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Domingo, 24 de Julho de 2016

Guanabara: Espelho do Rio - um livro de casal e de amor ao Rio

Por Fábio Lau (imagens divulgação e Facebook)

Custódio Coimbra e Cristina Chacel - companheiros de livro e vida
Custódio Coimbra e Cristina Chacel - companheiros de livro e vida

Uma obra sobre a Baía de Guanabara - que é banguela como diz Caetano e divinamente insuportável como atestou o Conde de Gabineau no século XIX. Mas ela nasce do punho e das lentes de dois cariocas que, apaixonados entre si, declaram amor a um terceiro: O Rio e seu principal portão de entrada pelo mar. Lançado pela Editora FGV, "Guanabara Espelho do Rio" é obra de Cristina Chacel e do marido e fotógrafo Custódio Coimbra - dois nomes consolidados da imprensa carioca.
Cristina Chacel concedeu três respostas a três perguntas de Conexão Jornalismo.




Conexão Jornalismo - Como é escrever a quatro mãos com o marido?

Cristina Chacel - É um privilégio viver com um artista e um desafio emprestar palavras ao que, por princípio, é inenarrável. É o encontro do espanto com o que vem depois, o conhecimento, a tessitura de duas linguagens. A partir disto, o dia-a- dia é profano: debates e embates sem fim, que acabam chegando a um lugar nosso. Temos a sorte de um grande amor.


CJ -O tema Guanabara se deu por paixão dos dois pela região mais bela e inóspita
(entenda-se inóspita para quem vive dentro d'água) do Rio? Ou por qual motivo?

Cristina Chacel - Somos os dois cariocas da gema e a cidade sempre foi o território onde aconteceu e acontece o nosso encontro. Somos cariocas do samba e do botequim e somos jornalistas que corremos chão, zanzamos na rua. A Baía de Guanabara nos atravessa. Custodio a fotografa há 20 anos. Este livro é um livro que vem de longe e desde longe eu acompanho com a minha experiência de cidade, que é a de pensar o espaço público, criticar a gestão político-administrativa, amar a possibilidade de desfrutá-la como cidadã. Ele faz o mesmo com suas fotos. Só que suas fotos transbordam. Dizem o indizível.

CJ - Qual o significado de fazer uma obra que contempla sua cidade, sua beleza, usando para isso a melhor ferramenta acessível ao casal: a palavra e a imagem?

Cristina Chacel - Acho que o significado é o de devotar-se, de entregar o que cada um tem de melhor para esta cidade que a gente ama. A Baía de Guanabara é um ambiente extraordinário, que tem um valor de gênese para os cariocas e para o Brasil, assim eu entendo. E quando a gente chega perto, pra olhar de pertinho, o que vemos um escândalo. O cúmulo este território de tamanha centralidade social e grandeza ambiental ser esculhambado por interesses políticos e econômicos comezinhos e inconfessáveis. Mais importante que falarmos sobre nós, é falarmos sobre a baía. Engana-se quem pensa que a conhece. A Guanabara é inesgotável. É obra pra uma vida inteira.




Informações sobre o livro, a Baía e os autores



Obra sobre a baía reúne acervo de Custodio Coimbra e textos de Cristina Chacel

Guanabara espelho do Rio é um livro de amor e atenção à Baía de Guanabara. Um livro
extraído do acervo de imagens acumulado nos últimos 20 anos pelo fotógrafo Custodio
Coimbra, acompanhado de textos da jornalista Cristina Chacel, sua parceira de trabalho e vida. Edição de arte, em grande formato, com 240 páginas, 170 fotos, a obra apresenta uma Guanabara desconhecida até da população que vive em seu entorno, cerca de 8 milhões de pessoas, de 16 cidades fluminenses, entre elas o Rio de Janeiro.

Realizado com incentivo cultural da Lei Rouanet e patrocínio da EDF Norte -Fluminense, o livro chega às livrarias em agosto, com o selo da Editora FGV. O texto em crônica, desenvolvido a partir das fotos, de pesquisas e reportagens, ilumina aspectos históricos, artísticos, socioambientais e afetivos da Baía de Guanabara, com destaque para histórias de vida de pessoas envolvidas com o cotidiano da baía.

Lançamento:

O lançamento será no dia 26/7, a partir das 17h30, na Livraria Folha Seca (Rua do
Ouvidor, 37, Centro), com roda de samba conduzida por Tiago Prata, que vai apresentar repertório temático da Guanabara selecionado por Luiz Antonio Simas.


Custodio Coimbra - Em 36 anos de fotojornalismo, a cargo dos principais jornais do Brasil, ele testemunhou e registrou fatos e histórias da vida do país. O homem é seu principal personagem. A cidade do Rio de Janeiro, seu relicário. Suas imagens dispensam crédito. São reconhecidas por leitores, fotógrafos, críticos e aficionados da fotografia. Há 24 anos trabalha no jornal O Globo. Além de fotos divulgadas em jornais e revistas mundo afora, tem seu trabalho publicado em dezenas de livros, entre eles, Rio de Cantos Mil (Editora Réptil, 2010).

Cristina Chacel - Jornalista e escritora, atuou nos principais jornais do Rio de Janeiro. Há 20 anos trabalha como freelancer, com criação de textos jornalísticos e institucionais e projetos sociais e solidários. É autora de dezenas de livros, entre eles Rio de Cantos Mil, com fotos de Custodio Coimbra, de quem é sócia na empresa Fotolegenda Produções.

A Baía em foco



Você sabia?


Que a Baía de Guanabara é muito maior do que o que você vê? Que o espelho d'água
ocupa menos de 10% da bacia hidrográfica, de 4 mil Km²?

Que a Baía é uma metrópole que reúne 16 cidades, com mais de 8 milhões de
habitantes, e que a maioria das cidades está na Baixada Fluminense, uma das regiões
mais pobres do Rio de Janeiro, sem saneamento básico e coleta de lixo?

Que o que mantém a Baía viva é a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, a
primeira unidade de conservação de manguezais do Brasil?

Que dos 55 rios que drenam para a Guanabara, os seis contribuintes da APA
respondem por 60% do volume total de água que entra na baía?

Que no fundo da baía existem comunidades tradicionais que vivem da pesca artesanal,
tal qual os índios, os primeiros habitantes da baía?

Que a Guanabara é local de trabalho de cerca de 20 mil pescadores?

Que a indústria do petróleo ocupa até 44% do espelho d'água, restando aos pescadores uma área equivalente de 12% para trabalhar?

Que a Baía de Guanabara vem servindo de estacionamento para os navios que operam na exploração do Pre-Sal? Que há mais de 80 navios fundeados e que 80% são de petróleo?

Que a Guanabara é estratégica para a pesquisa científica, laboratório de universidades?

Que nos costões da Urca sobrevivem incontáveis cavalos-marinhos, espécies em extinção?

Que você pode ver tartarugas marinhas passeando diariamente na Praia de Icaraí, em
Niterói?

Que os botos são nativos da Baía de Guanabara? Que eles eram 400, em 1980, e hoje são 34?



 

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