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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

TV perde 1/4 do seu público para a internet em 10 anos. Futuro sombrio

Do Portal 247

famílias se reúnem para teclar
famílias se reúnem para teclar
Heberth Xavier_247 - Maria das Graças Meneghel é uma apresentadora de TV brasileira. Ficou famosa pelo apelido de Xuxa. Fez muito sucesso com seu Xou da Xuxa na segunda metade dos anos 80, quando foi chamada de Rainha pelo público infantil.
Sílvio de Abreu é um consagrado autor de telenovelas brasileiras. Ficou famoso pelo estilo policial e o humor de suas obras, entre as quais se destacaram Guerra dos Sexos, Rainha da Sucata e A Próxima Vítima.
É claro que qualquer brasileiro conhece os dois personagens citados acima. Mas há algo de novo na enorme influência que a TV aberta exerce sobre a mente dos brasileiros. O programa atual de Xuxa é exibido aos sábados na ainda poderosa Rede Globo e luta contra a baixa audiência. Seu patrão a obrigou a trocar o diretor do TV Xuxa no fim do ano passado. A Rainha (ex?) chegou a desabafar: “Não sou apenas eu que perco audiência, mas a Globo como um todo”. Sílvio de Abreu fez sucesso com Passione, novela da mesma emissora no ano passado. Mas nada que se compare com os êxitos antigos. “Hoje as novelas não interessam como antigamente”, disse recentemente.
A cada dia mais e mais brasileiros desligam a TV. Vão para os videogames, para o DVD, mas vão principalmente para a internet. Fenômenos como o Youtube já trazem perigo para as principais emissoras. Como já mostrou o Brasil 247, as barreiras de entrada para quem produz conteúdo são muito menores do que na televisão - e o próprio 247 é um exemplo disso na área de notícias. No audiovisual, o Youtube reservou US$ 100 milhões para investir em produtores de conteúdo capazes de gerar audiência.
Somente este ano, a TV aberta perdeu 7% dos televisores ligados em relação ao ano passado - em 2011, entre 7h e 0h, 42,9% dos aparelhos estavam sintonizados em algum canal. Hoje, o percentual recuou para 39,9%.
Não há motivos para imaginar que esse declínio vai cessar. Em uma década, as TVs abertas perderam quase 25% do seu público - para entender ainda melhor, um em cada quatro amigos que você tem trocou a TV por outro tipo de lazer. Ele provavelmente foi para o que o Ibope chama de “OC” e “OA” (outros canais e outros aparelhos.
A internet domina entre os tais de ‘OC’ e ‘OA’. Nesta terça-feira o Ibope Online publicou um novo levantamento sobre o uso da web no Brasil. Os internautas já são 80 milhões no país, espalhados pelas casas, escritórios, escolas, lan houses…
O novo número é do último trimestre de 2011 e mostra uma expansão de 2% em relação aos três meses anteriores. Quer dizer que, enquanto você lê este texto, o número de internautas certamente já é maior - em relação a 2009, por exemplo, o crescimento foi de impressionantes 19%.
Outro dado: uma pesquisa feita pela Forrest mostra que os brasileiros gastam três vezes mais tempo na web do que assistindo TV. Em média, durante a semana, 23,8 horas são investidas na rede, enquanto apenas 6,2 horas ficam nos televisores.
Há uma série realmente grande de motivos que explicam a queda da TV e sua substituição rápida, segura e gradual pela rede mundial. Um deles é destacado pela própria pesquisa do Ibope Online. Em dois anos, a quantidade de internautas com acesso a mais de 2 Mb de velocidade cresceu mais de 300%. São pessoas que têm banda larga e que, por isso mesmo, ficam quase todo o tempo do dia plugados na web.
Há outras razões tão ou mais impactantes: a melhoria das condições de vida no país, com baixo desemprego e sobretudo o surgimento de um novo mercado consumidor. Com mais dinheiro na mão de mais pessoas, aumenta potencialmente o número de brasileiros em restaurantes, cinemas e na internet, seja nos computadores de mesas, nos novos tablets ou nos celulares inteligentes.
Não é à toa que os campeões mundiais da internet olham com atenção para o mercado brasileiro. O Orkut, que já teve dias melhores por aqui, ainda atrai cerca de 35 milhões de visitantes únicos por mês. O campeoníssimo Facebook de Mark Zuckerberg praticamente triplicou o seu número de acessos em um ano, ultrapassando o rival Orkut, da Google, e já chegando perto dos 40 milhões de visitantes/mês.
Há um outro motivo, um pouco subjetivo mas nem tanto. Seja honesto: a programação da TV aberta está cada vez mais repetitiva. Os programas de humor que representaram alguma novidade nos últimos anos, como o Pânico e o CQC, têm audiência média de 10 pontos. Bom para o padrão de suas emissoras, mas quase nada se comparado aos tempos em que Os Trapalhões reunia a família brasileira nas noites de domingo. Novelas? Os remakes são hoje mais comuns (vem aí o de Guerra dos Sexos, de Sílvio de Abreu), revelando a tentativa desesperada de atrair audiência. Mas não conseguem - nem teriam como - chegar perto dos índices de antigamente. Já o Big Brother Brasil, com as gostosas de sempre, os fortões de sempre, o sujeito vestido de cowboy… - a fórmula ainda rende audiência, mas dá evidentes sinais de desgaste.
Nem a TV paga ajuda tanto, já que é controlada praticamente pelos mesmos donos das emissoras abertas. Talvez por isso mesmo, receosos de uma debandada ainda maior da sua menina dos olhos, eles cobram um preço ainda alto, embutido em pacotes pouco flexíveis.
Os telejornais, salvo raríssimas exceções, seguem na mesma toada, com pouca pluralidade de opiniões. Exatamente o contrário do que ocorre com a internet e sua saudável “anarquia ideológica”…
Dá mesmo para se surpreender com o que vem ocorrendo com a TV aberta brasileira?

 

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