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Quinta-feira, 01 de Agosto de 2019

A Fábula do Rei Louco - Capítulo IV



Uma trama medieval com pitacos de contemporaneidade. Francis Ivanovich cria uma novela em capítulos para ser digerida e degustada na internet - nada mais atemporal! Nela, um Rei que, devido as manhas e manias, é identificado como louco por um personagem que parece vir de longe, muito longe. Mas para entender A Fábula Do Rei Louco é necessário ler os três capítulos anteriores. A história "passa por aqui" às terças e quintas. Mergulho na novela e boa viagem!



Leia aqui os três primeiros capítulos da novela:

Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III

Por Francis Ivanovich

Na manhã seguinte via-se o efeito da noite mal dormida em cada súdito do reino. Olheiras enormes, bocejos insistentes, o corpo cansado. Ninguém conseguira dormir. A voz que desceu da montanha anunciando a loucura real ainda ecoava dentro de cada um. O reino estava intranquilo. No castelo, a Família Real também padecia da noite de vigília. A Rainha, sempre vaidosa, olhava-se ao espelho assustada com a aparência fatigada.

- Envelheci 10 anos, Majestade. Essa voz precisa ser calada! - Suplicou a Rainha, enquanto o Rei olhava a montanha pela janela.

- Enviarei meus soldados à montanha, essa voz será calada para sempre.

O Exército Real foi organizado para expedição à montanha, a fim de calar a voz.

- O reino voltará a ter paz, Majestade! - Afirmou o Ministro da Defesa Real.

- Notícias do insolente Carpinteiro José?

- Infelizmente não, Majestade. Desapareceu com a mulher.

- Ministro, cale esta voz da montanha que me chama de louco! Encontre o carpinteiro! Esta situação está me enlouquecendo.

- Assim será feito, Majestade!

O Exército Real chegou ao pé da montanha Abituru com os seus 10 mil metros de altura. O pico em forma de agulha perfurava as nuvens. A equipe de soldados de elite iniciou a escalada pronta para combate. A voz deveria ser silenciada. Foi inútil o esforço. Um fracasso a empreitada militar. A montanha Abituru mostrou-se invencível. Além do terreno escarpado e perigoso, o mal tempo constante e avalanches de pedras obrigaram ao recuo definitivo. Soldados foram esmagados, outros perdidos. O General se deu por vencido para a fúria real. Noite após noite a voz escorreu da montanha:

- O Rei é Looouuucooooooo...

A vida no reino se tornou bem difícil. O povo começou a ficar dividido, além de se intensificarem as suspeitas de que realmente o rei estava louco. Os súditos conversavam sobre os fatos nas tabernas, nas esquinas, em casa.

- Recordo que o Rei criou o dia do Carrasco! - Lembrou o sapateiro, depois de uma gole de cerveja.

- O dia do Carrasco foi um ato real bizarro! Será que ele é louco? - Disse o alfaiate.

- O Rei é normal sim! - Falou o irmão de um carrasco que ouvia a conversa.

- O Rei não é louco! Ele é a salvação do reino! - Acompanhou na defesa real, um ferreiro.

Briga violenta ocorreu na taberna. O taberneiro amargou sérios prejuízos materiais. O reino estava dividido.

O fracasso militar enfureceu o Rei. Ninguém jamais vira em seu rosto expressão tão transtornada. O Rei parecia outra pessoa.

- Eu tenho de fazer tudo neste reino! Ninguém sabe fazer nada! Ordeno que construam uma redoma que cubra a Montanha Abituru. A redoma não permitirá que a voz ecoe pelo reino me caluniando de louco. Como é que ninguém pensou nisto antes?

O Ministro da Infra-estrutura Real não teve coragem de se manifestar. Aceitou a empreitada servilmente, sabendo que era uma loucura construir uma redoma com mais de 10 mil metros de altura, cujo raio teria muitos quilômetros.

-Senhor Ministro, esta ideia é uma loucura... Perdão, quis dizer, absurda! Que material utilizaremos para construir esse equipamento de silêncio? Quantos homens serão necessários? Nem nas pirâmides do Egito foi enfrentado tamanho desafio.- Reagiu o chefe dos engenheiros reais.

No dia seguinte, após mais uma noite de insônia, iniciou-se a faraônica construção da redoma do silêncio. Grande parte do povo achou aquilo um projeto real bem maluco.

A dúvida crescia.

 

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