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Cultura - Novas Mídias

 

Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

Alfredo Herkenhoff: o silêncio das redações de jornais está além do som das teclas

Da Redação

Alfredo mexendo no seu smartphone
Alfredo mexendo no seu smartphone
O jornalista e escritor Alfredo Herkenhoff é dono daqueles textos que o bom leitor não se cansa de degustar. E fala com propriedade especialmente quando o assunto leva para dentro de casa. A casa do jornalismo. Neste artigo, o jornalista da voz metálica mostra o quanto o ofício anda cambaleante muito por culpa dos próprios gestores. Acusar as novas mídias é culpar o vírus da gripe pelo resfriado. Vírus e outras ferramentas da internet estão presentes para sobreviver - e não para preservar o outro. Leia aqui.

Por Alfredo Hernkenhoff

Antigamente, redação de grandes jornais era um vendaval de emoção. Hoje, é um silêncio. Tecla de computador não faz barulho. Onde havia 150 pessoas, hoje no máximo umas 30 ou 40... Isso nos grandes jornais. Ninguém mais que conheço frequenta banca de revista. O troço tá acabando merrrmo. Control C. Control V.

Impressão de jornal é para ninguém ver em casa. Notícia não mais se compra, se empunha nos tablets e celulares. É a vida, notícia se escolhe, e a primeira escolha é a fonte. Deu confusão na Itália, vou em sites e fontes da Itália. Hoje, só compra jornal gente muito acomodada a velhos vícios, ou velhinhos saudosos de tempos que não existem e nem voltam mais.

Com as revistas o quadro é ainda mais grave. Quem vai pagar por papel com notícia impressa da semana passada? Maluquice. Game over. O jornalismo está em alta, o impresso, morto. A plataforma é essa aqui...

Mas ainda esses grandes meios têm um grande poder que fica justamente na internet, o tempo real, e eles operam de forma bem articulada. A Veja que ninguém lê faz uma lambança que vira pauta no noticiário do horário nobre da TV aberta. Sim, a audiência desta desaba, mas ainda é razoável. E eles têm portais para repetir minuto a minuto a lambança que fazem nos impressos que ninguém mais compra, fora velhinhos, donos de botequins, alguns aposentados e assessores dos maiorais em Brasília.

E com a repetição de noticiários anti Era Lula em impressos, jornais e revistas, rádios, sites do all news em tempo real e na TV de assinatura e Tv aberta, eles ainda conseguem uma boa margem de influência de doutrinação.... O tal efeito marechal Göering tem seus prolongamentos estertorantes. Mas são favas contadas... O Caso Fachin é emblemático... Mentiras e vilanias contra um grande advogado.

E colegas meus que resistem nas redações dos moribundos ficam quietinhos defendendo o seu no mocó. Conversei com alguns. Fazem inevitavelmente o jogo dos patrões por mero salário.

Os diários e semanários impressos no Brasil praticamente já acabaram. Sobrevivem, mas é game over. Quem lê jornal impresso ou é o meia idade de baixíssima renda com os popularescos em fim de mandato, ou é a classe mediazinha quase morrendo de causas naturais, a tal longevidade atuarial...

Sim, apenas a TV aberta ainda tem pujança, mas mesmo esta é ibope que escorre a cada semestre, vai se reduzindo naturalmente.

Daí a sofreguidão em derrubar a Era Lula que faz até muita bobagem, mas deu um pouquinho ao povo, e este pouquinho fez a diferença. Eles querem dinheiro do Estado. A propósito, a tal da regulação da mídia é assunto de 30 anos que vai perdendo sentido por causa da internet.

Os conservadores representantes dos jornais daqui gostam de combater a ideia de regulação como se fosse caso de censura e de boicote de verbas publicitárias para veículos críticos ao governo. Quanta bobagem. Se imitássemos o estilo norte-americano estaríamos muito bem.

Lá eles não permitem essa concetração que por exemplo tem a família Marinho, múltiplos veículos concentrados numa região, e lá nem Casa Branca, ministérios (Departamentos), governos estaduais e prefeituras, nada de nenhum centavo de dinheiro público em propaganda de jornais e revisas.; Coisa da cultura deles.Jornais lá ainda prestam serviço. Mas a internet também está acabando com eles, só que em velocidade menor, porque o povo é mais letrado, e o jornalismo de lá tem muito mais qualidade...

Mas voltando ao nosso mundinho dos executivos corruptos da Lava jato, apesar da blitz midiática de outubro, o segundo turno elegendo Dilma foi um recado aos tubarões da mídia com aquela capa da Veja: aí, amigos do Playboy, perderam!

Nunca fui petista. Mas andei votando no PT nos últimos 20 anos. Podem prender os 39 ministros de Dilma. Estou me lixando para a chamada base aliada ou governabilidade. É impossível qualquer governo sem essa turma peemedebista e congêneres. Mas vou votar Lula 18. Vou cantar: Bota o retrato de velho, bota no mesmo lugar.

Podiam ter feito mais pela Educação nesses 12 anos. Mas o que fizeram foi muito se comparado ao que a tucanalhada teria feito. Sou darcybrizolista...

Nesta quadra da nossa história, não vejo alternativa: a Era Lula mudou um pouquinho o Brasil e ainda tem lenha pra mudar mais. E o pouquinho, tão pouquinho, mudou o Brasil para menos pior de forma excepcional.

A grande mídia sabe que os impressos estão mortos, fadados a morrer formalmente a curtíssimo prazo - O Globo impresso acaba dentro de cinco a dez anos, a Veja em menos tempo - a Newsweek acabou dois anos atrás... - E por saber disso essa grande mídia tenta ocupar espaços fora dela, por exemplo: já tomou de assalto a ABI - Associação Brasileira de Imprensa, começou com uma operação judicial e conseguiu, tentou na mesma levada solapar moralmente o nosso sindicato hoje presidido pela valorosa colega Paula Mairan, os caras da grande mídia até armaram campanha tenebrosa contra ela e contra o sindicato aqui nessas ferramentas, mas neste caso, fracassaram. Enfim, querem derrubar a Era Lula.

Falam em liberdade de imprensa, mas negam isso dentro das próprias redações.

* Jornalista, escritor, boêmio e rubro negro

 

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