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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

Caetano lamenta assassinato de Moa do Katendê - vídeo

Caetano, Moa e Gil: contra a violência
Caetano, Moa e Gil: contra a violência

O cantor e compositor Caetano Veloso usou a rede Youtube para lamentar o assassinato do Fundador do Afoxé Badauê, o mestre de capoeira Moa do Katendê. O caso, ocorrido logo após a votação de domingo (7), aconteceu após Moa ter discutido com Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, um eleitor de Bolsonaro que, sem argumentos, voltou à sua casa, armou-se com uma faca e atingiu o capoeirista com 12 facadas. O sobrinho de Moa, que carrega consigo o nome "Amor Divino" também foi ferido. Surpreendentemente, o âncora do Jornal da Band, Ricardo Boechat, minimizou o assassinato e disse que foi "uma bobagem". A fala repercutiu na internet.



Caetano disse que os blocos afros da Bahia surgiram a partir do empenho de Moa. "A mente dos brasileiros que são capazes de pensar, acalmar a cabeça para receber as coisas, o coração para metabolizar os sentimentos humanos, precisa reconhecer que não pode reduzir o Brasil a essa coisa bárbara", disse.

Veja aqui o vídeo de Caetano:



Além de Caetano, Gilberto Gil também fez uma homenagem ao capoeirista:

"Mestre Moa do Catendê foi morto ontem, em Salvador, por um homem tomado de fúria assassina em meio a uma discussão sobre as eleições que acabavam de acontecer.

Com ele um sobrinho seu que se encontra num hospital em estado grave. Ele, homem de dedicada atuação entre as comunidades da cultura popular da cidade, foi o idealizador do bloco Afoxé Badauê que encantou os carnavais de rua da Bahia, alguns anos atrás. Torna-se uma das primeiras vítimas fatais dessa devastadora onda de ódio e intolerância que nos assalta nesses dias de hoje.

Nosso luto e nossa esperança de que a sua imolação não tenho sido em vão e que nos ajude a encontrar a pacificação logo ali adiante!" #GilbertoGil"

Crime por discussão política



O sobrinho da vítima, Germínio do Amor Divino Pereira, 51 anos, que ficou ferido no mesmo ataque, teve alta nesta terça-feira e contou detalhes do que aconteceu. Ele disse que, durante a discussão política, Moa defendeu que se votasse em defesa do interesse do povo negro. Enquanto isso o homem dizia que votaria em Bolsonaro. O rápido confronto parecia ter terminado quando o homem saiu e se armou.

"Meu tio estava sentado de frente para mim, eu estava de costas para a rua. Ele foi, entrou pelo bar, arrudiou e já veio agredindo. Eu tomei um susto. Aí quando eu levantei para segurar a faca, tomei uma apunhalada no braço e vi logo o sangue descer. E aí ele já tinha conseguido agredir Moa", disse em entrevista à TV Bahia.


Veja aqui o depoimento do sobrinho de Moa:




Para Boechat, "uma bobagem"



Durante o Jornal da BandNews de terça-feira (9), Boechat classificou o homicídio como "bobagem" diante do alto número de mortes no país. "Não vejo agressividade na campanha. Tem um capoeirista morto, mas somos 200 milhões de pessoas. Quantas pessoas morrem por dia? Temos 65 mil homicídios por ano. Aí cita uma morte como fenômeno de campanha? Aquilo é uma bobagem, minha gente. Temos 65 mil homicídios.Tivemos uma eleição sem incidentes. A vida seguiu e está seguindo, estamos indo para o segundo turno", declarou o radialista.

"Aí cita uma morte como fenômeno de campanha? Por favor, é uma bobagem, minha gente. Temos 65 mil homicídios por ano no Brasil", completa.

NdaR - Boechat parece ser uma exceção no contexto social do país onde todos conhecem alguém que perdeu um filho, irmão, amigo em meio a violência. Ou quando conhecemos a própria vítima da violência. Chamar de bobagem o prenúncio de uma era de crimes com viés político é irresponsável e inconsequente. Não está a altura de um âncora de jornalismo de TV que deveria ter respeito pela dor daqueles que perdem seus entes diariamente.

 

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