• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 

Conexão TV

Sábado, 03 de Novembro de 2018

Alec Baldwin é preso após confusão em estacionamento

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
VER +

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > colunas > cultura > novas mídias

Cultura - Novas Mídias

 

Domingo, 27 de Maio de 2018

Morre Meinha, o irreverente jornalista Giuseppe Amato, aos 63 anos

Meinha: tricolor roxo e a alegria de viver
Meinha: tricolor roxo e a alegria de viver
Por Fábio Lau

Descubro agora que outro colega morreu.
Meinha, ou Giuseppe Amato, um tricolor fanático, partiu enquanto assistia ao jogo em que o Flu venceu a Chape por 3 a 1.
Era um cara irreverente, energia de menino, debochado e falante.
Esteve no Esporte de O Dia até que a crise no jornal o abatesse também. Foi o quarto jornalista que partiu numa semana que nos desfalcou de Borges Neto, Alberto Dines e Ramiro Alves. Agora é no atacado?

Parece que sim.
Jornalistas, em geral, morrem cedo demais.
Vá entender!
Tem tempo para o mundo, mas falta para si, para a família e amigos.
Estes, em geral, estão e estarão nas redações.
O mundo exterior é quase desconhecido - embora escrevam muito sobre ele.

Hélio Cícero, seu grande amigo na redação de O Dia, se despediu de Meinha com este texto:


Por Hélio Cícero


"Pô, assim já é sacanagem. Giuseppe Amato, não.
Meinha, Bambino, Pepe, Querido, Italianinho, não importa o apelido. Tudo é sinônimo de alegria e irreverência. Certamente sempre foi o mais querido na redação de O Dia. Nós conhecemos na faculdade em 75 e ele já era engraçado. Ganhei mais um irmão. Fizemos estágio juntos no Jornal dos Sports e, em 79, fomos para o Dia. Ele para ser redator e eu pra ser repórter. Logo em ganhou o apelido de Meinha do redator Ernesto Senna. A partir dali nasceu a figura deliciosa do menino maluquinho. Giuseppe sempre foi meu parceiro fiel. Foi o primeiro a aceitar uma carona quando comprei um fusquinha e não sabia dirigir direito. Rodamos feio na avenida Brasil numa poça. Pensei. Acabou minha companhia. Que nada. Não tinha me refeito do susto e ele já queria saber que horas em ia passar no dia seguinte em sua casa. Com o tempo fui me tornando membro de sua família. Domingo era sagrado filar a comida na casa de seus pais. Que delícia. Lembro do esporro que tomei de seu pai por ter cortado macarrão com a faca. "Mulher, trás outro prato que esse puro precisa aprender a comer macarrão". Os almoços era sempre alegres. Um dia, seus pais estavam discutindo em italiano e eu na minha. Giuseppe gritou mais alto, porta discutem em português para o Helinho entender. Todo mundo caiu na risada.
Os anos foram se passando e a amizade se fortalecendo. Quando assumi a editoria de esportes em 97, Giuseppe era redator na Geral. O convidei para ser meu subeditor. Ele ficou radiante. O esportes estava em sua alma. Com o passar do tempo. Meinha foi conquistando uma legião de amigos e admiradores. Virou o Querido. Jogo do Fluminense era um sofrimento só. Ele gostava de narrar . " Vai, dribla, passa, chuta, é é é é é é é. Gol do Fluzão. Dá licença. Sei tudo, porra. Alô, online".
Um dos dias mais tristes em minha vida foi quando tive de lhe comunicar de sua dispensa da empresa depois de mais de 30 anos. Uma covardia. Passei noites em claro e chorei muito. Meu medo era que ele pensasse que eu o tinha traído. Giuseppe me deu um forte abraço e falou bem baixinho. "Nada vai abalar nossa amizade. Vc é meu irmão pra vida toda".
Meus sentimentos a dona Giovanna, Carla, os filhos Gian, Gigi e Zazá e o irmão Carmelo. Um beijo no coração de vcs".

 

Veja também:

>> Crítica & Literatura: Eles, que revolucionaram o século XX

>> Coxinhada consegue finalmente o país que plantou

>> A estreia no jornalismo e os oito (32) anos de amizade com Hilka Telles

>> Estudantes da PUC/SP querem contratação de professora negra

>> Bonecas com vitiligo para ajudar a quebrar o preconceito

>> Motorista encontra pistola encravada no para-choque

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Morre Meinha, o irreverente jornalista Giuseppe Amato, aos 63 anos
 

Copyright 2018 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!