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Domingo, 16 de Abril de 2017

Lava-Jato foi feita para exterminar o PT? Sim, mas deu errado.

Lava-Jato foi feita para exterminar o PT? Sim, mas deu errado.

Por Fábio Lau

A direita unida, que acredita que jamais será vencida novamente após a Lava-Jato, levanta uma bandeira com a qual pretende atropelar detratores - aqueles que a chama de coxinha, seletivista, aecista ou cunhesta (para não usar impropério pior). "Nenhum petista poderá dizer agora que a Lava-Jato foi feita para defenestrar o PT do cenário político. Ela pegou pessoas de todos os partidos e blá, blá,blá!". Meia verdade. A Lava-Jato, durante seu primeiro tempo do primeiro jogo de uma final de dois, tinha como meta o PT. E Moro, o dono da bola e do apito no campeonato, deixava clara a intenção: "O PT e aliados, partidos da base, eram os principais alvos das vantagens ilícitas via Petrobras" - justificava-se para dar um quê de legitimidade a sua opção pelo Partido dos Trabalhadores.

E o que aconteceu no curso da história que fez brotar tantos nomes, de tantos partidos, no final do segundo tempo do segundo jogo? Pressão. Especialmente das mídias sociais. Cobranças para que prendesse Cunha, ouvissem Claudia Cruz, investigassem Aécio, José Serra, Temer e o escambau.

Tanto é verdade que houve sim uma sintomática tolerância com os malfeitores, ainda no primeiro jogo, que coisas inaceitáveis ocorreram no país. Exemplo: toleraram, por exemplo, a entrada em cena de um personagem como Eduardo Cunha. Colocou banca e chegou à Presidência da Câmara dos Deputados com a força de um super herói. E nisso contou com o apoio de toda a mídia e o silêncio do judiciário. No poder, acuou a Presidência da República como ninguém jamais fizera até então:

- Ele é o meu malvado preferido - ironizava a direita!

- Somos milhões de Cunhas! afirmavam cartazes nas ruas.

Quando o PT votou contra Cunha no Conselho de Ética a sorte de Dilma foi lançada. Mas é fato que teria sido também defenestrada se o PT recuasse e mantivesse o canalha na presidência da Câmara. Seu destino estava traçado. O que pretendiam era obter o máximo de vantagens e privilégios para enfraquecer moralmente o PT junto ao eleitorado. A votação no Conselho de Ética foi o fim da linha.

Neste sábado, 15, em um programa chapa branca na oficialesca TV Band, o ilegítimo Michel Temer disse textualmente que foi esta a razão do impeachment de Cunha - e não a balela das Pedaladas Fiscais. Quem destacou online foi o sociólogo Theófilo Rodrigues:

- Michel Temer acaba de admitir ao vivo na entrevista da Band que o impeachment de Dilma só ocorreu devido ao PT votar contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Admite, portanto, que o impeachment foi ilegítimo. Diz isso como se fosse a coisa mais normal do mundo, mais do que isso, como se a culpa fosse da vítima.

A Lava-Jato foi criada, por Moro e outros mais, para atingir o PT e inviabilizar Lula. As idas do juiz aos Estados Unidos, seu conchavo com a velha mídia, o endeusamento de seus atos, todo o conjunto reforça a tese. E sobre o apoio ao governo (e do governo) americano há algo maior: em última análise os EUA tinham interesse no desmantelamento do parque industrial brasileiro, especialmente no campo do petróleo. Além disso o nosso setor da construção foi desmoralizado ao passo que se abre espaço para grandes construtoras estrangeiras. Coincidência?

Mensalão



O caso do Mensalão, iniciado em 2005, foi exemplar. O modelo de pagamento de propinas a parlamentares, criminalizado durante o governo de Lula e que levou lideranças do partido à cadeia, começou no PSDB, governo Fernando Henrique, e nunca foi tratado com o merecido rigor. Jamais. Para reduzir a evidência da seletividade empurraram goela abaixo um tucano magro e sem liderança: Eduardo Azeredo. E deu-se por encerrado. Sucessivas foram as prescrições neste episódio daqueles que receberam propina. Sob o silêncio geral.

Outro caso flagrante foi a lista de Furnas onde Aécio Neves figurava lépido e fagueiro como o grande representante tucano nos esquemas relacionados ao setor energético. Nada!

O surgimento de outros nomes e legendas na Lava-Jato, que dão agora um falso caráter de pluralidade, ocorreu por conta da pressão da opinião pública e da evidência da seletividade de Moro. E dá mídia (perguntaria um persistente). Desta então nem se fala. Aécio, campeão em delações, agora ultrapassado por Renan Calheiros, parece um batedor de carteira se comparado àquele que querem fazer crer ser o maior criminoso do país.

E Lula segue sob suspeita de ser dono do sítio, do triplex....

Então, quando o coxinha vier com o papo:

- Quero ver um petista dizer agora que a Lava-Jato foi feita só para exterminar o PT... - você poderá usar uma analogia:

- O sujeito joga faz um caminhão descer a ladeira para atropelar o inimigo. Mas ele se desgoverna e atropela toda a comunidade - inclusive seus amigos.

Qual era mesmo a intenção no uso do caminhão?

 

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