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Cultura - Cinema

 

Quinta-feira, 01 de Fevereiro de 2018

Zé Arigó: filme sobre o maior médium de cura do país será gravado em Congonhas

Zé Arigó: prática da cura até na prisão
Zé Arigó: prática da cura até na prisão
Por Fábio Lau

Há mais de 20 anos a família do médium Zé Arigó assinou contrato com um diretor de Hollywood para produzir o filme sobre o homem que assustou o Brasil naqueles anos 60/70. José Pedro de Freitas, nascido em Congonhas, Minas Gerais, desenvolveu um dom para lá de incomum. Através das mãos, e com instrumentos rudimentares, realizava cirurgias invasivas e levavam muitos doentes a se declarar curados. Cirurgias nos olhos, no abdômen, região genital, costas, braços, pescoço. Tumores extirpados, cataratas arrancadas, nódulos removidos. Muitas das imagens permanecem disponíveis. O curioso é que em vez de estudar e compreender o fenômeno, os médicos brasileiros pediam a prisão do médium sob o pretexto de "curandeirismo". Quase meio século após a sua morte, porém, a história vai finalmente virar filme. E, para o papel do personagem central foi chamado Selton Mello.


Como jornalista pude me aproximar da história de Zé Arigó e especialmente de seus familiares. Em Congonhas, o nome de Arigó continua vívido e, mesmo após tantos anos, ainda suscita polêmica. A Igreja Católica, ainda muito presente nas cidades históricas, costuma repudiar o rótulo de "milagreiro" que lhe foi atribuído pelos contemporâneos. Hoje, com o surgimento de seitas evangélicas, muitas das quais também afirmando promover cura, o preconceito contra o fenômeno espiritualista ainda aumentou.

Segundo Sydney Freitas, filho de Arigó, as filmagens do longa-metragem começam em março. O filme será uma superprodução dirigida por Roberto Dávila e terá locações em cidades mineiras: as belas Congonhas e Cataguases estão no roteiro.

A produção terá o apoio também da Prefeitura de Congonhas através do Fundo Municipal de Cultura (FUMCULT), Museu de Congonhas e Secretaria de Turismo.

Leia aqui:
Zé Arigó - um fenômeno que assustou o Brasil completa 43 anos

Dirigente do Frei Luiz foi assassinado
Cirurgia espiritual: médiuns incorporavam e promoviam a "cura"

A história de Zé Arigó está em exposição permanente no Museu da Ladeira, em Congonhas. Lá é possível encontrar objetos pessoais, cartas psicografadas, fotos, vídeos e documentos.

No próximo dia 15 de fevereiro, a equipe de produção do filme estará em Congonhas para acertar os detalhes das locações escolhidas.

Veja o vídeo sobre a história de Zé Arigó - programa Linha Direta Mistério



Da divulgação:

Biografia



José Pedro de Freitas nasceu na Fazenda do Faria, em Congonhas, em 18 de outubro de 1921 e morreu em um acidente na BR-040, em 11 de janeiro de 1971. Era conhecido como José Arigó ou simplesmente Zé Arigó.

Desenvolveu suas atividades espirituais em Congonhas durante cerca de vinte anos, tornando nacional e internacionalmente conhecidas as cirurgias e curas realizadas por intermédio de sua faculdade mediúnica, pelo (espírito) que se denominava como Dr. Fritz, um médico alemão falecido em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial.

Mediunidade



À medida que nasciam os seus filhos, por volta de 1950, Arigó começou a apresentar fortes dores de cabeça, insônia, percebendo visões (uma luz descrita como muito brilhante) e uma voz gutural (em idioma que não compreendia) que o fizeram acreditar encontrar-se à beira da loucura. A situação perdurou por cerca de três anos, durante os quais visitou médicos e especialistas, sem melhorias.

De acordo com seus biógrafos, certo dia, em um sonho nítido, a voz que o atormentava foi percebida por Arigó como pertencendo a um personagem robusto e calvo, vestido com roupas antigas e um avental branco, supervisionando uma equipe de médicos e enfermeiros em uma grande sala cirúrgica, em torno de um paciente.

Após o sonho ter se repetido por várias vezes, o personagem apresentou-se como sendo Adolph Fritz, um médico alemão desencarnado durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), sem que tivesse completado a sua obra na Terra.

Embora não pudesse compreender o idioma, compreendeu a mensagem que o personagem lhe dirigia: Arigó fora escolhido como médium pelo Dr. Fritz para realizar essa obra. Outros espíritos, de médicos e de enfermeiros desencarnados, os auxiliariam.

Ainda de acordo com os seus biógrafos, Arigó acordou desse sonho tão assustado que saiu correndo, nu, aos gritos, ganhando a rua. Parentes e amigos trouxeram-no de volta ao lar, onde chorou copiosamente. Procurados, os médicos procederam a exames clínicos e psicológicos, sem encontrar nada de anormal, embora as dores de cabeça e os pesadelos continuassem. Até mesmo o padre da cidade tentou auxiliar, efetuando algumas sessões de exorcismo, sem sucesso.

Desesperado, sem encontrar uma saída, certo dia resolveu experimentar atender ao pedido do sonho: encontrando um amigo, aleijado, obrigado ao uso de muletas para andar, Arigó ordenou-lhe de súbito que largasse as muletas. E, arrancando-as com as próprias mãos, ordenou em seguida ao amigo que caminhasse, o que ele fez, continuando a fazê-lo desse dia em diante.

A partir de então, uma força que Arigó reputava como "estranha", passou a utilizar-se de suas mãos rudes, para manejar instrumentos também rudes, em delicados procedimentos cirúrgicos, no atendimento a enfermos e aflitos.

Prática mediúnica



Apesar de possuir desenvolvida mediunidade, Arigó possuía formação católica tradicional, e seu nome, a rigor, não se associa formalmente nem ao Espiritualismo nem ao Espiritismo. Apesar da desaprovação da Igreja Católica (com quem, entretanto, não criou inimizades) e das autoridades civis, Arigó fundou uma clínica à Rua Marechal Floriano, em Congonhas, onde chegava a tratar, gratuitamente, até duzentas pessoas por dia, oriundas da região e dos diversos Estados do país, da América do Sul, da Europa e dos Estados Unidos. À época, Congonhas chegou a estar ligada a Buenos Aires (Argentina) e a Santiago do Chile (Chile) por linha de ônibus direta e regular.

Selton Mello: semelhança física e disposição para papel polêmico
Selton Mello: semelhança física e disposição para papel polêmico  



















Prisão



Entre as dificuldades de ordem legal enfrentadas pelo médium, destaca-se o processo instaurado em 1956 pela Associação Médica de Minas Gerais, sob a acusação de prática de curandeirismo, e pelo qual foi condenado a quinze meses de prisão (1958); entretanto, teve a sua pena reduzida à metade e não chegou a ser preso, uma vez que recebeu indulto do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, cuja filha também havia sido atendida pelo médium, sendo-lhe diagnosticados dois cálculos renais. Anos mais tarde, responderia a novo processo, sendo condenado a 18 de novembro de 1964. Desta vez, tendo compreendido o que era um indulto, recusou-o, sendo detido por sete meses em Conselheiro Lafaiete (MG), pelo exercício ilegal da medicina. Continuou a prática mediúnica mesmo dentro dos muros do presídio, tendo retornado a Congonhas com prestígio ainda maior.

Nessa época, o estadunidense Henri Belk, fundador de uma fundação para pesquisa de fenômenos paranormais, acompanhado por Andrija Puharich (ou Henry K. Puharich), especialista em bioengenharia, deslocaram-se até Congonhas, acompanhados por dois intérpretes da Universidade do Rio de Janeiro e por Jorge Rizzini, conhecido pesquisador espírita brasileiro, para iniciar uma pesquisa com Arigó (1963). Na ocasião, o Dr. Puahrich teve extraído um lipoma de seu cotovelo esquerdo, em um procedimento indolor que consumiu apenas cinco segundos, executado com um canivete comum. A incisão de menos de 5 centímetros, com pouco sangue, não inchou, conforme documentado nítidamente em filme (a cores) por Rizzini, vindo a cicatrizar completamente, sem infecção.

Em 1968, dois outros médicos estadunidenses chegaram a Congonhas para complementar as pesquisas: os Drs. Laurence John e P. Aile Breveter, da William Benk Psychic Foundation. Mesmo sem ter alcançado uma explicação conclusiva para o fenômeno, comprovaram que a prática do médium não comportava ilusionismo ou feitiçaria, declarando que 95% dos diagnósticos do médium eram corretos e que, as operações realizadas com um canivete, sem qualquer assepsia, só eram possíveis devido à sua sensibilidade, explicável apenas à luz da parapsicologia.

Preso, ele operou a mãe do delegado
Preso, ele operou a mãe do delegado  


Morte



Biógrafos registram que Arigó teve um sonho com um crucifixo negro, convencendo-se de sua morte próxima. No dia em que faleceu, como de hábito, compareceu à sua clínica, mas avisou os pacientes que o aguardavam que necessitava ir a uma localidade próxima para buscar um carro usado, que acabara de adquirir. Segundo o boletim de ocorrência policial, na rodovia BR-040, às 12:23h de 11 de Janeiro de 1971, José Pedro, vítima de mal súbito, perdeu a direção do Opala que dirigia, ingressando na contramão onde colidiu com um veículo do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), vindo a falecer vítima de traumatismo cerebral.

NdaR - A morte violenta foi explicada, numa visão espiritualística, pelo médium Divaldo Franco: "ele precisava de uma ruptura abrupta e definitiva com o mundo físico. Caso ficasse em um hospital os inimigos provocariam perguntando a razão de não curar a si próprio já que curou tanta gente". A partir da sua morte outros médiuns passaram a encarnar a mesma entidade espiritual que diziam inspirar Arigó: um médico alemão chamado "Friz".

 

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