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Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

Argentina Conexão Brasil: ele deixou a engenharia para ser chef em Buenos Aires

Tradição familiar falou mais alto para este brasiliense
Tradição familiar falou mais alto para este brasiliense
Por Francis Ivanovich*

Como vivem brasileiros que mudaram para a vizinha Argentina? Como é a vida de quem deixou seu país para conhecer o dia-a-dia da cultura hermana? Argentina Conexão Brasil segue desvendando este enigma e conversa nesta segunda-feira (3) com o chef Roberto Menezes Mathias. Aos 32 anos, Robertinho, natural de Sobradinho, no Distrito Federal, criou um sistema de comida rápida com alguns dos petiscos mais populares do Brasil. O brasileiro, que sonhava estudar engenharia mecatrônica na Universidade de Brasília - UnB, acabou chegando a Buenos Aires em 2009, onde matriculou-se no curso de engenharia eletrônica na Universidade de Buenos Aires - UBA.

Foi aí que a tradição gastronômica de sua família falou mais alto e em 2015 encerrou os estudos de engenharia e migrou para a gastronomia. Robertinho lançou na capital argentina o "Robertinho Food" e agora enfrenta a pandemia com coragem e criatividade ao criar "El Encuentro Online" na capital argentina, pelo aplicativo Zoom.

Trata-se de um evento virtual em que Robertinho para a casa dos clientes um combo com coxinhas, cervejas artesanais e música: os clientes ouvem a MPB na interpretação da cantora brasileira radicada em Curitiba, Janine Mathias. Robertinho é um testemunho da superação, criatividade e capacidade de adaptação do brasileiro ao enfrentar desafios em qualquer lugar do mundo.

Francis Ivanovich - Como você chegou a Buenos Aires?


Robertinho - Durante o ensino médio fiz orientação em robótica e engenharia, através dos vestibulares da Universidade de Brasília. Tentei incessantemente conseguir uma vaga para engenharia mecatrônica para continuar a formação em robótica. Infelizmente não consegui tão sonhada vaga, mas enquanto eu seguia a formação no ensino médio também estudava espanhol em um instituto de idiomas do governo do DF chamado Centro Interescolar de Línguas, onde me formei nesse idioma. Meu sonho de estudar engenharia não morrera quando eu havia terminado o ensino médio. Nesse ano, onde eu seguia tentando entrar na UNB, conheci pessoas da embaixada da Argentina quando eles foram dar um seminário no instituto de espanhol, durante a "semana da fala espanhola". Eles me convidaram para conhecer a embaixada da Argentina. Na embaixada me contaram sobre o sistema de ingresso à Universidade de Buenos Aires - UBA. Eu estava terminando meu curso de espanhol e fiquei muito entusiasmado com a ideia de estudar engenharia em uma renomada universidade. Na Argentina, no processo de seleção universitária, você passa por um período pré-universitário, onde tem que ser aprovado em algumas matérias quadrimestrais. Uma vez aprovado nessas você já ingressa na universidade. 
Fiz todos os tramites pela embaixada da Argentina no Brasil e finalmente, em março de 2009, consegui estudar engenharia eletrônica na Universidade de Buenos Aires.

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Janine Mathias - cantora curitibana dá voz aos encontros virtuais
Janine Mathias - cantora curitibana dá voz aos encontros virtuais  

FI - Como surgiu a ideia do Robertinho Food?

Robertinho - Tenho Família Gastronômica em Sobradinho-DF: minha avó e tias são cozinheiras, mas no Brasil eu não cozinhava. Foi quando vim morar sozinho em Buenos Aires que surgiu a necessidade de cozinhar. Outra razão é que comecei a sentir muita saudade da comida brasileira. Com o passar do tempo já cozinhava para mim e outros amigos de diversos países, que sempre gostaram muito da minha comida. Em um momento de crise universitária, já em 2015, decidi parar de estudar engenharia e resolvi estudar gastronomia. Percebi que o que eu realmente gostava de fazer era cozinhar.
 Em 2016 ingressei no Instituto de Formação Técnico Superior Número 23 - Uma faculdade da cidade de Buenos Aires, onde me graduei depois de 3 anos em uma formação gastronômica completa. Mas já no primeiro ano de estudo, em dezembro de 2016, fiz minhas primeiras coxinhas. Elas foram apreciadas por todos os meus amigos e, a partir daí, nunca parei de cozinhar. Assim comecei meu próprio negócio: Robertinho Food, funciona há mais de 3 anos e meio com uma trajetória dedicada à comida brasileira em eventos como o Buenos Aires Celebra Brasil e o dia do Imigrante.

FI - Como está a situação na pandemia?


Robertinho - É uma situação muito complicada. A pandemia tirou as pessoas da rua, dos locais de trabalho e fez com que a economia entrasse em pane. Muitos negócios fecharam, mas um amigo meu me disse no início do meu projeto que "as pessoas sempre precisam comer". Com o decorrer do tempo e movendo as peças da maneira correta meu negócio continuou funcionando. A princípio apenas com delivery (que foi algo que se solidificou com a quarentena) e agora especialmente com eventos online.
 Criamos um evento que se chama "El Encuentro Online" onde enviamos para a casa de nossos clientes um combo com coxinhas, cervejas artesanais e outros salgados variados de coxinha e brigadeiros. Entramos todos pelo Zoom para ter uma reunião online compartilhando a mesma comida, cervejas e a voz da cantora brasileira radicada em Curitiba, Janine Mathias (foto). É uma boa alternativa para fugir um pouco da nossa situação atual.

FI - E da crise econômica na Argentina? O que você espera?


Robertinho - Amigos e pessoas próximas, inclusive a minha namorada que é argentina, falam muito em deixar o pais. A Argentina já estava em crise antes da pandemia, com a dívida externa e problemas econômicos, sociais e políticos que vinham se arrastando durante os últimos governos. No último ano houve uma nova mudança de governo que não convenceu a ninguém, só tirou do poder um presidente que foi incapaz de melhorar minimamente a situação do pais, colocando no poder um presidente que agora está tendo a maior prova da sua vida. 
Sendo realista, eu não espero que a situação econômica da Argentina melhore. Creio que vai piorar e continuar se agravando por muito tempo. O pais foi muito sucateado nos últimos anos, suas indústrias perderam muita força e as pessoas também perderam a vontade de lutar por algo melhor.
 A única coisa boa é que, assim como o Brasil, a Argentina é um pais que está acostumado com as crises. E talvez mais acostumado que o Brasil. E, com certeza, depois de alguns anos recupere sua força. Mas a pandemia vai deixar um estrago muito grande na sociedade Argentina.

FI - Fale da Argentina e do Brasil atuais?

Robertinho - Estamos em lados opostos politicamente. A Argentina com um presidente Kirchnerista e populista que está tentando conter o corona vírus com a proibição da circulação; o Brasil com um presidente de extrema direita que acredita que o coronavírus não seja uma ameaça real à saúde da população jovem-adulta. 
A crise econômica e social está afetando os dois países sem nenhuma dúvida, mas a quantidade de mortos pelo coronavírus, numa comparação entre os países, se revela preocupante.
 Ainda não sabemos qual é a melhor política de saúde, não sabemos se em um futuro próximo vão dizer que o Bolsonaro ou o Alberto Fernández tomaram as providencias corretas, mas já sabemos que as famílias brasileiras e argentinas estão sofrendo muito pela perda dos seus entes queridos que morreram por complicações do Covid-19 e também pela crise econômica que os está afetando decorrente da pandemia.
 Nos resta esperar que a vacina chegue o mais rápido possível e que possamos nos recuperar da crise.


Francis Ivanovich
Francis Ivanovich  

* Francis Ivanovich é diretor de teatro e cinema, autor, ator e jornalista.

 

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