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Cultura - Novas Mídias

 

Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2020

Motorista de InDriver é acusado de racismo por passageira em Curitiba

Racismo explícito e pedido de desculpas
Racismo explícito e pedido de desculpas

Um caso que ficou registrado no mesmo aplicativo usado pela passageira para acionar o motorista pode resultar em um processo por racismo. A história envolve a estudante Isabella Cristina dos Santos, de 20 anos, e um motorista do aplicativo InDriver, de 40 anos, cujo nome é mantido em sigilo pela polícia. Os ataques ocorreram logo após a jovem cancelar o pedido de corrida.


"Minha primeira reação, ao ouvir o primeiro áudio, foi de chorar muito. Mandei para a minha mãe, não consegui ouvir tudo de primeira. Meu coração doía, me sentia injustiçada. O racismo machuca. Cheguei em casa e só consegui deitar e dormir, anestesiada". O relato é da estudante Isabella Cristina dos Santos, de 20 anos, que compartilhou áudios com ameaças e ofensas racistas feitas por um motorista, de 40 anos, do aplicativo inDriver.

O motorista ofendeu e ameaçou a passageira ao ter a corrida cancelada em Curitiba (PR), na tarde dessa segunda-feira (10). A jovem registrou queixa por injúria racial e ameaça velada. O homem se desculpou dizendo que foi um momento de fúria, que "até já namorou mulheres negras". Ao BHAZ, ela conta que ficou incrédula com a situação.

"Eu e minha mãe pedimos um carro em frente ao terminal do portão, que fica no bairro do Portão, aqui em Curitiba (PR). O carro demorou um pouco para chegar, estava chovendo muito, então tínhamos pressa. Quando o carro chegou, apareceu um alerta no aplicativo. Quando apareceu que ele chegou, ficamos procurando, mas ele não estava lá", explica Isabella, que conta que cancelou a corrida em seguida e pediu outro carro.

Logo após o cancelamento, a vítima conta que o motorista ligou para ela, muito nervoso. "Estava bem alterado, sendo extremamente grosso, perguntando se tinha sido eu que tinha pedido o carro. Eu desliguei na hora, não esquentei. Não quis levar para frente, já que já tinha pedido outro carro", relata.

Áudios racistas e com ameaças


A jovem explica que começou a receber áudios no WhatsApp. "Mensagens de baixo calão, horríveis, ofensivas. Não respondi, não falei nada com ele, fiquei sem reação", relembra Isabella.

Nas mensagens publicadas pela estudante, o motorista se mostra muito nervoso. "Por que você pede o carro se você não precisa do carro? Sua filha da pu**, preta do cara***. É um verme! Gente como você a gente trata como verme! Não tem nada para fazer? Arruma um trabalho, sua arrombada! Fica fazendo o motorista de trouxa, sua otária!", começa o motorista.

Na sequência, o motorista ainda ameaça a jovem, dizendo que sabe onde ela mora. "Teu endereço eu sei qual é, tá? Eu sei os dois endereços aqui que você colocou. A gente se cruza aí sua arrombada, preta do inferno! Presta muita atenção, não brinca com motorista não. Qualquer hora dessas você vai tomar uma invertida, guria", continua o homem.

As ofensas prosseguem. "Está louca da cabeça? Não tem o que fazer não, sua vagabunda? Enfia o dedo no c* e rasga! Sua preta fod*** do cara***. Tua fotinha vai para o grupo dos motoristas aqui, para quando aparecer a tua cara na solicitação a gente bloquear. Sua arrombada! Preta do inferno! Vai arrumar o que fazer, escrava do cara***", completa o homem.

Após a repercussão do caso, o homem entrou em contato novamente com a jovem, mas desta vez para pedir desculpas:

'Já tive relacionamentos com negras'
Após a jovem postar o relato sobre o ocorrido, o homem voltou a entrar em contato e pediu desculpas. "Foi um ato terrível que eu cometi, tenho total consciência que eu vou responder por isso. Vou responder pelos crimes de injúria racial e assédio. Eu não sou assim, foi um momento de estresse, muito alto, que me levou a isso. Quando me dei conta, já tinha feito. Isso nunca me aconteceu, eu volto a dizer", disse o motorista em áudio enviado para a vítima.

"Não tenho problema nenhum com ninguém diferente de cor, credo, religião, de nada. Eu já tive relacionamentos com negras, ficantes. Falando negras parece um negócio meio pesado, pra mim tudo é mulher. Eu nunca tive um comportamento desse que eu tive com você. Te peço desculpas", continua.

O motorista finaliza explicando que, após a grande exposição, tem medo de retaliações. "Tem pessoas me ameaçando de morte. Está bem difícil. Quero te procurar quando eu voltar em Curitiba, quando a poeira baixar, conversar, pedir desculpas a você, sua família. Quero falar pessoalmente com você, pode ser junto com seu advogado", completa.

Conexão Jornalismo tentou contato com o InDriver através dos contatos disponibilizados no site, mas não obteve retorno.

 

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