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Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Exército faz "cadastramento" informal de moradores de favelas

Cadastrando moradores de favelas. A troco de quê?
Cadastrando moradores de favelas. A troco de quê?
Na onda do selfie, o Exército entra em campo nas comunidades faveladas do Rio para cumprir ritual suspeito: fotografa moradores com um celular. O que farão com as imagens? Vá saber! Diz o comando da Intervenção Rio que é para identificar pessoas que eventualmente tenham mandado de prisão. Inverte-se a lógica, portanto. Em vez de procurar a agulha no palheiro, prendem o palheiro inteiro.

Não surpreende que as ações do Exército sejam mais opressoras ainda para aqueles que moram nas favelas. Assim, moradores de três comunidades da zona oeste passaram desde sexta-feira a ser "fichados". As pessoas só podem deixar suas regiões após passarem por uma fila onde é feito o cadastramento das Forças Armadas. As informações são de Sérgio Rangel e Danilo Verpa, da Folha de S.Paulo.

Diferentes pontos de identificação foram montados em uma série de saídas das comunidades. A foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência das forças de segurança, que avalia se o identificado tem anotação criminal.


Depois de flagrar o "fichamento" de moradores, a reportagem da Folha foi impedida de seguir no local e encaminhada por homens do Exército a uma distância de 300 metros. Ao justificar a medida, um militar disse que a presença da imprensa estaria "intimidando o trabalho deles".

O pedreiro Edvan Silva Monteiro, 47, reclamou da abordagem dos militares. Pouco antes do meio-dia, ele voltava para a Vila Kennedy, após ter perdido o dia de trabalho. Monteiro disse que foi obrigado a voltar para sua casa pelos militares já que estava sem documento ao tentar deixar a comunidade pela manhã.

"Estava saindo pro serviço apenas com a marmita, e o pessoal do Exército disse que precisava ver meus documentos. Ao voltar para casa, acabei me atrasando e fui dispensando por meu patrão pelo atraso", afirmou o pedreiro, acrescentando que foi fotografado com e sem boné pelos soldados do Exército.

Comandante da operação, o militar que se identificou apenas como Roberto disse que somente o RG dos moradores está sendo enviado para o banco de dados dos agentes de segurança. O CML (Comando Militar do Leste) ainda não se pronunciou sobre o motivo de "fichar" os moradores das três comunidades.


Nesta quinta-feira (22), o presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, anunciou os integrantes de uma comissão que acompanhará o trabalho dos militares no Rio. Na solenidade, ele disse que a OAB não aceita "a ideia de criminalizar a pobreza dessa cidade" e cobrou que a intervenção "montada às pressas precisa ter conteúdo".

Desde a madrugada desta sexta (23), 3.200 militares realizam uma operação na Vila Kennedy, Coreia e Vila Aliança. Pelo menos duas pessoas foram presas. A operação tenta prender suspeitos de matarem, na terça-feira (20), o sargento do Exército Bruno Albuquerque Cazuca, durante um arrastão em Campo Grande. Na quarta (21), o subcomandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Keneddy foi morto em Jacarepaguá.

A operação também conta com agentes das polícias Civil e Militar. O Exército é responsável pelo cerco e desobstrução de vias da região. A operação é acompanhada pela cúpula do Exército no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Nesta semana, o Exército realizou operações em diversas comunidades da capital e de municípios da região metropolitana do Rio.

 

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