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Cultura - Novas Mídias

 

Sexta-feira, 15 de Maio de 2015

Como fazer um bom jornalismo e cativar o público na era digital - ouça as dicas de Nívia Carvalho

Por Rogério Imbuzeiro

Nívia é professora de Jornalismo Digital e coautora do livro
Nívia é professora de Jornalismo Digital e coautora do livro
Se as revoluções eram por minuto, passaram a ser por segundo - e ninguém consegue pisar no freio. O jeito é se deixar levar pela correnteza tecnológica, mergulhar fundo e se capacitar da melhor maneira para enfrentar os desafios. Se as crises se agravam, também se multiplicam as possibilidades e as realizações. Basta ler o noticiário para ver quanta gente se destaca por apostar e investir em talento e inovação.

Este poderia ser um resumo meio subjetivo da nossa conversa com Nívia Carvalho. Jornalista e professora, palestrante e consultora na área de novas mídias, ela é bem objetiva: "Nós não podemos mais viver como se o chamado mundo virtual fosse um mundo paralelo. Ele é o nosso mundo, porque as informações estão circulando lá."

Na semana que vem, Nívia dará mais um curso intensivo - "Redes Sociais e Produção Jornalística" - para pessoas interessadas em conhecer melhor esse universo em expansão. Que pode fascinar, mas também assustar muita gente, como ocorre esta semana com a notícia de que alguns dos principais jornais norte-americanos passarão a publicar seu conteúdo no Facebook! Qual será a próxima bomba evolutiva...?

Na entrevista que gravou com Conexão Jornalismo, Nívia fala sobre o curso, sobre sua trajetória da mídia impressa para a digital e, principalmente, sobre a contínua reconfiguração do Jornalismo e dos jornalistas nesses novos tempos. Ao final da reportagem, ouça a entrevista.


Nívia Carvalho trabalhou no jornal O Globo de 1987 a 2014. Acompanhou como poucos o processo de transformação da rotina em um veículo impresso, com o surgimento da Internet e tudo o que veio depois. Ela foi a primeira editora de Mídias Sociais do jornal, responsável pelo planejamento estratégico e estruturação da visibilidade do veículo nas redes sociais.

- Acho que não há mais dúvida de que nós não temos como continuar fazendo as mesmas coisas. Precisamos investir num modelo novo de negócio, em novos gêneros, em novos formatos. A gente tem que se "reconectar" com o nosso usuário.

Usuário cada vez mais antenado, esperto e exigente, segundo Nívia. Além de participativo. Estamos diante de um público que quer interferir na edição, inserir conteúdo, participar da cobertura.

- Ele não depende mais da seção de Cartas dos Leitores. Ele tem o Twitter, o Facebook, o Instagram, o YouTube, etc. E aí, o que aconteceu? Os jornalistas passam a vasculhar as redes à procura de boas histórias. Há um princípio de inversão. Antes, o jornalista era o "dono da informação". Hoje, cada vez mais jornalistas acompanham as atualizações das fontes.

Imersão no chamado mundo virtual começa cada vez mais cedo
Imersão no chamado mundo virtual começa cada vez mais cedo  
Fontes que também procuram os jornalistas. Nívia cita como exemplo um caso recente. Quando o escritor alemão Günter Grass morreu, em abril, foi a editora dele quem comunicou o falecimento - pela Internet, é claro, via perfil da empresa no Twitter.

Cada vez mais automaticamente, as fontes divulgam o que lhes interessa, respondem a críticas e denúncias, se posicionam, se manifestam. Como observamos no dia a dia da Política, do Esporte, da Cultura, das Celebridades - todo mundo.

Leia também: Alfredo Herkenhoff - o silêncio das redações de jornais está além do som das teclas

Nívia Carvalho se especializou de tal maneira na área que hoje é professora no Master em Jornalismo Digital do Instituto Internacional de Ciências Sociais, em São Paulo. É, também, coautora do e-book "Para Entender as Mídias Sociais".

A ideia de dar cursos, como o da semana que vem no espaço Casbah, na Zona Sul do Rio, surgiu com a percepção de que havia um público interessado, ou melhor, necessitado de uma compreensão maior sobre as novas tecnologias a serviço do Jornalismo.

- De um modo geral, essas mudanças tiram pessoas e veículos da zona de conforto. Isso é bom, embora não seja fácil. Acho importante as pessoas se especializarem. Fazerem cursos nas áreas em que elas pretendem atuar, mas serem autodidatas também, vasculharem a Internet, que oferece uma vasta gama de oportunidades de aprendizado.

Na entrevista, Nívia dá várias orientações sobre que caminhos seguir nessa jornada. Também fala sobre as estratégias que um número cada vez maior de empresas adota para conquistar novos usuários e preservar essa fidelidade, algo que ela considera fundamental.

- Um jornal, uma TV, qualquer veículo, ele vive e morre pela sua capacidade de manter uma forte relação com seus usuários. A gente tem que se perguntar se a gente está fazendo um jornalismo de qualidade, um jornalismo realmente que desperte interesse. "Será que nós somos necessários para o nosso usuário?" - essa é a pergunta que eu me faço sempre.

Leia mais: Três princípios para financiar o Jornalismo na Internet

Redações online com o que acontece no planeta
Redações online com o que acontece no planeta  
Conexão Jornalismo tem destacado em reportagens e artigos a rotina de demissões em jornais, revistas e emissoras de TV, que amargam vendas e audiência em queda livre.

Em contrapartida, aumenta cada vez mais rapidamente a fatia das verbas de publicidade destinadas à Internet. Se no Brasil o crescimento é relativamente lento (entre 12 e 15% do mercado da Comunicação em 2015), em outro país emergente, a China, o índice já é de 43%. E na Inglaterra o percentual já chega à metade de todo o investimento publicitário dos anunciantes.

Leia: Internet cresce em publicidade enquanto mídia tradicional declina

Para nossa entrevistada, uma palavra-chave é Inovação, associada a uma boa dose de ousadia.

- Sites com maior audiência, de um modo geral, não são os de marcas centenárias, como o New York Times, por exemplo. São empresas novas, da era digital, com DNA de tecnologia. A gente lida com queda de receita, queda de audiência, então a única coisa que resta é tentar fazer algo novo, ainda que sem nenhuma garantia de sucesso.

Ficar de fora é uma opção, mas para se destacar como profissional é preciso se capacitar
Ficar de fora é uma opção, mas para se destacar como profissional é preciso se capacitar  





















Nívia cita pesquisas recentes que apontam: nos Estados Unidos, metade do público adulto já se informa basicamente pelo Facebook. Entre os mais jovens, na faixa de 18 a 34 anos, o percentual já ultrapassa os 80%. São números que merecem uma análise aprofundada, convite para muitas discussões.

Saiba mais: EUA - Jornalões, entre eles o NYT, passam a publicar conteúdo diretamente no Facebook

Ouça abaixo, na íntegra, as reflexões e dicas de Nívia Carvalho:

 

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