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Quarta-feira, 06 de Março de 2019

Vídeo escatológico de Bolsonaro é um pedido de socorro

Uma narrativa indecorosa postada pelo líder da nação
Uma narrativa indecorosa postada pelo líder da nação


Um pedido de socorro!



Por Fábio Lau*


Bolsonaro, que entra no seu terceiro mês de governo, se deu conta na enrascada em que se envolveu. Deixou de ser atiradeira, daquelas cegas que lançam pedras para todos os lados, quebrando tudo o que havia de telhado de vidro, para virar, ele próprio, uma casa sem teto. Não está e jamais estará preparado. Pediu penico quando foi expulso do Exército e ameaçar explodir quartéis. E ali, de maneira ainda inexplicável, a instituição em vez de manter a expulsão decidiu reformá-lo com o soldo de capitão. Talvez vislumbrasse nele o porta-voz para garimpar aumentos nos sucessivos governos que ocuparam o Planalto. E O Exército estava certo.



Eis que agora, presidente da República, reconhece-se menor do que o cargo. Não recheou-se de conhecimento, cultura, experiência administrativa. Cercou-se de fanfarrões, sem opinião e propósito, e transformou os filhos em políticos com o mesmo estofo com que forjou-se ao longo da vida pública: nenhum.

Hoje presidente, ressente-se de um mínimo de significado. O que é Bolsonaro se não um candidato em estado permanente a criticar o que diverge de um comportamento que deseja conservador e pudico - porque este e somente este comportamento é capaz de repetir e compreender?

Antes mesmo do início do governo, quando os holofotes finalmente foram acesos para que a sociedade pudesse entender em que estado estava o imóvel que seria ocupado, surgiram as infiltrações, rachaduras, mofos, ausência de telhas, tacos, armários, segurança. O presidente e sua família eram tão frágeis quanto os piores homens: suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, favorecimentos.

Portanto, a casa erguida e apresentada por Bolsonaro, é mais ou menos aquela cantada por Vinícius de Moraes e que se tornara sucesso infantil: "uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada!!"

Cada discurso de um filho, sem pé e nem cabeça - como o proferido por Carlos para falar sobre a "maconha no Uruguai" -, soa como pedido de ajuda.

Bolsonaro, pare respirar, precisa estar fora das pressões do cargo de tamanha responsabilidade. Para se sentir seguro precisa recuperar seu "melhor momento" - aquele em que era deputado sem projeto, programa, proposta, mas com a verborragia inflamada.

Discursava e emocionava eleitores que, assim como ele, não enxergavam além do que a vista alcança por mero hábito de não pensar, criticar, questionar, imaginar, vislumbrar, projetar, programar. Uma incapacidade de ir além, a antítese da poesia, da filosofia, da alegria. A estagnação de modos e costumes é parte da razão de existir.

Bolsonaro, no seu silêncio e isolamento do Twitter, clama por socorro.

Ao postar, em pleno Carnaval, quando o país o xingava de Norte a Sul, um vídeo onde um sujeito desconhecido manipula o próprio ânus, e é urinado por um companheiro, afirmando ser aquilo uma rotina nos blocos carnavalescos, deu para cima um tiro de misericórdia. E espera que a bala encontre seu peito.

Deseja que as autoridades, as que restam com alguma responsabilidade, o recoloque no seu prumo. Ele ofendeu inimigos e amigos. Militares e religiosos. Leigos e ateus.

Não há burrice ou calhordice capaz de justificar a postagem do vídeo. Ele sabe que o que apresentou não é ato rotineiro. Sabe que talvez nem mesmo seja um cenário carnavalesco. Mas arriscou. Assumiu a responsabilidade de ser acusado de falta de decoro e, com isso, perder o cargo.

Ele, definitivamente, não está bem da cabeça (se é que um dia esteve) e talvez esteja sofrendo como nunca sofreu. Ao passar a mão na sua cabeça, o Exército forjou o monstro.

Lembremos:

Bolsonaro xingou Dilma, Lula e Fernando Henrique Cardoso, e desejou puboicamente suas mortes. Com isso, claro, não assimila ser ele, agora, o alvo da fúria popular.

Experimenta, da pior maneira possível, o revés de um processo político. Mas muito mais cedo do que poderia supor. Em dois meses e seis dias de governo é o presidente mais impopular entre os eleitos em início de mandato.

E, diante disso, tudo faz para piorar.

Não há um programa de atenda aos mais pobres, mas sim que retire o pouco que lhes resta.

Não há projeto para melhorar e aparelhar escolas, mas para transformar alunos em robôs controlados por gente alienada e desvinculada da nossa cultura - como o ministro Ricardo Vélez.

A mulher mais "preparada" a lhe dar audiência é Damares Alves - uma mentirosa e que forjou currículo - assim como o Ministro do Meio Ambiente.

O ministro que foi empossado como um amuleto, Sérgio Moro, já o obedece como um cão faminto e sem rumo.

Não há perspectivas de ultrapassar a ladeira de quatro anos.

Bolsonaro, assim, recorre a auto sabotagem. Quer que lhe tirem o governo para reclamar aos quatro campos que foi vítima de um golpe porque atacou privilégios.
Algo já feito, no passado, por Jânio Quadros.

Mas Bolsonaro acredita ser original.

Nunca leu, não conversou ou ouviu.

Viveu, por mais de 60 anos, para si e para os seus.

E nada pode ser mais triste na vida de homem do que não confiar naqueles que o cercam. Aliás, pode. Pior do que isso é a certeza de que não pode confiar nem em si. Nos filhos ou na própria fé.

Bolsonaro quer ajuda.

O Planalto não é o seu lugar.


* Fábio Lau é jornalista e não tem pena de Bolsonaro. Mas do Brasil com Bolsonaro.

 

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Vídeo escatológico de Bolsonaro é um pedido de socorro
 

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