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Domingo, 24 de Fevereiro de 2019

Massacre de operários em Brasília completa 60 anos

Imagem de um dos vários documentários que abordam o tema
Imagem de um dos vários documentários que abordam o tema

Uma história que virou documentário, mas jamais devidamente aprofundada acaba de completar 60 anos. E ocorreu antes mesmo que a nova capital do país fosse inaugurada. Trata-se do massacre de operários que ajudaram a erguer o projeto de JK, concebido por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. A exploração de funcionários submetidos ao que hoje facilmente seria considerado "escravidão" foi o motivo para o extermínio de um número jamais calculado de trabalhadores. Os mais otimistas falam em 50 ou 60 operários. Mas uma contagem realista não permitiria que se falasse em menos de cem.



O tema, banido dos bancos escolares, tem início no método de gestão de trabalhadores adotado pela construtora Pacheco Fernandes Dantas. Paulo Roberto de Jesus, em sua página no Facebook, revela que no Carnaval de 1959, os chefes da Pacheco Fernandes tomaram medidas para evitar que os operários deixassem os alojamentos. A água foi cortada para que, sem banho, não fossem buscar diversão na Cidade Livre (atual Núcleo Bandeirante). O pagamento do salário no sábado ficou retido.

Operários comemoram a inauguração - indiferença tomou conta da nova capital pós-inauguração
Operários comemoram a inauguração - indiferença tomou conta da nova capital pós-inauguração  


















No domingo, dia 8 de fevereiro, a cantina serviu comida estragada. Os operários reclamaram, os ânimos se exaltaram e começou um quebra-quebra. A Guarda Especial de Brasília, a temida GEB, foi chamada para reprimir o tumulto e passou a espancar os envolvidos. A violência revoltou até mesmo os trabalhadores que não haviam participado da quebradeira, e todos partiram para cima dos policiais.

Os homens da GEB se retiraram, prometendo retaliação. Voltaram à noite ao acampamento, em número maior e com mais armamento - inclusive metralhadoras -, entraram nos alojamentos e começaram a disparar contra trabalhadores que dormiam nos beliches.

Contratação de novos peões: poucos direitos e muitas cobranças
Contratação de novos peões: poucos direitos e muitas cobranças  


O número de vítimas nunca foi oficialmente revelado, nem a identificação dos corpos. O enorme canteiro de obras da nova capital estava longe dos olhos da imprensa, da Justiça e da opinião pública dos grandes centros.

O presidente JK, que inauguraria Brasília, tomou uma medica radical ao saber do massacre: dissolveu a GEB e o policiamento em Brasília ficou a cargo das Forças Armadas. Mas não há notícia de punição dos culpados.



O Blog Histórias de Brasília fez este relato, em vídeo, sobre o caso em novembro de 2018. Mesmo ali, as testemunhas têm dificuldade em estabelecer o número de mortos:



Em 1991, Oscar Niemeyer, arquiteto que desenhou Brasília ao lado de Lúcio Costa, disse desconhecer a chacina. Sua fala ocorre quando o documentarista Vladimir Carvalho fazia o filme Conterrâneos Velhos de Guerra, de Vladimir Carvalho, 1991. Niemeyer, desconfortável diante da pergunta, disse que não poderia falar por desconhecer o caso. E lembrou que fez um monumento em memória de operários mortos em Volta Redonda - o que lhe deixaria à vontade para falar sobre o caso de Brasília caso tomasse conhecimento. E mais: "sou favorável a qualquer tipo de greve. Se soubesse disso que você está perguntando te responderia":



Lúcio Costa também negou saber:

 

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