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Quarta-feira, 11 de Março de 2020

Cineasta negra elenca brasileiros que poderiam dirigir filme de Marielle

Sabrina Figalgo
Sabrina Figalgo

Dias após a polêmica envolvendo a escolha de José Padilha para dirigir o filme de ficção sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, que vai completar dois anos de impunidade no próximo dia 14, o roteiro que envolve vaidade, soberba, traição, inveja e ira, no mundo real, segue dando muita audiência. A produtora, roteirista e diretora Sabrina Fidalgo, premiada no último Festival de Brasília de Cinema, publicou na segunda (9) um artigo em que nomina alguns profissionais do cinema brasileiro, negros, que poderiam ter sido selecionados para trabalhar na obra. Uma das razões alegadas pela autora da trama, Antonia Pellegrino, para justificar o convite a José Padilha foi a de que no Brasil não haveria um Spike Lee. A fala, que em seguida foi revisada pela autora, colocou ainda mais lenha na fogueira. Afinal, poucos a consideram a altura da pretensão de roteirista para o Caso Marielle.


A título de exemplo, Sabrina citou nomes como "Adélia Sampaio, Carmen Luz, Lilian Solá Santiago, Jeferson De, André Novais de Oliveira, Gabriel Martins, Viviane Ferreira, Yasmin Thayná, Glenda Nicácio, Thiago Almazy, Lázaro Ramos, Jéssica Queiroz, Irmãos Carvalho, Jô Bilac, Grace Passô, entre muitos outros."

Nesta terça-feira (10), Antonia Pellegrino anunciou que a direção do filme decidiu contratar negros para trabalhar na obra sob as supervisões de Padilha e do roteirista George Moura. A decisão foi encarada como oportunista por alguns críticos:

- (...) A dupla dinâmica do jet set Global - que ousa colocar o nome de Antifa na sua produtora de filmes e visa mais a ser nomeada para o Oscar do que a manter viva a pauta de Marielle - contratou um profissional negro para integrar a equipe de roteiristas, cumprir uma espécie de "cota racial" pós-esporro geral e expiar a culpa despertada por uma avalanche de críticas (...) - disse um internauta.

Para Sabrina, a polêmica começa com a escolha de José Padilha para a direção do seriado, mas não para por aí. O problema é que além, do cineasta de estilo hollywoodiano que cometeu erros recentemente em O Mecanismo (Netflix), a série com Marielle tem mais dois brancos no núcleo duro: Antônia Pellegrino, produtora, e George Moura, líder do grupo de roteiristas.

Pellegrino tinha tudo para agradar os movimentos que defendem a memória de Marielle. Sua ascensão se deu a partir de produções elogiadas, que surgiram na onda da primavera feminista de 2015. A escritora é esposa de Marcelo Freixo e amiga de Marielle havia cinco antes antes do atentado que tirou a vida da vereadora do PSOL.

Mas ao defender a escolha de Padilha para a produção, Pellegrino pisou na bola. Disse ao UOL que procurou negros para trabalhar na série, mas no Brasil não há nenhum "Spike Lee" e nenhuma "Ava DuVernay". Além disso, José Padilha, na visão de Pellegrino, seria a chave para tornar a série sobre Marielle famosa também fora do Brasil.

"Pellegrino ainda tentou consertar essa emenda com um esclarecimento editado posteriormente na mesma entrevista. Tarde demais, pois o estrago já estava feito. Com essa afirmação, a roteirista não só se mostra desatualizada do Zeitgeist atual, onde a diversidade é o segredo do sucesso e o novo 'modus operandi' nos quatro cantos do globo, como também menospreza nomes mais premiados e com trabalhos muito mais conhecidos, relevantes e consistentes do que os que constam em seu próprio Curriculum Vitae", escreveu Sabrina.

Na visão da cineasta, Pellegrino e seu time tendem a executar Marielle pela segunda vez. A ex-vereadora "não merecia ter um (ex-)defensor de seus algozes como diretor de uma série sobre sua vida e que, além de tudo, é escrita por homens e mulheres brancos pertencentes de uma exclusiva elite financeira e intelectual."

O artigo original de Sabrina Fidalgo foi publicado na Folha

 

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