• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 
Audiência na TV

Quarta-feira, 22 de Março de 2017

Fátima Bernardes deve desculpas ao país por vender "carne fraca"?
Audiência na TV

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook

Conexão TV

Sábado, 18 de Março de 2017

Datena e Maluf batem boca ao vivo na Band - áudio

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
VER +

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > colunas > cultura > cinema

Cultura - Cinema

 

Terça-feira, 14 de Março de 2017

Francis Ivanovich: entrevista com Fernando Fraiha diretor de La Vingança - vídeo

Da Redação

História do filme surgiu num papo de bar, entre amigos
História do filme surgiu num papo de bar, entre amigos

Jornalista e diretor de cinema, Francis Ivanovich conversou com Fernando Fraiha, diretor do filme La Vingança, que estreia em 16 de março no Brasil. A película teve excelente repercussão junto ao público argentino e ficou em segundo lugar em bilheteria na primeira semana de exibição no país vizinho. O filme mostra viagem de dois amigos de São Paulo à Buenos Aires a bordo de um velho Opala. A longa viagem tem por objetivo a vingança: um argentino foi pego com a namorada de um deles. La Vingaça é uma coprodução Brasil Argentina cujo o orçamento foi de R$ 4,8 milhões. O diretor fala como surgiu o projeto, da experiência de trabalhar com os profissionais de cinema argentinos, o intercâmbio na América Latina e novos trabalhos.



Por Francis Ivanovich

FI - Como surgiu a ideia do filme La Vingança?

Fernando Fraiha - A ideia do filme surgiu num papo de bar, entre amigos. Nós tínhamos acabado de assistir um filme sobre três amiga que iam para a Índia, um filme super geracional, falava da nossa geração, e aí surgiu a ideia de fazer a versão masculina e brasileira do filme. Conversando sobre a ideia, surgiu que esses amigos brasileiros iam para a Argentina. No começo, não levamos a ideia tão a sério. Mas a ideia não saiu da minha cabeça, então telefonei para Jiddu Pinheiro, que foi quem teve a ideia inicial, que hoje é co-roteirista e co-diretor do La Vingança, e lhe disse que queria levar a cabo o projeto. Foi quando encontramos a Produtora Querosene Filmes que tinha acabado de fazer o filme Juan e a Bailarina (2013), na Argentina, que é um filme lindo. E ela estava à procura de uma comédia Brasil e Argentina, foi quando apresentamos a ideia e eles aceitaram. Em seguida a Querosene apresentou o projeto para a Paris Filmes Distribuidora que apresentou para a Globo Filmes, que apresentou para o Telecine, formando um grupo e abraçaram o projeto.

FI - É uma coprodução Brasil e Argentina?

Fernando Fraiha - Sim. Produção da Querosene Filmes do Brasil. Coprodução:Globo Filmes, Paris Filmes e Zarlek Producciones que é argentina. Ancine e INCAA.

FI - Como La Vingança foi recebido pelo público argentino?

Fernando Fraiha - Na Argentina foi ótima a recepção. A pré-estreia foi no final de 2016. Eles riram bastante. Estávamos bem curiosos como eles iriam receber o filme. A estreia em circuito teve um bom público. Ele é um filme que não tem nenhum ator conhecido internacionalmente, e mesmo assim conseguimos ir muito bem. Entre os filmes argentinos em cartaz, na primeira semana ficamos em segundo lugar na bilheteria e na segunda semana ficamos em terceiro lugar, porque estreou o Neruda e Nieve Negra que são filmes com atores conhecidos como Ricardo Darín, Gael Garcia.

FI - E a estreia no Brasil, sua expectativa?

Fernando Fraiha - Vai estrear no dia 16 de março no Brasil. Nós não estamos com nenhuma expectativa de bilheteria. A gente quer que o filme entre em poucas e boas salas e que fale com o público dele, que vai pouco ao cinema. Até onde a gente entende que quem está indo ao cinema no Brasil. Por outro lado, a gente acha que o filme é bem aceito. E talvez ele tenha uma vida longa. A vida dele de festivais tem sido muito legal. Estamos em sete festivais internacionais. Exibimos na Mostra de São Paulo, no Festival do Rio em 2016, Festival Internacional de Punta del Este, depois vamos para festivais na Noruega, França, Cleveland e Chicago, EUA. Não estamos fazendo filme para ganhar de ninguém, não é uma competição. Mas a gente está muito satisfeito com o público que consegue atingir e que gosta do filme.

FI - Como foi a experiência de coprodução com a Argentina?

Fernando Fraiha - Uma coprodução internacional é quando dois países somam esforços para obterem recursos artísticos e financeiros para fazer um filme. A soma desses esforços, em tese, faz um filme mais potente. Filmar na Argentina foi maravilhoso. Eles têm outra cabeça. Enquanto no Brasil a gente se espelha no desenho de produção americano, porque o modelo que a gente aprendeu é o desenho da publicidade; eles têm um desenho de produção completamente europeu. Os argentinos têm equipes menores, somam funções nas mesmas pessoas, isso, obviamente, tem prós e contras. Para mim foi incrível, porque está mais alinhado com o que acredito. No Brasil um longa é feito com uma equipe com 35 a 40 pessoas, na Argentina a gente tinha uma equipe com 23 pessoas. O clima de produção fica mais intimista.

FI - Como você vê a saída dos EUA no Tratado do Pacífico, você acredita que o Mercosul, a América Latina possa ter um ambiente de mais intercâmbio?

Fernando Fraiha - Isso só acelera uma coisa que já estava acontecendo que é a China tomar a dianteira como protagonista do mercado global e fortalecer os emergentes. Apesar de ser irônico que o país comunista seja o líder do livre mercado, enquanto que os EUA, que é o país símbolo do capitalismo, tenha hoje essa mentalidade de agricultor francês, de ser protecionista. Em termos de cinema, eles que mandam no mundo. No Brasil, mais de 80% da bilheteria/ano é toda basicamente de filmes americanos. Eles vão continuar exportando filmes, isso não vai mudar. Eles não têm acordo de coprodução com o Brasil, por exemplo. Muito difícil produzir com eles. Já com o Canadá é mais fácil, que vê com bons olhos e incentiva, super permeável uma parceria com outros países. Há várias produções entre Brasil e Argentina que foram e estão sendo realizadas. Há editais específicos de coprodução Brasil e Argentina, Brasil e Uruguay que incentivam esse modelo. E esse processo é muito bonito do Brasil se reconhecendo como parte da América Latina. estamos cada vez mais conscientes do continentes que a gente está. Qual é o nosso povo.

FI - Novos projetos?

Fernando Fraiha - Tenho sim. Um roteiro sobre uma relação amorosa. E tenho planos de filmar na Argentina e o filme falado em espanhol. Isso ainda não é uma realidade. A gente está tentando estruturar o filme para o Brasil e para fora. A gente entende que ele falado em espanhol se comunique com mais pessoas pelo mundo, do que fazer ele em português, porque há a barreira do idioma e acaba sendo exposto a menos gente.

Veja o vídeo:

 

Veja também:

>> Deputada texana quer multar masturbação masculina: US$ 100

>> Lula sugere que dono da Globo o denuncie diretamente - vídeo

>> Karnal afirma que pagou o vinho: "se beber não poste!"

>> O Brasil não é para amadores, mas para cínicos

>> Previdência Deficitária? Só se for para o trabalhador que paga o triplo do que vai receber

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Francis Ivanovich: entrevista com Fernando Fraiha diretor de La Vingança - vídeo
 

Copyright 2017 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!