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Domingo, 14 de Dezembro de 2014

Cigano apanha muito, mas vence

Da Redação com informações do Uol

Surrado, muito machucado, o paranaense Júnior Cigano ganhou as duras penas o confronto com o croata Stipe Miocic. A luta foi realizada em Phoenix, nos EUA, e serviu para reabilitar o atleta que há muito devia uma grande apresentação. Que não houve, mas marcou seu reencontro com a vitória. Rosto desfigurado por tantos socos, ele teve seu braço erguido pelo árbitro após as contagens terem garantidoa vantagem: 48 a 47, 49 a 46 e 49 a 46.

(...)O catarinense não subia no octógono desde que foi nocauteado pelo campeão Cain Velásquez, em outubro do ano passado. Nesse meio tempo, ficou com a última imagem das duas surras levadas contra o dono do cinturão e conviveu com críticas pela previsibilidade de seu jogo.

Depois do combate deste sábado, o rumo deve mudar. Cigano está em segundo no ranking dos pesados, atrás apenas de Fabrício Werdum, atual campeão interino em função da lesão de Velásquez. Os dois se enfrentarão no primeiro semestre de 2015 pela posse definitiva da cinta.

Com o triunfo sobre Miocic, não será surpresa se Cigano se credenciar a mais uma disputa de cinturão caso vença seu próximo combate. Mas, para isso, é melhor torcer por uma vitória de Werdum, já que um duelo contra o compatriota é mais viável de ser marcado pela organização do que um quarto combate contra Velasquez em tão pouco tempo (o primeiro, vencido por Cigano, foi no fim de 2011).

O duelo entre Cigano e Miocic deveria ter ocorrido no dia 5 de maio, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Acabou não acontecendo em função de uma lesão do ex-campeão dos pesados, que foi substituído pelo meio-pesado Fabio Maldonado. O croata não teve dificuldades e nocauteou com pouco mais do que 30 segundos naquela oportunidade. Desde então, ficou uma grande expectativa para o encontro adiado. E o combate correspondeu às expectativas.

O primeiro round foi muito equilibrado e difícil para os juízes. O croata evitava a trocação e conseguiu colocar o brasileiro na grade, sem manter a posição por muito tempo. Também obteve uma queda, mas Cigano se levantou rápido e evitou o solo.

Cigano conectou golpes com boas potências e chegou a deixar o rival balançando duas vezes. Mas também foi acertado duas vezes ao ser surpreendido com a guarda aberta. Quando restavam menos de dois minutos para o fim, parecia que qualquer um dos dois poderia cair.

Miocic voltou melhor no segundo round e continuava a ditar o ritmo na movimentação. A esquiva não funcionava, e o brasileiro novamente levou duros golpes na cabeça, mas conseguiu se safar. O croata ainda conseguiu uma queda e manteve a posição no chão até o final para levar o round.

O cansaço pareceu abater o croata no terceiro round. Sem a movimentação de antes, era presa fácil para os golpes do brasileiro. Cigano chegou a derrubá-lo com um cruzado, mas não conseguiu finalizar, e o rival se levantou. O brasileiro colocou muita pressão, mas Miocic conseguia fugir e evitou o nocaute.

O quarto foi uma disputa franca. Cigano começou melhor e dava a impressão de que seria fácil manter o ritmo que havia tido no assalto anterior. Mas sua esquiva voltou a falhar e novamente foi surpreendido. Levou pelo menos três duros golpes, e parecia que iria cair. Mas seu queixo duro resistiu novamente, e, no final, o brasileiro voltou a colocar pressão e ainda derrubou o rival.

Cigano e Miocic voltaram muito cansados e na base da raça para o último round. Os dois foram muito golpeados e alternaram o domínio do assalto. Miocic estava com os braços cansados e tentava empurrar o brasileiro para a grade, mas Cigano logo saia.

O lance definitivo da luta:

 

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