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Domingo, 20 de Maio de 2018

"O Processo": um filme ao mesmo tempo obrigatório e proibitivo

Dilma: a defesa que chegou tarde demais
Dilma: a defesa que chegou tarde demais
Por Fábio Lau*

Meninos, eu vi. Fui no início da noite de sábado ao cinema Estação Gávea, na Zona Sul do Rio, assistir ao filme de Maria Augusta Ramos. Sala com 90% de ocupação, uma plateia com idade média superior aos 50 anos e claramente ciente de que o país foi vítima de um golpe. Agora vamos às observações sobre o documentário.



O documentário "O Processo", que trata do golpe que depôs a presidenta Dilma Rousseff, é um filme obrigatório e proibitivo. No primeiro grupo podemos sugerir que vá ao cinema aquelas pessoas que reconhecem ter havido no país, há dois anos, um golpe político/midiático/jurídico que teve como motivação retirar o país de um processo de desenvolvimento o que o tornava independente da velha submissão americana - além, claro, de paralisar o processo da Lava-Jato. Mas no segundo grupo, o composto para quem não recomendamos o filme, devem estar aqueles que se convenceram de que o país estava mal e ficou muito melhor sem o PT. Esta turma, caso tenha na cabeça algo mais do que preconceito, se sentirá, inevitavelmente, idiota. E vai ser duro olhar ao espelho a partir de então.


"O Processo" é um filme longo e teria tudo para ser monótono não fosse o diamante, em forma de negociatas jurídicas e picaretagens, que oferece a cada bloco. O golpe vem num processo crescente onde todas as teses da defesa são ignoradas para no final prevalecer a destituição. A ponto de a própria senadora e hoje presidente do PT, Gleise Hoffmann, dizer, e sem qualquer constrangimento, que mesmo que o golpe fosse revertido em algum momento daquela tragédia política Dilma não reuniria mais condições de governar. Um fato!

Outro momento ímpar é quando o ex-secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, num mea culpa doloroso, revela que ministros do PT hesitavam em ouvir representantes da base política, especialmente militantes e populares, enquanto se reunia com poderosos - já se sentindo iguais. Deu no que deu!

Cardoso vai além: ninguém deu tanto dinheiro à velha mídia, a mesma que incentivou o golpe, do que os governos do PT - quanta ironia!

A defesa preparada por José Eduardo Cardozo, também se torna um elemento curioso. Desde seu início o defensor, prolixo como poucos, demonstra pouca fé numa reversão do ânimo. O que mostra a defesa aguerrida, embora inócua. Ele, que foi ministro da Justiça, não conseguiu em momento algum frear vazamentos que fragilizavam o PT - faltou -lhe fibra e determinação em um momento chave do processo do golpe. Tais vazamentos só foram travados, tardiamente, quando Eugênio Aragão assumiu o ministério.

Mas uma personagem se torna ainda mais transparente a partir do filme de Maria Augusta Ramos - que, Festival de Berlim, foi coroado com um prêmio de júri popular. Trata-se de Janaína Paschoal. Ela, com suas intervenções impagáveis e jeito todo peculiar de falar e defender a acusação movida pelo ânimo golpista, aparece em dado momento fazendo bochecho com "Toddynho". Impagável.




* Um amigo perguntou a este repórter: "você não ficou deprê?" Então expliquei porque não dá para se abalar desta maneira - não desta maneira: "Não dá para ficar deprê porque você nota ali que o que se iniciou já estava no mapa: início, meio e fim. Nada impediria o desfecho. As pessoas, todas, eram fantoches - à direita e a esquerda. A pergunta que fica, ao final do filme, é: quem é o cérebro disso tudo? Não é visível - do ponto de vista político. Os atores do golpe cumpriam algo muito bem engendrado onde nem mesmo eles sabiam a quem estaria atendendo. Talvez o tucanato mais empombado. Nem mesmo Aécio. Ele, nas suas expressões, revela que o que o movia era puramente a vingança. Diferentemente de outros quadros. Vale a pena ver".

 

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