) para atender a uma demanda decrescente. Assim, preservam a margem de lucro e criam novos métodos de crescer (a conta corrente).

Se o negociante vende 2000 ovos por dia e eles garantem um lucro de 10 mil reais, se vender 1000 e dobrar o valor da dúzia irá arrecadar os mesmos 10 mil reais. Este é o pensamento vigente entre os "empreendedores" que gostam de bater no peito e se apresentar como geradores de emprego. Mas se mil cidadãos deixaram de consumir ovo... isso já não é problema deles, certo? Errado.

Mas por que agem assim? Tem um componente nesta equação que ficou muito claro nos últimos anos. O crescimento social, a distribuição de renda e aumento da massa salarial implicam diretamente no conforto dos mais ricos. É a história da classe C, D e E frequentando aeroportos e não mais rodoviárias. A elite brasileira não quer ser - e agora mais do que nunca - a fiadora deste crescimento. A conquista social do pobre deveria ser compreendida como uma vitória de todos, certo? Certo. Mas, na prática, é encarada como perda de status social.

A sociedade brasileira, na sua essência, é representada de maneira ainda mais perversa no segmento que deveria se reconhecer como responsável pela criação de mais e mais postos de trabalho. Mas é fato que a "categoria" não vê o trabalho como mecanismo de sobrevivência e crescimento social, mas exclusivamente como meio de aumentar o patrimônio dos "sócios do clube de ricos".

Mas o preço a se pagar, e que já se paga sem perceber, vai atingir a todos. A menos que consigam passagem e hospedagem para habitar Plutão - como tantos ricos de outros países. Mas aí, cuidado: fora das quatro linhas mesmo os abonados em verde e amarelo, aos olhos do clube dos países ricos, não passam de brasileiros.

 

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