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Audiência na TV

 

Segunda-feira, 30 de Março de 2020

Gabriela Prioli pede demissão da CNN após sofrer "corte" ao vivo de Gottino

Gabriela, Gottino e o defendido pelo âncora
Gabriela, Gottino e o defendido pelo âncora
Por Fábio Lau*

Terminou mal o que já não ia tão bem assim no campo da informação. A CNN, maior rede de TV do mundo, mas que no Brasil carrega o DNA do Bispo Macedo, inaugurada há menos de um mês, já vira foco de debate não pela qualidade da notícia - tendenciosa e pró-governo Bolsonaro - mas pela reprimenda a comentaristas que se recusam a rezar na cartilha ou participar do culto pró-Bolsonaro de todo dia. O caso recente, envolvendo a advogada e comentarista Gabriela Prioli, terminou da pior maneira possível. Chamada a atenção, ao vivo, por quem deveria mediar um suposto debate - algo tosco que reúne uma especialista e um defensor das teses bolsonarianas - Gabriela anunciou, nas redes sociais, que vai sair do programa. Babou!

O fato é que a jovem Gabriela passou a ser a grande estrela da emissora que estreou no dia 15 de março. Em um cenário onde profissionais de jornalismo, oriundos da TV Globo, como William Waak e Monalisa Perrone, entre outros, tinham tudo para solar, foi a jovem advogada quem ganhou destaque. Tal foi sua surpreendente ascensão que até mesmo nas redes sociais conseguiu multiplicar o número de seguidores. Saiu da da casa dos 10 mil no Twitter e Instagram para o meio milhão.

Mas se o sucesso com o público deu a ela visibilidade, atraiu também os seguidores de Bolsonaro. Para esta corrente, qualquer posicionamento crítico diante daquele que chamam "mito", apesar de tudo o que faz e nos envergonha, é visto como ataque de caráter pessoal.

Escuta só o que a debatedora Gabriela postou:

-Queridos antigos e novos amigos, os últimos dois dias foram de muita reflexão. Não é fácil ser firme no início de um projeto profissional, mas é impossível não me comportar segundo aquilo que eu defendo, apesar das possíveis consequências - e seguiu:

"Eu digo a vocês, de forma reiterada, para se posicionarem, serem firmes e não cederem diante de comportamentos que vocês considerem inadequados. Se agora, quando a vida demanda isso de mim, eu agisse de outra forma, estaria sendo hipócrita.

Em mais de uma oportunidade tive que me posicionar cobrando respeito ao meu espaço de fala. É preciso ser mais contundente. O meu compromisso é com um debate racional, prospectivo, informativo e respeitoso.

Não consigo atingir o meu objetivo se for constrangida e não posso seguir participando do debate sem que a convicção sobre a gravidade do constrangimento não seja só minha, mas de todos os envolvidos, na frente e atrás das câmeras.

Não posso legitimar que o achismo seja equiparado ao conhecimento científico nem contribuir para acirrar a polarização. Seguirei, por enquanto, dividindo com vocês as minhas análises nas minhas redes e pensando em outras formas para podermos interagir e evoluir com qualidade.

Nessas últimas duas semanas o nosso grupo cresceu e isso me traz profunda satisfação. O meu maior prazer é essa troca que tenho com vocês. Fica aqui então o meu muito obrigada.

Nos posicionar é a forma que nós temos de conscientizar o mundo daquilo que nós consideramos fundamental".

A decisão partiu após aquele que deveria mediar o debate, Reinaldo Gottino, o representante do bispo na mesa, se colocar claramente favorável ao outro debatedor, Tomé Abduch. Este, que ninguém conhecia até então, substitui o debatedor oficial, Caio Copolla, um direitista radical com passagem na Jovem Pan - também conhecida como a casa dos bolsomínions.

Gottino passou a contestar a tese defendida por Gabriela sem permitir que ela se posicionasse ou concluísse o raciocínio. Quem conhece Gottino dos tempos da Rede Record, onde gozava da confiança da direção de jornalismo, crê que seu posicionamento e o constrangimento imposto foi algo premeditado para fazer a debatedora baixar a bola.

Veja o vídeo - enquanto Gottino contestava, o outro debatedor de deleitava. Por fim ele a corta e passa a fala para o outro debatedor:



Droga é isso


Abduch falava sobre drogas, um tema que deveria ser contestado por Gabriela. Mas esta, ao replicar com sua posição, foi interrompida pelo apresentador. Que passou a atacá-la e colocar em dúvida sua posição. Para deleite de Abduch.

O parcialismo de Gottino rapidamente virou assunto nas redes sociais.

Gabriela, apesar da expressão jovem, quase adolescente, tem extenso e invejável currículo. Ela é mestre em Direito Penal pela Universidade de São Paulo e professora de pós-graduação da Universidade Mackenzie.

Em meio ao desfecho inesperado, Gottino tenta salvar o pescoço. Afinal, com a saída em caráter irreversível de Gabriela, Abduch também sairá de cena:

"Me excedi ao interromper. O meu papel ali é conduzir o debate para que os dois lados tenham espaço para expor suas ideias. Minha postura excedeu a de mediador. Peço desculpas a Gabriela por isso. Esse pedido de desculpas, enviado a ela no início da manhã de domingo, se estende também à emissora e ao público", completou.

Os novos debatedores serão os famosos Gisele Soares e Thiago Anastácio. Conhece? Nem eu.

Mas veja o pedido de desculpas do apresentador que saiu da Rede Record - do bispo Macedo:

-Venho, por meio desta nota, deixar aqui a minha tristeza e a minha consternação com tudo que aconteceu nas últimas horas. E um pedido de desculpas! Peço publicamente desculpas à Gabriela Prioli por ter sido incisivo no meu questionamento na última sexta. Perguntei se ela entendia que a lei era branda e deveria ser mudada. Me exaltei e a interrompi. Errei. Esse pedido de desculpas, que faço aqui, eu já tinha enviado a ela, antes da publicação feita por ela nas redes sociais. Admiro a Gabriela, tínhamos uma ótima relação e fico muito triste, porque eu não imaginava esse desdobramento. Conversamos na sexta depois do programa, falamos até do que deveria mudar, para termos um programa melhor. Estendo meu pedido de desculpas a todos que se sentiram ofendidos. Tenho mais de 20 anos de jornalismo, e quem me conhece sabe da minha índole, do meu caráter e dos meus posicionamentos sobre opinião, pluralidade e respeito ao lugar de voz das mulheres. Errei, reconheço meu erro, peço perdão e lamento muito.

A estreia de Gabriela Prioli no debate com Caio Copolla foi um dos temas mais comentados na recém inaugurada TV. A advogada destroi o posicionamento pouco embasado do oponente:

 

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