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Cultura - Novas Mídias

 

Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

Colunista do Estadão afirma ter sido demitida por criticar Bolsonaro

Ruth Manus - foto do Facebook
Ruth Manus - foto do Facebook

A colunista do Estadão, Ruth Manus, foi demitida, segundo ela, por criticar Bolsonaro. Os leitores do jornal precisam saber disso. Sabe aquilo que você ouvia que ocorria na ditadura?Censura da mídia? Agora você está vendo a autocensura. O jornal se antecipa e proíbe de se falar de determinados candidatos. Ou então o jornal está obedecendo acordos feitos com o presidente eleito. Mas ele não vai confessar, certo? Certo.

Mas acredite: na ditadura havia censura, mas o repórter era obrigado também a driblar seus editores que muitas vezes estavam fechados ideologicamente ou racionalmente com os patrões e o poder.



O texto da colunista no Facebook teve mais de mil comentários e 1,4 mil compartilhamentos.

"Era uma vez uma moça chamada Ruth, que escrevia para um grande jornal brasileiro. Escreveu durante anos, sobre amor, humor e tantas outras coisas sérias e indispensáveis, com liberdade e boas intenções. Impressionou com seus números de audiência e foi premiada três vezes pelo jornal.

Acreditando, ainda, na liberdade que julgava ter, escreveu no fim de agosto um texto que criticava um candidato à presidência do país. Foi surpreendida com uma ligação do jornal proibindo-a de se manifestar sobre política por prazo indeterminado. Assustou-se, não esperava uma coisa dessas em pleno ano de 2018. Escreveu para o jornal, lembrando-os de que fora contratada para escrever colunas com tema livre e dizendo que essa conduta de censura não fazia sentido para ela, sobretudo pelo fato deles saberem que ela era advogada e professora de Direito.

Como seria possível não falar sobre política? O que não é política? Direito envolve política, minorias envolvem política, feminismo envolve política, sociedade envolve política, relacionamentos envolvem política. Liberdade é pura política- e sua ausência, ainda mais. Disse que não estava disposta a escrever com medo, pisando em ovos e que, caso eles não estivessem dispostos a preservar sua liberdade como colunista, que ficassem à vontade para rescindir o seu contrato.

Algumas semanas depois- ontem, no caso- foi comunicada acerca do seu desligamento.

Saio do Estadão com tranquilidade e com a certeza de que fui absolutamente coerente com aquilo em que acredito. Tenho orgulho da minha trajetória lá dentro, ao longo de quase 5 anos, assim como tenho orgulho da minha saída, sobretudo no momento que o Brasil atravessa. Agradeço a todos os que trabalharam comigo no jornal, agradeço pelo espaço que tive ao longo desses anos e lamento profundamente que a liberdade de expressão já esteja sendo tão relativizada no Brasil.

Continuarei escrevendo com a mesma alegria, com a mesma coragem e com a mesma fé. Quem quiser seguir me acompanhando, será muito bem vindo na minha página do facebook, no meu instagram, no Observador- jornal português no qual escrevo desde 2016 com total respeito e liberdade- e, futuramente, em outros espaços que façam sentido. Obrigada pelos anos de leituras atentas. Seguimos juntos. Isso foi só o começo."



 

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