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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2020

Milionários no Congresso e a garantia da perpetuação da pobreza

Imagem da Internet
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Da Redação

O brasileiro sabe votar? Ele se deixa influenciar pelas TVs ou pelos mais ricos na hora do voto? As perguntas são, obviamente, retóricas. Não vamos esperar respostas objetivas porque cada um terá uma interpretação sobre o perfil dos nossos parlamentares no Congresso. Mas uma coisa é óbvia: por que o pobre ajuda a eleger candidatos milionários? O que motivaria este impulso? A fé de que, embora de ambiente social distante, terão sensibilidade para compreender e a atender nas suas demandas? Eleger pobre seria, por outro lado, garantia de melhor representação?



Na lista dos dez parlamentares mais ricos, disponível no Tribunal Superior Eleitora (TSE), está o tradicional político tucano Tasso Jereissati. O senador foi eleito pelo povo do Ceará com mais de 2,5 milhões de votos em 2014 - praticamente a metade dos eleitores em um universo populacional de 8 milhões. O estado é o 7 mais desigual e 10% da população rica concentram 44% da riqueza.

Político tradicional, o tucano tem uma agenda liberal e distanciada das necessidades prementes da população: geração de emprego, renda, Educação e Saúde. Sua área de atuação é shopping center e bebidas não alcoólicas.

Mas o Ceará não é a única e talvez nem a melhor representação do paradoxo. Todo o nordeste vive o fenômeno. O índice Gini, indicador que mede a desigualdade, o fosso que separa ricos e pobres é mais fundo. O indicador subiu 2,1%, passando de 0,545, em 2016, para 0,559, em 2017.

Na região, o Ceará só perde para Bahia (0,599) e Paraíba (0,563). No Brasil, o Amazonas encabeça a lista (0,604) - a escala indica que zero (igualdade) até 1 (desigualdade máxima). Quanto maior a distância do zero, pior a situação.

Isso reforça a pergunta: por que os eleitores mais pobres ajudam a eleger políticos distantes da sua realidade? Residiria nele a ideia de que o rico, estando satisfeito com sua questão pessoal, o ajudaria na difícil missão de crescer na vida - alcançando melhor emprego e oportunidades?

Outra pergunta: teria ele desconfiança quanto às reais intenções do político pobre?

O fato de um político não ter origem rica, ou patrimônio elevado declarado, fará dele um melhor político?

A gente sabe: É óbvio que não.

Quando Lula foi eleito deputado Constituinte em 1986, disse que a motivação partiu da informação de que apenas 4% dos parlamentares seriam trabalhadores de carteira assinada. O restante era representante do capital, grandes indústria, sistema financeiro, grandes proprietários de terra. Pouco mudou.

Jereissati não é o único da lista de milionários. E mesmo com um pé na esquerda a gente encontra estas distorções. O ex-marxista Oriovisto Guimarães (Podemos) é um exemplo. Com a vida profissional ligada a Educação privada, o paulista que tem a vida profissional e política ligada ao estado do Paraná, é o segundo da lista. Foi eleito com 3 milhões de votos - 30% dos votos válidos. O povo o preferiu ao ex-governador e senador, Roberto Requião (MDB).

Veja a lista dos milionários, segundo o TSE, e os estados de origem - e vamos acompanhar para saber o que tem a oferecer à crescente massa de pobres. É uma boa experiência para levarmos às urnas em 2022:

1º: Tasso Jereissati (PSDB-CE), senador - 389 milhões de reais

2º: Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), senador - 239 milhões de reais

3º: Luiz Flávio Gomes (PSB-SP), deputado federal - 119 milhões de reais

4º: Hercílio Araújo Diniz Filho (MDB-MG), deputado federal - 38 milhões de reais

5º: Eduardo Girão (Podemos-CE), senador - 36 milhões de reais

6º: Jayme Campos (DEM-MT), senador - 35 milhões de reais

7º: Eduardo Braga (MDB-AM), senador - 31 milhões de reais

8º: Alexis Fonteyne (Novo-SP), deputado federal - 28 milhões de reais

9ª: Magda Mofatto (PR-GO), deputada federal - 28 milhões de reais

10º: Vanderlan Cardoso (PP-GO), senador - 26 milhões de reais

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

 

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