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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

Fenaj pede demissão de Laerte Rímoli por ofensa racial contra Taís Araújo

Da Redação

Laerte Rímoli: preconceito manifesto em memes
Laerte Rímoli: preconceito manifesto em memes
O deboche ofensivo usado pelo presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para se referir ao desabafo feito pela atriz Taís Araújo, da Rede Globo, em uma palestra onde tratou do tema racismo, pode custar o cargo de Laerte Rímoli, o atual dirigente. Após ouvir que a atriz usou de uma figura de linguagem dizendo que seu filho, negro, era da cor que fazia as pessoas mudarem de calçada no Brasil, devido ao preconceito, Rímoli recorreu a memes para debochar da atriz.

O caso repercutiu nas redes sociais. Entretanto, somente após a Folha de São Paulo publicar reportagem, de Cátia Seabra, relatando o caso, o dirigente finalmente fez um pedido formal de desculpas. Antes disso limitou-se a retirar os memes de sua página pessoa no Twitter.

Leia aqui:
Laerte Rimoli lança ofensa contra Taís Araújo e o filho
target="_blank" >César Benjamin e a ofensa gratuita a Taís Araújo

Além do conflito provocado contra a atriz e movimentos ativistas que lutam contra o racismo, Rímoli também enfrenta uma greve dos funcionários da EBC.

Nesta quinta-feira, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) pediu que Laerte Rímoli seja demitido do cargo. Eis a nota:

Nota oficial da FENAJ pela exoneração do jornalista Laerte Rímoli da EBC

Leia a íntegra da nota da Fenaj sobre o caso:

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), por meio da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial e das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial e Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros dos sindicatos, vem a público manifestar absoluto repúdio às postagens racistas e sexistas em rede social do jornalista Laerte Rímoli, diretor presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), dirigidas à atriz Taís Araújo.

A despeito de tratar-se de página pessoal, a conduta é inaceitável pela propagação do discurso de ódio racial e pelo ataque perverso a uma mulher negra, a qual abordava em palestra o problema do racismo no Brasil, inclusive na infância. Como dirigente de uma empresa pública de comunicação, Rímoli mostrou-se, mais uma vez, incapaz de exercer a função de liderar um projeto pautado na pluralidade do povo brasileiro e no enfrentamento de problemas históricos, a exemplo do racismo e da discriminação racial.

A conduta revelada por Rímoli atenta contra o conjunto da população negra brasileira e das pessoas que lutam contra o racismo, evidenciando completa desconfiança sobre as condições de dirigir a EBC, tendo em vista a franca exposição e compactuação com ideias racistas e sexistas. Não é apagamento de postagens que amenizará a colaboração do diretor presidente da EBC ao ataque em massa orquestrado na internet contra a atriz Taís Araújo, com vistas à desqualificação e à intimidação pública.

Rímoli faz coro aos grupos racistas e fascitas que agem no Brasil contra a democracia e a cidadania organizada em busca da validação dos direitos humanos no país. Persegue funcionárias e funcionários da EBC, por meio da precarização das condições de trabalho, sustenta o golpe contra a democracia no Brasil e beneficia-se do Estado de exceção.

A exemplo de William Waack, que neste Mês da Consciência Negra revelou a sua virulência racista contra a população negra, Rímoli descumpre leis e normas, entre elas a Constituição Federal e o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, expressamente no artigo 6º:

I - defesa dos princípios da Declaração Universal de Direitos Humanos - incluindo a comunicação como direito humano;

XI - defender os direitos de cidadãos e cidadãs, em especial negros, entre outros;

XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Os casos Waack e Rímoli não são mera coincidência. São a expressão do racismo e do sexismo verificado em parte da categoria. Figuras como Waack e Rimoli têm atuado historicamente em grupos, para inviabilizar debates e práticas voltadas à eliminação do racismo no jornalismo e na imprensa no Brasil. A todas essas pessoas, a FENAJ e todas as suas instâncias dizem não ao racismo, ao passo em que reafirma a defesa intransigente com o enfrentamento de todas as formas de discriminação, especialmente aquelas dirigidas a homens e mulheres negras.

Brasília-DF, 23 de novembro de 2017

Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas

 

Veja também:

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