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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

"A Qualquer Custo" - o filme menos americano de Hollywood - vídeo

Por Fábio Lau

Roubar o banco para saldar a dívida com o banco
Roubar o banco para saldar a dívida com o banco

Quem não assistiu deveria arriscar e seguir para o cinema neste período pré-carnavalesco. "A Qualquer Custo" é um filme que vale a pena e por uma razão muito particular: ele é o menos americano dos filmes hollywoodianos dos últimos tempos. Em outras palavras podemos dizer que o moralismo americano, o erguimento da bandeira da nação perfeita a ser copiada e da maior democracia do mundo, cai por terra. Uma terra árida e inóspita.



O filme trata, de maneira sutil, do drama daqueles que foram engolidos pela crise imobiliária que atingiu parcela importante da população há dez anos. Foram pessoas que acreditaram nos estratagemas bancários que ofereciam dinheiro barato em troca da hipoteca da casa.

Acreditando que o mundo era azul e o elefante cor-de-rosa, especialmente os idosos e aposentados, com a vida modesta em ordem, decidiram pegar dinheiro emprestado para viajar, conhecer o Caribe, fazer safári na África e ser feliz.

Era a consolidação de um Sonho Americano para inglês ver.

E deu no que deu. Uma crise financeira (programada) e a alta dos juros. Os bancos, financiadores do sonho da classe média, tomaram as casas hipotecadas e o que restava em recurso e dignidade.

A patifaria foi tanta que pagavam um dinheiro extra ao proprietário que, antes de desocupar o imóvel, limpasse, varresse e jogasse fora a mobília.

O filme é baseado na história de dois irmãos, Toby Howard (Chris Pine) e Tanner Howard (Ben Foster), que resolvem assaltar bancos (os mesmos que tomaram o imóvel da família) para saldar a dívida com o próprio banco. Isso em uma área, no Texas, onde a Chevron - a mesma petrolífera que poluiu as águas na costa brasileira - retira petróleo nos quintais dos miseráveis.

"A Qualquer Custo" desfaz a ideia de que todos são felizes e prósperos na "maior nação do planeta" - ou mesmo que seja verdadeiro o epíteto. Além disso, tem o mérito de não defender o modelo capitalista e a economia do país como se fossem eles uma entidade a qual deveriam proteger a qualquer custo - olha o trocadilho!.

É um tiro na hipocrisia.

Trailer:

 

Veja também:

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