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Sábado, 08 de Abril de 2017

Cremação: O que pensam algumas religiões sobre o método de incineração do corpo?

Da Redação

Cremação: preço e desprendimento  pós-morte
Cremação: preço e desprendimento pós-morte
É cada vez maior a procura pelo processo de cremação de corpos após o velório. Razões econômicas são as mais destacadas entre aqueles que recorrem ao método. Enquanto um enterro comum custa aproximadamente R$ 5 mil, é possível cremar um corpo por até R$ 2 mil. Mas há quem defenda também porque, com a redução cada vez maior de espaços em cemitérios públicos, as famílias se veem obrigadas a fazer deslocamentos para buscar sepulturas em ambientes distantes do ambiente social - causando desconforto. Entretanto, um dos principais tabus tem sido conflitos religiosos. Muitas doutrinas pregam que reduzir o corpo a pó pode não ser algo aconselhável do lado de lá. Conexão Jornalismo fez assim uma pesquisa entre as religiões mais comuns para saber o que pensam sobre a incineração de corpos.

O fato é que as mais antigas religiões do mundo, como o hinduísmo e o taoísmo, fazem uso da cremação como método natural de libertação espiritual. Algo que no Brasil ainda é tabu.

Um caso clássico desta resistência pode ser verificado em Salvador, na Bahia. Lá, onde estão concentradas três das mais populares religiões do país (Catolicismo, Protestantismo e Umbanda/Candomblé), o grau de resistência talvez seja do mais representativo do país. Para se ter uma ideia, em 2012, quando a Prefeitura financiava até 720 cremações no ano para famílias de baixa renda, apenas 12 foram utilizadas: 1,6%.

O padre ângelo Magno fez uma observação do ponto de vista religioso sobre esta preocupação no campo espiritual:

- Não existe oposição da Igreja, não há nenhum argumento teológico que condene a cremação. A ressurreição não depende da existência de restos mortais. Muitos fiéis me questionam sobre esse assunto; acho que realmente existe um senso comum ligado ao passado que dificulta a incorporação da nova prática como algo normal - disse.

Evangélico e representante da Igreja Batista da Proclamação, associada à Convenção Batista Brasileira, Roberto Amorim disse: "Não existe nenhum documento que condene a cremação. Para nós, é uma decisão que está na esfera do indivíduo. Inclusive, conheço membros da nossa igreja que já foram cremados".

E criticou:

- Trata-se mais de ignorância, ou seja, uma falta de conhecimento - assegura.

Mãe Stella de Oxóssi, líder de um dos mais importantes terreiros da capital baiana, o Ilê Axé Opô Afonjá, também não só absolve a cremação como diz que é preferível do ponto de vista espiritual: "Pelo contrário, acreditamos que a relação com o corpo acaba com a morte", explica. Contudo, a iyalorixá admite que o povo do axé tenha uma tendência a preferir enterrar seus mortos. "Mas se trata mais de uma questão cultural do povo baiano. Temos esse costume", disse.

Mas ela pensa em iniciar uma campanha pela melhor compreensão sobre o assunto:

"O povo de Axé está sempre aberto para o progresso. E nesse assunto circula a energia dos bons costumes e da limpeza, pois sabemos que a cremação é muito mais higiênica e responde bem à questão da falta de espaço nos cemitérios. Acho que tudo é mutável, inclusive costumes como esse de enterrar os mortos", disse, acrescentando que vai passar a falar mais sobre o tema no terreiro onde é líder.

No Kardecismo, onde algumas correntes acreditam que a destruição do corpo poderá representar danos ao espírito no ambiente espiritual, defende-se que a cremação ocorra em período superior a 72 horas - quando o desligamento entre alma e corpo já estaria consolidado.

No site Portal do Espírito, ligado ao Kardecismo, há este pedido de reflexão:

"É um processo legítimo. Como espírito e corpo físico estiveram ligados muito tempo, permanecem elos de sensibilidade que precisam ser respeitados".

- Recomenda-se aos adeptos da doutrina espírita que desejam optar pelo processo crematório prolongar a operação por um prazo de 72 horas após o desenlace.

Judeus não aprovam

A fé judaica é das poucas que se colocam contrárias a cremação. O rabino Shie Pasternak disse sobre o tema, que a citação bíblica "da terra vieste e a ela voltar" tem um sentido diferente do que se pensa: "a cremação é contra todos os princípios religiosos judaicos, quer os bíblicos quer os legais (halachá) ou mesmo os de ordem familiar". Vejamos as razões básicas:

a) Tanto o corpo humano, o invólucro material, como a alma, a essência espiritual, não são propriedade do individuo, pertencem, ambos, ao criador e portanto a ele deve retornar da maneira mais respeitável possível.
b) O processo de cremação, ao transformar em cinzas o ser falecido, é uma manifestação negativa do valor do corpo, tanto na morte como em vida, exatamente aqueles que não souberam sublimá-lo durante sua vida.
c) De ordem familiar, as cinzas ao serem espalhadas não permitem a localização fiel do local onde jaz o corpo, e, assim num ato egoístico, não bastasse a própria perda do ente querido, nega a família pratear o de cujo. Esta é a razão pela qual nossos patriarcas tiveram, para com os mortos, o cuidado de marcar o lugar onde os corpos foram enterrados. Além de marcar o Elo de gerações passadas e futuras.
d) É importante ter-se em mente o vínculo familiar existente no seio da comunidade judaica e a cremação torna-se um processo para o rompimento deste liame. Doutro lado é necessário fazer-se distinção entre a cremação como rotina de enterro com aquela que foi praticada nos campos de concentração nazistas, pois lá os judeus sacrificaram-se para honrar o nome do Senhor, e, por tanto, entregaram ao criador aquilo que por direito lhe pertencia, a vida. Apenas a guisa de informação a pratica da cremação é vedada, em principio, por todas as religiões ocidentais.
e) Do ponto de vista Halachico (da Lei Judaica), a pessoa cujo desejo expressado em vida de ser cremado, perde o respeito, recíproco, de seus familiares e estes ficam desobrigados de velá-lo por sete dias, shiva, tampouco o homenageiam com kadish - santificando seu Criador, o shloshim - a homenagem de 30 dias etc etc...
f) Gostaria outrosim deixar claro que aqui no Brasil muitas pessoas voltaram atrás após conversarem com amigos, Rabinos como também muitos estão arrependidos e com consciência pesada por cumprir o desejo deixado em vida pelos pais. Os familiares dizem que não imaginavam a gravidade do assunto por isso um pedido do fundo do coração, consulte, debata antes de decidir.

E ele diz: Só não sabe morrer, quem não soube viver.

No Islã também há restrições. E ela se explica pela crença de que, no juízo final, os mortos "vestirão" o próprio corpo para a ressurreição. Neste caso, o cremado, estará inapto para cumprir este papel.

A cremação, portanto, destruiria espontaneamente o corpo ...


Preços



No Rio, alugar um espaço para velório custa em média R$ 500. O sepultamento em local em regime perpétuo custa em torno de R$ 30 mil. Mas, se for para alugar um espaço, pode representar uma despesa extra de R$ 5 mil.

No caso da cremação, com velório, o preço é, de acordo com o Diário Oficial da Prefeitura, R$ 2.042.

Neste vídeo uma análise do Kardecismo sobre a cremação:

 

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