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Audiência na TV

 

Terça-feira, 16 de Abril de 2019

Jornalista torturado pela milícia é tema do Conversa com Bial

Nilton Claudino: torturado por milicianos
Nilton Claudino: torturado por milicianos

O jornalista Nilton Claudino, um dos mais destacados fotojornalistas brasileiros entre as décadas de 90 e 2008 no país, está há mais de 10 anos afastado de suas funções. A interrupção involuntária ocorreu após em 2008 ter sido apanhado, torturado e ameaçado de morte por milicianos que ocupavam a Favela do Batan, na Zona Oeste do Rio. Vivendo anonimamente fora do Rio de Janeiro, ele será personagem do programa Conversa com Bial, que irá ao ar na madrugada entre terça e quarta-feira (17), na Rede Globo.



Nilton Claudino, o Índio, cumpria uma pauta determinada pelo jornal O Dia, onde trabalhava. A ideia era, passando-se por um morador comum ao lado da esposa (uma jornalista) e um amigo (motorista da equipe), poder conviver e relatar o que era a vida em uma comunidade do Batan tomada por milicianos. Á época acreditava-se que os homens exerciam um papel de proteção e afugentavam os traficantes.

No curso da sua estada na favela, porém, os jornalistas puderam perceber o quanto era perniciosa a relação. Ali, policiais, ex-policiais, bombeiros, criminosos de toda ordem, implantavam o terror. Moradores eram obrigados a pagar pela água, gás, energia elétrica e outros serviços indispensáveis. Mas antes que pudessem publicar a reportagem, acabaram sendo delatados por alguém cuja identidade ainda é desconhecida.

Denunciados, os jornalistas e o motorista acabaram apanhados e foram submetidos a sessões de torturas por mais de 15 horas. Sua morte só não foi concretizada porque os milicianos temiam que suas identidades já fossem de conhecimento do jornal - o que era verdade.

Além do "Índio" estará no programa o sociólogo José Cláudio Souza Alves Quando seu disfarce foi descoberto, foi torturado por sete horas e meia, ao lado de uma repórter e de um motorista. Não por acaso, ele se apresenta como um "morto-vivo". A cena do filme "Tropa de Elite 2" em que dois repórteres são assassinados foi inspirada na história de Nilton.

Após o seu caso vir a tona, foi criada a CPI das Milícias quando 216 pessoas foram indiciadas, incluindo 7 políticos. Mas o ritmo de crescimento destes grupos só aumentou desde então.

O drama de Nilton Claudio se estendeu também aos familiares. Os filhos foram obrigados a deixar suas casas e o próprio Rio de Janeiro. Perderam oportunidades de trabalho e tiveram interrompido o início profissional. Sua mulher, também jornalista à época, também foi obrigada a interromper o trabalho para escapar das ameaças de morte.

Atualmente o Índio vive em lugar desconhecido e tenta se reerguer profissionalmente. O acordo financeiro feito com o jornal O Dia foi interrompido e hoje enfrenta sérias dificuldades. O Dia prometeu retomar o pagamento.

 

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