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Segunda-feira, 27 de Julho de 2020

Argentina Conexão Brasil e Ruy Alonso: um baterista meio argentino, meio brasileiro

Ruy Alonso: Relação cármica com a MPB o levou a Montreaux
Ruy Alonso: Relação cármica com a MPB o levou a Montreaux
Por Francis Ivanovich*


A música brasileira é uma das maiores riquezas do país. Sua força e qualidade atravessam fronteiras, conquistando e influenciando corações em todo o mundo. Argentina Conexão Brasil apresenta hoje um grande músico brasileiro que também é argentino. Apaixonado pela MPB, filho de pai espanhol e mãe paulista, Ruy Alonso nasceu em São Paulo e foi morar em Buenos Aires aos 12 anos de idade. O exímio bateirista que na foto acima vemos tocando numa das edições do Festival de Montreaux, na Suiça, prepara dois projeto: um trabalho sobre antigas composições de Roberto Carlos e outro dedicado ao Samba, passeando por Mestre Marçal, Ataulfo Alves e a eterna Elza Soares.


Nesta entrevista, o músico também fala sobre a Argentina de Alberto Fernández e Cristina Kirchner e do Brasil de Jair Bolsonaro, o qual Ruy Alonso enxerga como alguém sem capacidade de ter empatia pelo outro, caracterizando-se por ser psicopático. Ao final da entrevista, você assiste a bateria de Ruy Alonso na execução do samba Revelação, ao lado do músico argentino Beto Caletti.

(Por Francis Ivanovich)

Como você chegou à Buenos Aires, Argentina?


Ruy Alonso - Eu estou aqui em Buenos Aires pelo seguinte: meu pai era espanhol, minha mãe brasileira. Meu pai conheceu minha mãe trabalhando em São Paulo. Ele morava no Uruguai. Ele era vendedor ambulante e trabalhava com um amigo, vendendo quadros, de carro. Eu nasci em 1957, em São Paulo. Depois de vários anos, meus pais mudaram para Buenos Aires, eu tinha 12 anos. Mas a gente já tinha morado em Mar del Plata, quando eu tinha três anos de idade. Moramos por um ano em Mar del Plata. Essa é minha relação com Buenos Aires. E meu pais já havia morado em Buenos Aires, desde muito jovem.

Como surgiu a música e a relação com o Brasil?

Ruy Alonso - Eu me formei como músico aqui em Buenos Aires. Faço música praticamente desde que nasci. Essa combinação que eu tenho de mãe brasileira com pai espanhol é a minha característica na música. A minha relação com o Brasil é mais espiritual, de ascendência carmática. A minha avó materna era filha de escravos africanos. Isso se faz presente na música. Quando comecei a tocar bateria gostava de tocar igual aos bateristas norte-americanos, como por exemplo, Jeffrey Porcaro. Quando as pessoas me escutavam achavam legal, mas me diziam que eu tinha um sotaque, um jeito brasileiro de tocar(risos). Eu não gostava de ouvir isso. Eu queria tocar como os bateristas americanos. Até que num determinado momento, senti em meu coração que eu tinha que remar a favor da corrente. Seguir essa influência, esse grito sanguíneo e cultural, ir nessa direção. A partir desse momento, isso faz uns 20 ou 25 anos aproximadamente, me dediquei a fazer música brasileira. Primeiro na bateria, depois na composição, mais adiante como gestor cultural, e agora como produtor, cantor e pianista.

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Elza: referência musical
Elza: referência musical  
Seus projetos?

Ruy Alonso - Não foi por causa da pandemia, mas nós artistas estamos acostumados a viver em isolamento. Por sorte eu tenho a possibilidade de sobreviver. Esse momento eu aproveitei para pensar muito em projetos futuros. Eu também dou aulas. Sou professor de música. Eu sou um observador. Gosto muito de observar. Eu trabalhei muito sobre as estruturas rítmicas da música popular brasileira; sua engenharia do som, suas frequências, etc. Eu estou trabalhando dois projetos. O primeiro projeto é um que estou me dedicando a bastante tempo, que são versões sobre antigas músicas de Roberto Carlos, com uma linguagem atual; o segundo projeto é uma formação de Samba, com dois amigos queridos, uma brasileira e um argentino. Eu vou gravar um vídeo com vários sambas tocados de maneira fiel, como o samba deve ser tocado. E paralelamente vou dar uma MasterClass e um concerto sobre as frequências do som e a estrutura rítmica do samba.

Quais artistas do samba?
Ataulfo Alves: 1909 à 1969
Ataulfo Alves: 1909 à 1969  


Ruy Alonso - Mestre Marçal, Ataulfo Alves e Elza Soares.

Mudancdo de assunto, fale da Argentina, o que espera após essa pandemia?

Ruy Alonso - Eu amo este país, amo esta cidade (Buenos Aires). Meu filho é argentino. O que eu quero para a Argentina é o que quero para todo o Planeta, após a pandemia. Que nós tomemos consciência do que está acontecendo. Acho que é uma intervenção da Natureza na nossa espécie. Quem fez e faz isso são os animais. Por isso eles nos contagiaram. Acho que é um ponto de inflexão na história da humanidade. Eu acredito que realmente que seja isso. Eu espero que tudo seja diferente após a pandemia. Acredito que a pandemia só vai terminar quando termos consciência disso. É uma relação intrínseca. Uma coisa tem a ver com a outra. Nós precisamos começar a cuidar do Planeta. A pandemia é resultado do nosso descuido.

E o Brasil de Bolsonaro e a Argentina de Alberto e Cristina?

Ruy Alonso - Eu gosto muito da política. Gosto da real política. Eu gosto mais de explicar as situações pelo lado humanístico. Eu sou uma pessoa de fé e pratico a filosofia de vida budista. Não sou budista, mas pratico a filosofia que é tão simples: volta para você tudo o que você dá para o universo. Isso tem um caráter simultâneo. Bolsonaro faz uma política de gestos e de ações que tem a ver com a direita. Bolsonaro, Macri, Trump têm a ver com um sentido ideológico que está bastante presente no mundo inteiro. Eu acho que o humanismo tem de tomar conta dos governos. Isso já está acontecendo na Argentina. Eu posso entender mais a política por esse plano. As pessoas aqui na Argentina acreditam que foi uma estretégia política de Cristina ao indicar Alberto Fernández para ser o presidente. Eu acredito que foi na verdade um ato de amor para o povo argentino e para sua filha Florencia que está doente. (Florencia, 29 anos, filha da ex-presidente Cristina Kirchner, estaria sofrendo de linfedema, que ocasiona inchaço nas extremidades do corpo). Eu faço sempre essa ligação entre a política e humano. O resultado tem de ser o bem estar do outro. Cristina fez uma renuncia importante de poder, para cuidar mais da sua filha. Ela é antes de tudo, mãe. Agora se você faz o cruzameto, a comparação com o que acontece no Brasil, você vai notar que o que falta nessa pessoa Bolsonaro é uma consciência sobre suas emoções, seus sentimentos. É uma pessoa onde prevalece o egoísmo. É uma pessoa que não tem capacidade de ter empatia pelo outro. O contrário do empático é o psicopático.



*Francis Ivanovich é jornalista, escritor, autor e diretor de cinema e TV.

Samba Revelação:

 

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