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Quinta-feira, 30 de Maio de 2019

Futebol: as duplas da seleção brasileira e os números que não mentem

Garrincha e Pelé: a história do casamento começou ali
Garrincha e Pelé: a história do casamento começou ali
Por Fábio Lau*

Esta semana o ex-jogador e atual deputado estadual, Bebeto, falou sobre sua vitoriosa carreira no futebol. A reportagem, do canal Sportv, mostrava o atleta olhando admirado a camisa da seleção, que hoje inunda ruas do país por gente que gosta mais de si do que dos demais brasileiros, e em seguida faz o seguinte comentário:

- Vestir esta camisa foi um sonho realizado da minha infância. Esta camisa carrega uma marca que não dá para explicar. É muita história!

Ao ouvir o depoimento de Bebeto que deu início ao documentário, este repórter imaginou se Neymar faria ou falaria o mesmo. E concluiu que não.
Creio, verdadeiramente, que Neymar acredita que a seleção brasileira deve se sentir honrada com o fato dele vestir a camisa amarela.

E embora toda a análise esteja no campo do achismo, vale fazer uma análise mais profunda sobre alguns atletas. Como eles se comportaram dentro e fora de campo e o resultado final apresentado no esporte.

Quais duplas de jogadores foram, de fato, produtivas e representativas. E quantas parecem produto do marketing?



A história do casamento no esporte começa antes do Brasil conquistar seu primeiro título. Mas expliquemos:

Pelé e Garrincha



Ao longo do tempo, a história gloriosa da seleção brasileira ficou marcada por duplas de jogadores. Por maior que fosse a constelação consagrados a compor o elenco, dois deles, que conversavam bem, chamavam para si a responsabilidade e determinavam a sorte, ou não, da equipe. Esta história começa com a campanha vitoriosa de 58 com Pelé e Garrincha.

Um jogador simplório e indiferente a temas políticos, Garrincha mudou e aprendeu ao longo da vida. Ligado à engajada Elza Soares, o casal se tornou defensor de causas sociais e partidos de esquerda. Tiveram a casa invadida e metralhada nos anos 60 e 70 a ponto de terem que buscar o exílio voluntário. Elza não conseguia mais trabalho no Brasil e assim o casal se viu obrigado a deixar o país. Já Pelé, um gênio em campo, é, por outro lado, um conservador. A dupla, por outro lado, cumpriu como nenhuma outra sua missão no futebol e conquistou o bicampeonato em 58 e 62. E um detalhe fundamental: enquanto estiveram juntos em campo, o Brasil jamais foi derrotado. Pelé é ainda hoje o maior artilheiro da história da seleção com 95 gols. Somado aos de Garrincha totalizam 112 gols.


Outra dupla de sucesso: afinados
Outra dupla de sucesso: afinados   

Romário e Bebeto



Outra dupla invicta foi a de Bebeto e Romário. Ambos militantes partidários (deputado estadual e senador), pode-se afirmar que politicamente há significativa afinidade. Afinal estão à direita no espectro político. Mas, diferentes na personalidade e na maneira de encarar vida e esporte, eles fizeram um casamento perfeito dentro de campo. A Copa de 94, aquela que tirou o Brasil do atraso após 24 anos de jejem, foi o melhor desempenho. E assim como Pelé e Garrincha, não havia adversário do outro lado quando o ataque do Brasil recebia a magistral batuta da dupla. O baiano e o carioca fizeram 106 gols.




Zico e Sócrates



Diferentes fora de campo e ineficientes juntos
Diferentes fora de campo e ineficientes juntos  
Nomes de 82, Zico e Sócrates são os personagens da seleção dos que gostam de time de papel ou botão. Não deram título e amargaram derrotas marcantes, como as eliminações de 82 e 86. Na última, cada qual perdeu um pênalti em momentos decisivos. Zico fez muitos gols em jogos amistosos. Mas fora de campo eram completamente diferentes. Sócrates é certamente um dos jogadores mais engajados da história do país. Foi um dos responsáveis pela instituição da Democracia Corintiana e também na campanha das Diretas Já! Subia em palanques e levava consigo jogadores mais jovens como Casagrande, Zenon e Vladimir.

Zico, por sua vez, é de perfil conservador. Esteve ao lado de Fernando Collor de Mello e hoje apoia o presidente Jair Bolsonaro. A dupla marcou 81 gols.

Uma dupla que não caiu na graça da torcida
Uma dupla que não caiu na graça da torcida  


Ronaldo e Rivaldo



Outra dupla de sucesso foi constituída por Ronaldo Fenômeno e Rivaldo. Com menos apelo que as demais, ela conseguiu se impor após o revés da Copa de 98 quando o Brasil perdeu a final para a França. Ronaldo marcou 62 gols enquanto Rivaldo fez 37. Fora de campo Ronaldo se assemelha muito a Neymar: cerca-se de milionários e parece distante dos reais problemas da população mais pobres. Rivaldo não é um atleta que demonstre aptidão para o universo político. Fora de campo sua vida é tão discreta quanto foi dentro dele - embora hoje se reconheça que a carreira não foi tão festejada quanto deveria.


Neymar e Gabriel Jesus



Um presente vazio. Aposta para o futuro?
Um presente vazio. Aposta para o futuro?  
Por enquanto pode-se afirmar que a dupla da era da internet é melhor no marketing do que em campo. Neymar é alheio aos problemas nacionais. Mas adere sem maior profundida a convites para posar com candidatos de direita. Justifica-se porque desde menino passou a ganhar salário de gente grande do Santos. Gabriel Jesus não se manifesta politicamente, mas é um dos atletas evangélicos - o que o faz reforçar o campo conservador. Constituída na última Copa, a dupla foi eliminada nas quartas de final. Gabriel Jesus passou em branco, sem assinalar um só gol, embora fosse mantido como titular. Neymar, que disputou sua segunda Copa, virou chacota mundial por simular faltas. Mas deve-se ponderar que Gabriel Jesus, com seus 22 anos, não pode ser comparado aos demais. Muita coisa pode acontecer na sua vida e carreira. Tem, no entanto, 13 gols marcados com a camisa amarela. Somado aos 51 de Neymar, de 28 anos = 79.


* Fábio Lau é apaixonado por política e futebol e acha que os dois temas devem estar em campo.

 

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