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Astral - Religião

 

Segunda-feira, 08 de Janeiro de 2018

Muçulmanos serão maioria no mundo em 2070, indica relatório

Da Redação

Nem budistas, hinduístas ou cristãos. Os muçulmanos serão maioria do planeta a partir dos anos 2070. É o que indica relatório do Centro de Pesquisas Pew assinado pelo demógrafo e pesquisador Conrad Hackett, um dos mais conceituados especialistas no assunto. O Centro de Estudos analisa tendências mundiais em vários segmentos, entre eles atitudes e comportamentos contemporâneos. Uma das razões para o crescimento de muçulmanos no mundo é a manutenção da média de nascimento por mulheres desta corrente religiosa, pouco mais de 3 filhos, e a redução estimulada entre cristãos e budistas.


Mas a realidade só mudará dentro de 80 anos. Segundo o relatório, os cristãos aumentarão para 2,92 bilhões de adeptos em 2050. Neste ano os muçulmanos alcançarão 2,76 bilhões, tornando essas religiões cerca de 30 por cento da população mundial. Os muçulmanos ultrapassarão os judeus nos EUA em 2050. Contudo, o relatório disse que no final deste século, o islamismo será a religião dominante no mundo. As projeções são também de que vários países terão uma maioria religiosa diferente em 2050.

Em 2050, de cada 10 cristãos, 4 estarão localizados na África. E os cristãos não mais serão maioria na Inglaterra, França, Austrália e Holanda, que terão grandes populações muçulmanas.

O jornal britânico DailyMail disse que o islamismo "crescerá devido à sua população jovem e índices de fertilidade, com uma média de 3,1 filhos por mulher. Esse índice é bem acima dos 2,1 do nível de substituição - o mínimo tipicamente necessário para se manter uma população estável."

O DailyMail acrescentou: "a taxa de fertilidade dos cristãos. é em torno de 2,7 filhos por mulher."

Sem controle na taxa de natalidade, a religião muçulmana aumenta a sua representação mundial em ritmo permanente. Hoje os seguidores têm taxas que os cristãos e outros sempre tiveram durante milhares de anos. Entretanto, por causa de campanhas em massa de controle populacional, especialmente no século XX, as taxas de natalidade caíram e continuam caindo.

"Guerras, fomes, reavivamentos religiosos e todos os tipos de coisas podem mudar o quadro," disse o Dr. Conrad Hackett, o principal pesquisador e demógrafo do relatório Pew.

No Brasil



A presença de representantes da fé islâmica ainda é tímida no Brasil. Segundo dados não oficiais eles seriam cerca de 1,5 milhão distribuídos por vários estados do país.

Aqui a disputa por espaço ainda se dá no campo cristão e divide católicos e evangélicos. As projeções demográficas para as filiações religiosas até meados do século XXI (20500 indicam o aumento da pluralidade e a continuidade da mudança de hegemonia entre católicos e evangélicos.

Os católicos devem chegar a 38,3% em 2040, os evangélicos devem chegar a 38,4% e as outras religiões além dos sem religião deve chegar a 18,9% em 2040. Em 2050, os dados devem ser 35,7% para os católicos, 39,8% para os evangélicos e 24,5% para outras religiões e os sem-religião.

Saiba mais sobre o islamismo




O profeta Maomé foi o responsável pela consolidação do islamismo no interior do mundo árabe no século VI da Era Cristã. Ao longo de sua vida, segundo revela o pesquisador Rainer Sousa, conheceu diferentes lugares e culturas que acabaram exercendo forte influência na construção dos pressupostos fundamentais dessa nova crença. Segundo a fé muçulmana, no ano de 610, o profeta Maomé começou a receber mensagens de um anjo que lhe ensinou os fundamentos da nova religião. Note, ao longo da narrativa, que há algumas importantes semelhanças com o Cristianismo.

O primeiro valor divulgado por Maomé foi a crença em Alá, o único e verdadeiro Deus, e a condenação expressa do culto às imagens. Além disso, estabelecia a existência dos céus e dos infernos, que serviam de morada para todos os indivíduos. Aquele que fosse exemplar na aceitação dos preceitos islâmicos seria fartamente recompensado com um confortável além-vida. De fato, podemos ver que a crença muçulmana possui vários pontos em comum com as religiões judaica e cristã.


Até o período em que Maomé orientou o desenvolvimento da religião muçulmana, todos os preceitos eram rigorosamente transmitidos pela oralidade. Contudo, quando o primeiro e mais importante líder espiritual islâmico faleceu, se fez necessária a concepção de um livro sagrado. A partir desta demanda surgiram duas obras: o Alcorão, que registra os ensinamentos que Maomé divulgou ao longo da vida; e a Suna, livro que se ocupa da biografia e ações políticas desse mesmo profeta.

Na visão dos muçulmanos, os fundamentos pregados no Alcorão representam a conclusão de um processo de aprimoramento dos valores anteriormente ensinados pelo judaísmo e pelo cristianismo. Dessa forma, Jesus Cristo e os vários profetas hebreus são valorizados como intermediadores de uma experiência religiosa que atinge o seu ápice com o surgimento do islamismo.

Enquanto o Alcorão é colocado como livro comum a todo o verdadeiro seguidor do Islã, a Suna foi a grande responsável pela primeira divisão entre os islâmicos. De acordo com esta obra, qualquer muçulmano poderia se colocar como líder religioso do islamismo. Em contrapartida, o Alcorão aponta que somente os descendentes diretos de Maomé poderiam exercer esse mesmo papel de chefia. Por meio dessa discordância, surgiram as principais seitas do islamismo: os sunitas e xiitas, respectivamente.

Além do reconhecimento de Alá como o único deus verdadeiro, os muçulmanos ainda devem obedecer a outros importantes pontos que sustentam o islamismo. Todo o muçulmano deve orar cinco vezes ao dia com seu corpo em direção à Meca; peregrinar até a cidade Meca, pelo menos, uma vez na vida; não manter relações sexuais e ficar em jejum (entre o amanhecer e o anoitecer) ao longo do mês do Ramadã; e praticar a caridade cedendo uma parcela de sua renda anual.

Por Rainer Sousa
Mestre em História

 

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