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Quarta-feira, 11 de Abril de 2018

Em Madri, Dilma pede solidariedade mundial a Lula

Cerceado na sua liberdade e com os direitos políticos em via de ser cassado, o ex-presidente Lula começa a receber a solidariedade de autoridades e cidadãos de todo o mundo. Nesta terça-feira, a ex-presidenta Dilma Rousseff, em evento realizado em Madri, na Espanha, para a qual foi convidada, ela denunciou que "a democracia no Brasil está em risco por causa do golpe parlamentar" que levou ao seu impeachment e que colocou seu vice-presidente, Michel Temer, no poder. Dilma insistiu que o ex-presidente continua sendo o candidato do PT nas eleições presidenciais de outubro. Dilma disse ainda que Lula precisa da solidariedade internacional.


"Nós não temos um plano B. Nós mantemos a candidatura de Lula", enfatizou Dilma. "O PT vai lutar em todas as instâncias jurídicas para que Lula seja candidato", explicou.

A ex-presidente afirmou ainda que o Brasil vive uma situação de grande impasse, que "fortalece a posição de Lula". O PT deposita parte de suas esperanças nesta quarta-feira (11), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil talvez debata uma alteração da lei de condenação de segunda instância, que poderá favorecer Lula. Em jogo estará a decisão de determinar se um condenado pode ser liberado no caso de ter outros recursos possíveis.

Lula, 72 anos, continua favorito nas pesquisas de opinião, com uma clara vantagem sobre Jair Bolsonaro, deputado da extrema direita.

Na sua rede social, Dilma fez um resumo, através da assessoria, sobre o evento realizado na Espanha:



"Presidenta eleita faz palestra na Casa de América, denuncia a ascensão da extrema-direita e diz que só com eleições limpas o Brasil sairá da crise.

Em palestra na Casa de América, em Madri, acompanhada do ex-ministro José Eduardo Cardozo, a presidente eleita Dilma Rousseff denunciou a prisão injusta de Lula e pediu apoio internacional à sua libertação. Ao encerrar, Dilma afirmou que "é muito triste ver Lula, mesmo sendo carregado nos ombros do povo, se dirigir ao cárcere. Nos causa enorme indignação. Sabemos o que há de imensa injustiça nisto."

Depois de afirmar que não tem dúvidas de que "Lula é inocente e, além de inocente, é um grande guerreiro", Dilma foi demoradamente aplaudida, de pé, pelo auditório lotado de espanhóis, e alguns brasileiros, que gritavam repetidamente, em coro:

- Lula, libre!

LEIA ALGUNS TRECHOS FINAIS DA PALESTRA:

Estou aqui para explicar porque Lula foi encarcerado. Muitos disseram que nós teríamos que resistir e impedir a prisão dele. Nós somos um partido institucional. Nós acreditamos na democracia. Mesmo quando sabemos que as regras do jogo estão sendo desrespeitadas, nós usamos as regras do jogo até o fim. Por isto, eu fui ao Senado da República, e lá fiquei 15 horas, defendendo meu mandato, mesmo sabendo que iriam me condenar. Se você acredita na democracia em seu país, você tem que ser o primeiro a respeitar as regras, ainda que estejam sendo distorcidas. Cabe-nos denunciar, no espaço político no qual possa fazê-lo.

É o que estamos fazendo em relação a Lula. Sabemos que eles querem fazê-lo calar-se. Um dos argumentos usados na ordem de prisão de Lula é que esta medida era necessária porque ele falava muito e estava convencendo seus adversários de que sua prisão seria injusta. Foi a primeira vez que vi um direito de opinar e falar ser condenado numa democracia. Isto é muito grave.

A democracia no Brasil está em risco. O processo de exceção está se aprofundando. Temos que ter clareza de que este tipo de processo de exceção já aconteceu e pode voltar a acontecer na América Latina. Aconteceu com Lugo no Paraguai, aconteceu em Honduras.

O lawfare, que é o uso da lei para destruir o inimigo, vem acontecendo no Brasil, porque de outra forma não conseguiriam destruir o PT. E não conseguirão.

Lula está no cárcere e aí me perguntam: por que vocês não escolhem outro candidato? Não escolhemos pelo mesmo motivo que eu não renunciei quando passava pelo processo de impeachment. Quando não se deve, não se faz o trabalho para o adversário. Por que Lula abandonará o plano de ir à eleição se nós sabemos que ele é inocente? Por que criar um Plano B, se construiram uma culpa que é falsa e mentirosa? Lula é candidato. Esta é a nossa posição. Não é por soberba. Ninguém é soberbo dentro de um cárcere. Ele é o nosso candidato, sim, porque consideramos que isto é uma questão de justiça, de inocência. E se querem tirá-lo da disputa terão fazer isto com suas mãos, não com as nossas. Com as nossas, não, porque lutaremos.

E mais: entendemos que é importante que o Brasil se reencontre consigo mesmo. Não há hipótese de o Brasil sair desta situação sem eleições, cujo resultado seja aceito. Não existe democracia quando se participa de uma eleição e, depois de derrotado, se decide anular o resultado. É cláusula pétrea da democracia que o voto é a fonte da legitimidade.

Nós precisamos de solidariedade internacional. Precisamos que se divulgue ao mundo. Precisamos, em todas as instâncias, que se saibe do que está acontecendo no Brasil.

E reitero que Lula não é um radical. A grande ironia é que na última caravana do Lula pelo país, quando houve bloqueios de estradas por máquinas agrícolas, pedras e tiros contra os nossos ônibus, as retroescavadeiras, as colheitadeiras usadas pelos agressores haviam sido financiadas com subsídio pelos nossos governos.

Há um processo de radicalização da direita no Brasil. Vivemos sob uma emergência da extrema-direita. E não é só no Brasil. sabemos que isto aconteceu até nas eleições alemãs, recentemente.

A democracia brasileira é relevante para o mundo. Somos uma das dez maiores economias do mundo.

O Brasil é um país diferente da maioria na luta contra a processos de exclusão e desigualdade. Temos o velho componente do período de escravidão em todos os processos de exclusão. Nós somos um país predominantemente negro, querendo ou não. O maior país negro fora da África. Nosso povo é negro, nossas classes médias são mestiças. Temos gente de todas as etnias - europeus, índios e negros. E uma parte da população foi sempre tratada como excluída de direitos básicos.

É esta característica humana do Brasil, é esta população majoritariamente negra e esta população excluída que Lula encarna. E é por isso que, em que pese ter sido atacado por 70 horas de reportagens no principal telejornal da maior TV aberta do país, continua liderando a corrida presidencial. Por isso, mesmo dentro da cadeia, ele é protagonista da eleição deste ano.

É muito triste ver Lula, mesmo sendo carregado nos ombros do povo, se dirigir ao cárcere. Nos causa enorme indignação. Sabemos o que há de imensa injustiça nisto. Encerro dizendo que não tenho dúvidas: Lula é inocente. Além de inocente, é um grande guerreiro".

 

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