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Terça-feira, 18 de Abril de 2017

José Carreras, uma voz pela arte e pela esperança

Guida De Finis: um nome para guardar, quando o assunto é medula óssea
Guida De Finis: um nome para guardar, quando o assunto é medula óssea
Uma das vozes mais importantes do planeta faz este ano sua última turnê pela América Latina, que inclui quatro concertos no Brasil. Mas José Carreras vai muito além dos palcos quando se trata de solidariedade: à frente da Fundação que leva seu nome, tornou-se um dos maiores símbolos mundiais da luta contra a leucemia. A reportagem é parte integrante da Edição 56 da Revista Plurale.


Por Maurette Brandt, Especial para Plurale

De Barra Mansa, RJ

Fotos do Arquivo Pessoal de Guida De Finis e Divulgação/ José Carreras

Desde 1988, o tenor José Carreras se divide entre os mais importantes palcos da ópera no mundo e os hospitais, instituições, centros de diagnóstico e casas de apoio a pacientes de leucemia. Viver essas duas vidas em uma foi uma escolha consciente e inabalável. Ao fazê-la, Carreras sabia perfeitamente que, muito além da arte, teria um papel decisivo e transformador na luta contra a doença da qual se curou, por meio de um transplante de medula óssea realizado em Seattle, EUA.

Julho de 1988: o centro de Barcelona está tomado por uma multidão enorme, que aguarda o concerto mais esperado do ano. Ali, no coração da cidade, José Carreras celebra a vida e lança a Fundação Internacional José Carreras para a Luta contra a Leucemia, dedicada a pesquisas científicas, treinamento e capacitação de profissionais da área médica em prol da cura da doença. O objetivo, expresso em sua missão, é conseguir que a leucemia, algum dia, seja uma doença 100% curável, para todos e em todos os casos.

Hoje, a Fundação Carreras é uma das maiores entidades beneficentes privadas do mundo, com sedes em Barcelona, Seattle, Genebra e Munique. No próximo ano, a Fundação comemora seus 30 anos com um trabalho de peso, que tem feito toda a diferença na busca incansável da cura da doença em termos mundiais: além de manter um dos mais importantes Bancos de Doadores de medula óssea, a entidade também mantém o Banco de Cordão Umbilical e desenvolve pesquisas científicas em várias frentes.

Vidas transformadas

É 7 de julho de 1990, véspera da final da Copa do Mundo na Itália. Vejo, num intervalo comercial, que uma emissora de TV brasileira vai transmitir, ao vivo, um inusitado concerto nas Termas de Caracalla, para comemorar o encerramento da competição: Os Três Tenores, com Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras. A regência é do heróico Zubin Mehta, à frente de duas orquestras: Maggio Musicale Fiorentino e Orquestra do Teatro da Ópera de Roma.

A vida dividida entre os palcos e hospitais
A vida dividida entre os palcos e hospitais   


À hora combinada - e era bem tarde, por causa do fuso horário - me posto diante da TV e sou contagiada por toda aquela atmosfera - as ruínas iluminadas, a noite do mais negro azul, a música se desenhando no ar, com os acordes variados da afinação das orquestras, a partir do tom dado pelo spalla, e a entrada triunfal do mágico e sempre confiante Zubin Mehta.

Logo em seguida, José Carreras sobe ao palco - e o mundo se desfoca para mim. Só, singelo, pequeno e suave em sua beleza aparentemente fragilizada, domina inteiramente a cena com uma profunda delicadeza ao cantar o Lamento di Federico, da ópera L'Arlesienne, de Francesco Cilea.

Aquele Carreras estava diferente de tudo aquilo que eu já vira. Magro, muito magro sim, mas potente, como se uma força infinita saísse de dentro dele e obscurecesse todo o resto.

Daí por diante os tenores se alternariam naquele que se tornaria um marco no mundo dos espetáculos e que seria repetido inúmeras vezes mundo afora. Árias conhecidas, como Recondita Armonia e E lucevan le stelle, da Tosca de Puccini; canções napolitanas vivas na memória de todos, como Core 'ngrato e O Sole Mio; trechos de zarzuelas, como No puede ser, de..., e muito mais. Quase todo mundo viu, adorou e repetiu a dose. Milhares de jovens se viram atraídos para o mundo da ópera a partir daquele dia, no mundo inteiro. E Os Três Tenores viraram um fenômeno de mídia.

Para mim, contudo, o que ficou e marcou mais fortemente foi a imagem de José Carreras, tão diferente do exuberante e talentoso artista que conquistara o mundo anos antes. Não nego minha ignorância: só depois desse dia é que fui investigar e descobri, atônita, que Carreras se curara de uma leucemia há menos de um ano, e que o concerto, em princípio, tinha o objetivo de celebrar seu retorno aos palcos e de angariar fundos para a fundação que o tenor acabara de fundar, entre outras benemerências.

Mas aquele foi um momento de virada para mim, que passei a me interessar vivamente por aquela "segunda vida" de Carreras. A partir daí, aprofundei-me em sua obra artística e em sua bem-sucedida epopeia solidária, à frente da Fundação. Conhecemo-nos em 1991, na Argentina e, desde então, acompanho essa nobre saga, que tem desdobramentos importantes aqui no Brasil.


Guida De Finis (na foto com o Tenor José Carreras e a jornalista Maurette Brandt) era uma das centenas de pessoas que se aglomeravam no estacionamento coberto do InCA, durante a visita de José Carreras à instituição, em março de 1996. Discreta e elegante, aguardava o momento de ver pessoalmente o tenor que a inspirara, seis anos antes, a mudar radicalmente sua vida e se engajar na luta contra a leucemia.

Em meio ao empurra-empurra e sob os olhos vigilantes de três seguranças alemães, José Carreras chegou ao local. Guida guardava uma respeitosa distância quando, do nada, um dos seguranças do tenor passou o braço em torno dela e a puxou gentilmente para um círculo privilegiado, bem ao lado de Carreras.

- Para mim, foi a mão de um anjo - relembra a voluntária que em poucos anos conseguiu reunir, em torno de si, uma respeitável rede de voluntários que atua em várias frentes, não apenas em medula óssea mas junto à ABTO - Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos e várias outras instituições ligadas ao universo dos transplantes e seus pacientes.

- Foi a experiência de ver o Carreras ali naquele palco em Caracalla, pequeno, humano e ao mesmo tempo tão grande, que me fez acreditar que eu poderia e iria fazer alguma coisa para ajudar os pacientes - conta.

Para ler a reportagem completa clique aqui

 

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