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Terça-feira, 04 de Junho de 2019

Os Dias de Dostô - Parte III

Dostô da Silva: banheiro na hora de depor
Dostô da Silva: banheiro na hora de depor

O diretor de cinema, teatro, ator e roteirista Francis Ivanovich decidiu retomar uma arte comum aos ensaístas dos séculos XIX e XX, entre eles mestres como Machado de Assis e Lima Barreto, para o mundo da internet. Como? Escrevendo em capítulos novelas sobre o cotidiano. Aqui ele dá vida um personagem chamado curiosamente de Fiódor Dostoiévski da Silva, um carioca do subúrbio, e o conduz ao mundo atabalhoado do século XXI. Eis a terceira parte da história:




Um dos assaltantes, segurando uma pistola, aproximou-se com curiosidade de Dostô. Olhou a cara de Dostô e este tremeu. O bandido disparou:

- Russo!

Dostô ficou perplexo.

- Cara, não lembra de mim? Cabeção! Estudei contigo no Brizolão!

- Cabeção! Claro! Quanto tempo!

- Rapaziada, esse aqui é o Russo, grande goleiro!

Os dois comparsas cumprimentaram tensamente Dostô, que agora se sentia um pouco aliviado.

Para ler os dois primeiros capítulos clique nos links abaixo:
Capítulo I
Capítulo II


- Russo. Passa teu celular. Amigos-amigos, negócios à parte!

- Claro...

Dostô entregou seu aparelho com a tela rachada, desanimado.

- Russo, teu celular tá muito caído. Fica com você. Valeu te ver. Preciso ir senão o bicho pega!

- Claro... - Disse Dostô com o seu velho celular outra vez nas mãos.

Após terem depenado todos os clientes e funcionários da Financeira Esperança, os três ladrões partiram.



Mais tarde, na delegacia, as vítimas prestavam depoimento e registravam boletins de ocorrência sobre os documentos e objetos roubados. O Inspetor Jair ao ouvir a mesma história de todos os depoentes, ficou bem intrigado em conhecer de perto o tal Russo.

- Como o senhor swe chama?

- Fiódor Dostoiévski da Silva?

- De onde vem nome tão esquisito?

- Meu pai era fã de Dostoiévski, o escritor russo.

- Ah! Seu pai era comunista!

- Não senhor. Meu pai só gostava do Getúlio?

- Que Getúlio?

- Vargas! O pai dos pobres.

- Sei... Todas as vítimas afirmam que o senhor e os meliantes eram íntimos. Que história é esta?

- Íntimos? Eu? Não. Só conhecia o Cabeçao, do ensino médio, no Brizolão.

- E qual é o nome do Cabeção?

- Não lembro. Cada um tinha um apelido. Ninguem usava nome de verdade. Eu era Russo, ele Cabeção, tinha o Pimenta...

- O pimenta também estava nesse angu com caroço?

- Angu?

- Abra o bico, Russo. O Cabeção é teu parceiro nesse assalto. E você é o cabeça!

- Eu?! Cabeça?!

Nesse momento, uma forte cólica fez Fiódor Dostoiévski contorcer-se na cadeira, diante do inspetor Jair que o olhava com extrema desconfiança.

- Posso ir ao banheiro? - Implorou Dostô, muito assustado.

 

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