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Domingo, 03 de Março de 2019

Alta taxa de suicídio entre policiais militares revela o perigo das ruas

 soldado Douglas de Jesus Vieira, de 28 anos, cometeu suicídio
soldado Douglas de Jesus Vieira, de 28 anos, cometeu suicídio


Um número que passa quase despercebido pela sociedade e que os comandos da Polícia Militar, em todo o país, fingem ignorar. Em todas as regiões do país trabalham diariamente cerca de 425 mil policiais militares. Mas o que pouca gente fala é que são altas as taxas de suicídio e de transtornos mentais. Segundo reportagem publicada neste domingo (3) de Carnaval pelo site do El País, só em São Paulo, por exemplo, estado com o maior efetivo policial do país (93.799 agentes), 120 policiais militares cometeram suicídio entre 2012 e 2017.



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Uma das razões, segundo estudos divulgados na reportagem, é a inadequação dos cursos preparatórios para alguém que irá conviver cotidianamente com a violência urbana e o perigo das ruas. A pressão permanente é capaz de retirar dos eixos os sentidos e produzir sentimentos que muitas vezes demoram a eclodir. O coronel reformado Adilson Paes de Souza, hoje coronel reformado, é doutorando da Universidade de São Paulo (USP) e fala sobre sua experiência:

"Há muitos casos que não são notificados e muitos não buscam o tratamento psiquiátrico porque vão sofrer chacota no ambiente de trabalho. Serão chamados de covardes e fracos; os comandantes podem crer que eles estão enrolando para matar serviço, por exemplo. É um ambiente bem machista e de virilidade, em que não podemos assumir fraquezas. Eu fui treinado assim, com os trotes na academia, os trotes das unidades em que passei. Você é humilhado e tem que aguentar porque o bom militar aguenta, o guerreiro aguenta toda e qualquer violência e acha isso normal. Nos fazem achar que fomos feitos para isso, mas ninguém foi feito para isso. Quando a PM não assume que seus policiais têm problemas, a instituição está fechando uma panela de pressão vazia, sem água, que vai explodir um dia", adverte Paes de Souza, que ainda carrega as cicatrizes da violência sofrida na profissão. "Bom, eu faço terapia até hoje", revela.

No Rio não é diferente. Um estudo elaborado pela Uerj apontou que um PM tem quatro vezes mais chances de cometer suicídio do que um cidadão civil. Os dados apresentados pelo estudo revelam que 58 policiais militares tiraram a própria vida e 36 tentaram suicídio entre 1995 e 2009 no Rio de Janeiro.

E não é apenas este o perigo: de acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, entre janeiro de 2014 e junho de 2018 três PMs foram diagnosticados, por dia, com transtornos mentais. Entre janeiro e agosto de 2018, 2.500 policiais militares foram afastados por transtornos mentais, mais que o dobro dos afastados em todo o ano de 2014 (836).

Para ler a reportagem completa clique aqui

 

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