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Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Rafaela Silva denuncia preconceito da PM - vídeo

Rafaela Silva vítima de critérios técnicos
Rafaela Silva vítima de critérios técnicos

Por Fábio Lau

Ela é atleta do judô brasileiro, vencedora de uma medalha de ouro olímpica. Mas poderia não ser. Mas mesmo em se tratando de uma estrela do país, oriunda de classe pobre que através de um plano de desenvolvimento esportivo iniciado no governo Lula, Rafaela Silva não se livrou do preconceito.


Rafaela estava em um táxi quando um policial observou-a da sua viatura. O que ele pensou: que a negra que seguia no banco de trás do automóvel amarelo havia sido apanhada em uma favela. E, caso tivesse sido apanhada em uma favela, poderia estar carregando drogas, armas ou sabe-se lá o que mais.

O PM parou o carro de praça (sim, antigamente era assim que chamava-se táxis) e perguntou ao taxista se estava tudo bem. Ele disse que sim. E então outro PM se dirigiu a Rafaela. Perguntou em que trabalhava. Ela respondeu que era atleta (não trabalhava, portanto) e que pretendia ir para sua casa em Jacarepaguá. O policial então perguntou se era a atleta olímpica. Ela confirmou.

Em vídeo a jovem expõe aqui o preconceito que se sentiu vítima. Outros carros pararam e acompanharam a cena. Naquele momento parecia que os PMs haviam interceptado um automóvel com criminosos perigosos. Não era. Mas apenas uma mulher, uma jovem, uma atleta olímpica.

Em nota, a PM diz que não houve preconceito:

As declarações da judoca Rafaela Silva de que teria sofrido constrangimento durante uma abordagem ao táxi em que viajava na quinta-feira à noite, na Avenida Brasil, são injustas e não ajudam o trabalho de combate à criminalidade. A Polícia Militar intensificou o policiamento preventivo nos principais corredores viários da Região Metropolitana para reprimir roubos de veículos e carga, adotando critérios técnicos e legais para cumprir sua missão de servir e proteger a sociedade.

NdaR - Critérios técnicos e legais? Vamos falar sobre eles? Então tá:

Este jornalista, Fábio Lau, vai contar uma história um tantinho antiga para mostrar o quanto critérios técnicos e legais podem ter como base o preconceito:
Anos 90, repórter do Jornal do Brasil, estive em uma delegacia em Copacabana para fazer uma reportagem do cotidiano. Na saída o detetive que me dera a informação me apontou um menino, magro, negro, com seus 12 ou 13 anos, que estava com um cão branco, pequeno, tipo da Tavares (uma loja de roupas da época) no colo. O policial me disse em voz alta: "tão roubando até cachorro agora!" Me aproximei do menino, olhar assustado,e perguntei diante do policial: "este cachorro é seu?" E então ele fez a breve narrativa:

- Minha avó cuidou de uma velhinha muitos anos aqui na Souza Lima. A velhinha morreu e os filhos e netos não queriam ficar com o cachorro. Minha avó pegou pra criar para ele não morrer de fome. Mas sempre que saio com o cachorro a PM me dá uma dura.

- Por quê?

- Sei lá. Acham que o cachorro é muito caro e bonito para ser meu!

Sem graça o policial me olhou, fez um sinal com a sobrancelha e mandou o menino embora.

Critérios técnicos.

 

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