• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 

Conexão TV

Quinta-feira, 17 de Maio de 2018

Eloisa Mafalda morre aos 93 anos

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
VER +

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > colunas > dinheiro

Dinheiro

 

Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Bitcoin: vamos falar do que a gente não entende?

Por Fábio Lau*

O sujeito compra uma moeda que é usada e aceita em todos os lugares. Ela tem uma valorização em todos os cantos da terra e tem feito gente simples, pobre até, a amealhar dinheiro, muita grana, a ponto de ficar milionária. Bom, né? Pois é. Mas, vem cá: você acredita que o sistema financeiro internacional, os capitalistas do mundo, vão criar algo capaz de tornar pobres em milionários sem cobrar nada em troca? Se você acompanha o Conexão Jornalismo vai dizer, por óbvio, que não. Não nascemos para trouxas, certo? Certo.



Alguém mais acredita que bitcoin em breve vai se revelar o mais engenhoso golpe financeiro em escala mundial do terceiro milênio? Eu não tenho dúvida. O golpe está na testa do planeta. Lembra quando os americanos começaram a vender imóveis, hipotecá-los, para fazer empréstimos baratos e então poder se divertir? E com isso milhões de incautos perderam casas e viraram sem-teto? Pois é.

A ganância agora procura o tal bitcoin.

Há alguns dias, a revista Exame, fez uma análise do que vem a ser este "presente de Deus" que chegou para salvar os homens e dar a ele um carro zero, casa na praia e geladeira cheia. Vamos analisar juntos? Vamos lá:




"A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados (igual, mas diferente, entendeu? Pois é). O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual (ou seja....).


O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que "emprestam" a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas (ahã.....).

No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de "mineração", os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda (nossa! Que bonito, né?).

O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140 (2140? E quem é que vai checar?).

Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto - que, até hoje, nunca teve a identidade comprovada (desenvolvedor misterioso? Agora ficou melhor).

De tempos em tempos, o valor da recompensa dos "mineiros" também é reduzido. Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia "minerar", desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites (isso não está lembrando aquela história da pirâmide? Lembra? Você comprava um cheque e o outro comprava seu cheque e você ia subindo até chegar lá no alto do....inferno).

Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa, como o Avalon ASIC (cara, o que é que o capitalista não faz para ajudar a gente, né não?).

Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas (criptomoeda... sei, sei...).

As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software (claro, claro...).

Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de "endereço", utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita (depois que foi, não volta mais. Parece o sexo quando se está bêbado).

Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo (coisas no mundo todo.... veja só!). O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno (ah!), mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de "regular" a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até 300 mil estabelecimentos no Japão aceitem, até o final do ano, este tipo de dinheiro (gente, que máximo!).

Por outro lado, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio e proibindo a prática conhecida como ICO (initial coin offerings), uma espécie de abertura de capital na bolsa, mas feita com criptomoedas (chinês não tem olho bom pra este tipo de vantagem do mundo ocidental....).

O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação. Historicamente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou sua popularidade nos anos seguintes (que bom!).

Neste ano, o interesse pela bitcoin explodiu. No dia 1° de janeiro, a moeda era negociada a pouco mais de mil dólares. No início de dezembro, já valia mais de 10 mil dólares (cara, que loucura!).

Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e a maior aceitação. Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha - semelhante à Bolha das Tulipas, do século XVII - que estaria prestes a estourar.


* Ou seja: a casa vai cair. Resta saber na cabeça de quem!


* Fábio Lau é jornalista e cético quanto a caridade vinda de qualquer lugar daquele lado de lá. Do de cá já é difícil....

 

Veja também:

>> TRF-4 a caminho da desmoralização

>> Escola Darcy Ribeiro abre inscrições e oferece espaço de trabalho em audiovisual

>> The Jordans: o encontro de uma inexpressiva banda brasileira com os Beatles - vídeo

>> Da série: Panelas?

>> Universidade pública é vítima da estratégia que feriu mortalmente a Petrobras

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Bitcoin: vamos falar do que a gente não entende?
 

Copyright 2018 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!